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Notícias sobre o São Paulo FC, incluindo a volta da política interna, novos espaços na camisa de patrocinadores, possibilidade de mandar partidas em novo estádio e a apresentação do jogador Cauly.

4 Trocas, Mercado, Política já caçando Massis, Mando de Campo, Patrocínios e mais

Harry Massis assumiu o São Paulo em meio a um turbilhão que mistura mercado da bola, política interna fervendo, indefinição de mando de campo e espaços ainda abertos para novos patrocínios na camisa tricolor. A queda de Julio Casares e o processo de impeachment abriram caminho para o veterano dirigente de 81 anos herdar um clube com graves desafios financeiros, ambiente político rachado e pressão esportiva elevada para 2026.

Enquanto alguns conselheiros defendiam uma “grande limpeza” em todas as áreas, outros apostam que Massis precisa manter parte da estrutura herdada, o que já alimenta bastidores em ebulição e grupos que, ao mesmo tempo em que prometeram “paz”, já monitoram cada passo da nova gestão. Até antecipação de eleições já são faladas.

Dentro de campo, o mercado foi trabalhado na base da engenharia financeira: o São Paulo se reforçou com nomes como Cauly, Lucas Ramon, Danielzinho, Dória e Carlos Coronel, praticamente sem investimento direto em direitos econômicos, compensando saídas e um elenco enxuto. Muricy Ramalho vinha alertando desde 2025 que a temporada seria “muito mais difícil”, com orçamento curto e necessidade de soluções criativas, e a crise institucional acabou antecipando sua saída do dia a dia, deixando Rui Costa com ainda mais poder nas decisões de futebol.

Crespo, por sua vez, pediu pelo menos cinco reforços e segue pressionando pela chegada de peças que aumentem a competitividade do grupo, enquanto a diretoria tenta equilibrar reforços, dívidas e limites do orçamento. Com a melhoria da situação e do time, chovem ofertas para novas chegadas e a vitrine tricolor até dia 03/03, é possível.

Outro ponto quente é o mando de campo: o Tricolor sabe que pode ficar sem o MorumBIS justamente em uma eventual semifinal ou até final de Paulistão, por causa dos shows do AC/DC e da necessária troca de gramado, o que já obriga o clube a estudar alternativas como o Brinco de Ouro, em Campinas. A diretoria descarta, ao menos por ora, opções de gramado sintético como o Pacaembu, temendo impacto esportivo e de adaptação, e trabalha para transformar um estádio alternativo em “segunda casa”, caso avance sobre o Red Bull Bragantino.

Ao mesmo tempo, ainda carrega pendências na barra traseira e em outros espaços após rompimentos, como o caso BlueMed, judicializado em mais de R$ 6 milhões, e negociações travadas com empresas que recuaram por mudanças regulatórias. Esses espaços em aberto representam tanto um problema de caixa quanto uma oportunidade: com a camisa valorizada esportivamente e midiaticamente, novos acordos podem ser decisivos para aliviar a pressão nas contas e dar fôlego ao projeto de Massis.

 Se o time de Crespo responder em campo, avançar no Paulistão mesmo sem MorumBIS e encaixar os reforços, a nova diretoria ganhará tempo e força para arrumar a casa, fechar patrocínios pendentes e baixar o tom das disputas internas. Caso contrário, cada falha no mercado, cada jogo em campo neutro e cada espaço vazio na camisa virarão munição em um ano que já nasceu turbulento no Morumbi.

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