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Riqueza do vestiário do São Paulo são profissionais que estão no clube por opção
Rui Costa, Diretor do São Paulo ao UOL explicou bem o que pensa do grupo e da riqueza de vestiário do São Paulo que é o fato dos jogadores escolherem o clube, quererem estar ali e não somente dinheiro:
“A gente começa um ano em que o Crespo diz que a missão é fazer 45 pontos e acho que essa solução já teve até do presidente Harry Massis de publicamente deixar claro para o Crespo, aqui não é assim. Muitas vezes clubes vão procurar essa recuperação da grandeza nas grandes contratações.
O Vasco com o Felipe Coutinho agora. O São Paulo trouxe no ano passado o Lucas, em 23 o Lucas, o Oscar, o Caleri. São ídolos que voltam.
Onde é que está a redescoberta do vestiário de que está num clube que quando entra em campo tem que ganhar? É na contratação ou é no dia a dia? Eu acredito que seja nessa noção de pertencer a esse clube. Eu vou explicar melhor para o torcedor e para quem está nos ouvindo. Nós tivemos uma negociação com o Botafogo, o PVC, que foi muito comentada.
Essa contratação partia de cenários de trocas de atletas em que eu tinha que convencer os atletas do Botafogo a virem para o nosso projeto e o Botafogo convencer os nossos a irem para o projeto do Botafogo. Algumas negociações não funcionavam, não avançavam e não davam certo.
Esse é o papel do Executivo, identificar o que está acontecendo. E a primeira coisa que me ocorreu é que eu tinha que valorizar cada vez mais, e eu transmito isso ao torcedor de São Paulo, aqueles que aqui estão por opção. E o primeiro diferencial de todos os atletas que nós contratamos, não só agora, como no passado ou recente, é de que todos escolheram estar no São Paulo.
E quando você aumenta o percentual, a quantidade de atletas que escolheram estar no São Paulo, mesmo com os problemas financeiros que o São Paulo tem, mesmo que o mercado se fala, sabendo que o São Paulo às vezes atrasa alguma coisa, atrasa outra, porque o clube está em reconstrução econômica e financeira, eu percebi que ali tinha algo que o dinheiro não pode comprar. Então eu digo muito isso internamente, e hoje estou tendo a possibilidade de dizer externamente ao nosso torcedor. O São Paulo não tem o dinheiro que outros clubes têm.
Mas talvez o São Paulo tenha, PVC, a capacidade de ter algo que o dinheiro não pode comprar. E isso é muito diferente, e isso gera muita coisa boa no nosso dia a dia. Legal.
Eu até vi uma entrevista do Caleri e ele contando, né, perguntando dentro da família dele, você acha que eu vou pra onde? Vou pro Atlético. O pai dele, pro Atlético. Outra pessoa, pro Atlético.
Ele falou, eu vou pro São Paulo. O Calleri é um bom exemplo desse.”
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Um das poucas coisas que dá orgulho hoje é isso