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”Psi-REFFIS” e Psicologia de Alto Rendimento Esportivo – a reconstrução e a vanguarda do São Paulo
Autor: LK
Prezado(a) são-paulino(a), boa tarde!
Tivemos a recente notícia de que, depois de muito tempo, temos novamente um psicólogo no estafe profissional do São Paulo, com a integração do profissional Thiago Bettega ao final de 2025.
Aproveitando essa oportunidade, queria expandir isso, apresentando a ideia de que:
A recuperação do futebol do São Paulo e o retorno do clube como vanguarda no futebol profissional passa necessariamente pela implantação de uma equipe especializada em psicologia de alto rendimento esportivo.
Considere as seguintes situações puramente hipotéticas:
- Jogador que não consegue emagrecer, tendo que recorrer a expedientes como canetas de emagrecimento;
- Jogador que é um leão nos treinos mas treme em jogos ou momentos decisivos;
- Time que “não deu liga”;
- Técnico que se descontrola nos jogos e xinga os seus próprios atletas;
- Contratações caras de jogadores que não se adaptam ao time e não conseguem render;
- Dirigente que busca ganhos pessoais em detrimento do sucesso do time;
- Jogador jovem que é muito bom na base, mas é mediano para baixo no profissional;
- Time que “sofre um apagão” durante o jogo;
- Convulsões políticas do clube agitando os bastidores e impactando o dia-a-dia, forçando a comissão técnica a tentar blindar os atletas;
- Jogador que tem dificuldade de retornar de lesão por conta da insegurança em executar determinados movimentos.
Você acha que alguma dessas situações acima é um problema que prejudica o clube?
Se você acha, então leve em consideração que a solução pode estar exatamente na psicologia.
É claro que podem existir várias causas para o problema, mas certamente uma das potenciais razões é a questão psicológica.
Ou seja, sem ter uma estrutura adequada para o acompanhamento, direcionamento e fortalecimento psicológico, o São Paulo corre o risco de continuar sofrendo com problemas que volta e meia afligem o clube.
Hoje, um dos principais pilares da estrutura desportiva do clube é, sem dúvida, o REFFIS (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica), fundado em dezembro de 2003 pelo Juvenal Juvêncio, então diretor de futebol.
Acho que todos concordam que a implantação do REFFIS deu um salto qualitativo enorme para o clube, ao subir o patamar em termos de condicionamento físico, prevenção e recuperação de lesões.
Agora, o Comitê Olímpico Internacional (COI) fala explicitamente que o aspecto mental deveria ter o mesmo nível de importância que o aspecto físico.
Portanto, entendo que a implantação de um “Centro Especializado de Psicologia de Alto Rendimento Esportivo” (um “Psi-REFFIS”) traria um novo salto qualitativo para o clube.
Guardadas obviamente as devidas proporções, em termos de psicologia de alto rendimento esportivo, enxergo que estamos ainda no nível de dar aquela corridinha ao redor do gramado, bater polichinelo e pagar flexão, para depois fazer roda de bobinho
e jogar um coletivo, dizendo que esse treino já é suficiente para alto rendimento esportivo.
Se o São Paulo avançou muito na preparação física com a adoção de métodos muito mais modernos e eficazes, aumentando significativamente a performance dos atletas, imagine o salto adicional que poderia dar se o clube fizer o mesmo para a preparação mental.
Diversos clubes já exploram isso – o Barcelona chega até mesmo a oferecer um curso certificado no assunto no seu Innovation Hub.
Por que não o São Paulo também?
Estigmas e preconceitos sobre Psicologia do Esporte e do Exercício
Essa ideia tem base em inúmeros trabalhos publicados no meio acadêmico/científico, que vem fortalecendo cada vez mais a importância de trabalhar mais intensamente o lado mental e psicológico.
No final deste artigo, deixei os principais artigos e textos que usei para escrever este texto.
Ao mesmo tempo, é fato que esse trabalho psicológico ainda carrega consigo um estigma muito grande, como se fosse algo dispensável ou se fosse algo necessário apenas quando o atleta está em baixa emocional.
Essa imagem negativa, de que a ajuda psicológica é apenas para “pessoas fracas”, pode levar até mesmo uma certa vergonha em pedir ajuda.
Quem não se lembra das declarações do grande Muricy Ramalho, dizendo que quem joga no São Paulo está em um dos maiores clubes do mundo, que tem a maior estrutura do mundo, com tudo que precisa e ainda recebendo muito bem para jogar futebol e, portanto, precisa não de motivação, mas de cobrança?
Vendo o contexto total da fala dele, fica claro que ele está falando que não é para ficar mimando jogador de futebol, do tipo dando docinho para alegrar jogador que foi mal
na partida (mais um exemplo hipotético), ao invés de tratar o jogador com o profissionalismo que merece.
O problema é achar que isso é a mesma coisa de achar que todo jogador do São Paulo já precisa estar talhado para enfrentar as piores críticas e os piores momentos da vida, como se o jogador fosse só um personagem de videogame, ao invés de ser uma pessoa, um ser humano antes de mais nada.
Isso é um dos estigmas e preconceitos que giram em torno da Psicologia, incluindo obviamente a Psicologia do Esporte.
Para começo de conversa, a Psicologia do Esporte não é botar o jogador no divã e ficar dando conselho de vida.
Esse assunto começou em 1913, quando o famoso Barão Pierre de Coubertin, o fundador dos Jogos Olímpicos modernos, organizou o primeiro Congresso sobre a Psicologia e Fisiologia do Esporte.
Mas ganhou impulso a partir da década de 1960, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, e se expandiu para englobar vários pontos, como otimizar o processo de aprendizado, aprimorar as funções percepto-cognitivas e qualificar o aspecto mental, emocional e comportamental, dentre muitas outras coisas.
Queria ilustrar algumas das formas como esse “Psi-REFFIS” poderia canalizar os conhecimentos dessa área de conhecimento e perguntar o que você, leitor(a), acha.
Impacto positivo da Psicologia para Atletas de Alto Desempenho
Como diz um certo dono de um certo Blog do São Paulo (sem citar nomes), “Saúde é o principal, o resto a gente corre atrás”.
Isso vale não só para a saúde física, mas também para a saúde mental.
O próprio COI diz que as necessidades de saúde mental são tão importantes quanto as necessidades de saúde física.
Existem inúmeras fontes de estresse que impactam o psicológico do atleta, como:
- Estresse Competitivo (pressão, expectativa, sucesso imprevisto etc.)
- Estresse Pessoal (relação trabalho e vida pessoal, questões familiares etc.)
- Estresse Organizacional (questões culturais, relação com a mídia, diferenças culturais etc.)
Sem contar agentes estressores traumáticos, como bullying físico ou na internet, abuso psicológico, abuso físico, assédio etc.
Para mitigar os efeitos negativos dessas fontes de estresse, o COI recomenda que o estafe do(s) atleta(s) crie um ambiente psicologicamente seguro para que o atleta se sinta confortável em assumir riscos, sinta-se parte integral do time e respeitado dentro do seu ambiente de trabalho.
Mas quando se fala de um ambiente de alto desempenho, que é o caso de um clube de futebol profissional extremamente competitivo e mundialmente conhecido como o São Paulo Futebol Clube, a Psicologia vai muito além disso.
Existe um entendimento emergente de que, para atletas de elite, o preparo psicológico pode ser o “fator X”, ou seja, aquele diferencial que faz com que o atleta se sobressaia com relação aos demais.
Faz sentido, considerando que as capacidades físicas dos jogadores estão ficando cada vez mais similares e as demandas de treino e de competição também estão ficando cada vez mais equiparadas, independentemente de clube e torneio.
Existem estudos que indicam que os fatores psicológicos são os mais preponderantes na hora de ganhar uma medalha, quebrar um recorde ou ser convocado para a seleção, quando o nível de competitividade é extremamente alto e a qualidade dos competidores é muito parelha.
No meio científico, é bem conhecido que os desportistas mais bem sucedidos usam de forma consistente e efetiva as suas habilidades psicológicas (concentração, determinação, comprometimento, autocontrole etc.) e estratégicas (visualização, definição de metas, condicionamento de respostas a estímulos etc.) como parte da preparação para atingir a sua performance máxima.
Mais do que isso, cada vez mais a saúde mental de um atleta de alto desempenho é vista como um estado positivo de ser, e não simplesmente a ausência de doenças, distúrbios ou problemas.
Isso também ajuda a explicar a existência de empresas que são o equivalente psicológico do TecFut – por exemplo, a Hintsa é uma empresa que ajuda pilotos de Fórmula 1 a se prepararem mentalmente para as corridas, tendo pilotos como o ex- campeão mundial Mika Häkkinen como clientes.
Veja algumas das capacidades que esse tipo de empresa desenvolve junto ao atleta:
- aumento de foco
- desenvolvimento rápido de habilidades técnicas
- manutenção da alta motivação
- consistência de desempenho intenso
- construção de confiança
- entrada no “zone”, o estado mental de altíssimo foco e desempenho
- resiliência e gestão de pressão
- gerenciamento de ansiedade
Eu acho que isso é algo que pode ajudar muito o São Paulo. E você?
Psicologia como instrumento para prevenir e recuperar lesões
Se fizer uma rápida busca no Blog do São Paulo, vai perceber que tem vários textos sobre a alta quantidade de lesões no São Paulo e o impacto que isso causou no time e, portanto, nos resultados alcançados pelo clube em 2025.
Tem também várias lives no YouTube em que o dono do Blog aborda esse assunto.
Você já se machucou e/ou teve que passar por cirurgia e depois passar por fisioterapia? Se nunca passou por isso, então espero que nunca passe.
Mas se já passou por isso, acho que vai se lembrar como o processo é mais demorado do que a gente gostaria, muitas vezes dolorido e penoso (fisioterapia…) e nem sempre volta 100% ao que era antes.
Imagine tudo isso acontecendo com um jogador profissional de futebol, que é sempre exigido a dar 100% no campo ou até mais, pressionado pelo entorno para se recuperar rápido não só para ajudar o seu time, mas também para não complicar a sua carreira, já que a sua vida útil de atleta não vai passar dos 40 anos.
Tudo isso acaba gerando um ambiente de alto estresse e as evidências científicas indicam que isso, ao invés de ajudar, atrapalha e retarda o processo de recuperação.
Isso mostra como um trabalho psicológico competente pode ajudar também a “esvaziar o estaleiro”.
Por exemplo, a Sociedade Norte-Americana de Ortopedia para Medicina do Esporte diz em todas as letras que a parte psicológica é um fator chave para recuperação de lesões.
Para melhorar o processo de recuperação, ela sugere medidas como:
- educar o atleta (e até mesmo a comissão técnica) sobre a lesão e o tratamento;
- construir relação de confiança e empatia com o atleta para acompanhar o seu estado psicológico; e
- encorajar o uso de técnicas psicológicas para lidar com o estresse que é inerente ao processo de recuperação.
Mas não pára por aí.
Estudos apontam também que existe uma relação comprovada entre um fator psicológico – estresse – e o risco do atleta se machucar.
Isso porque o estresse causa mudanças no estado de atenção da pessoa que afeta diretamente o seu desempenho.
Além disso, o estresse causa o aumento da tensão muscular, além de redução na capacidade de coordenação motora, o que aumenta o risco de lesão.
Invertendo-se o raciocínio, a aplicação bem-sucedida de estratégias e métodos de Psicologia do Esporte para gestão de estresse pode ser um fator a mais no trabalho de prevenção de lesões – e estudos científicos corroboram essa ideia.
Não seria interessante o São Paulo aprimorar essa ferramenta para que o elenco possa estar disponível durante toda a temporada e, com isso, reduzindo as improvisações, potencializando os jogadores e aumentando as chances de alcançar resultados esportivos mais positivos?
Psicologia de Alto Rendimento Esportivo como parte da instituição SPFC
Tudo isso que foi apresentado acima poderia ser feito por cada atleta, naturalmente.
Mas queria lembrar sobre o processo de implantação das técnicas de nutrição do TecFut – elas já eram adotadas por vários atletas do São Paulo, mas foram adotadas de forma institucional pelo clube, começando por Cotia.
E, antes de toda a confusão recente, o TecFut implantado na base do São Pulo obteve muito sucesso, ao se tornar uma iniciativa do clube e não uma medida pontual de cada atleta.
Da mesma forma, acredito que a Psicologia de Alto Rendimento Esportivo pode ter um sucesso muito maior se passar a fazer parte da estratégia desportiva do Tricolor.
Daí a ideia de ter um “Psi-REFFIS” como parte da estrutura do clube e não uma iniciativa feita em caráter individual.
As vantagens dessa abordagem são inúmeras, dentre as quais poderia citar:
- Aprimoramento das capacidades mentais e psicológicas de todo o elenco do SPFC, não apenas daqueles que possuem recursos e a visão estratégica para investir nisso;
Um dos motivos mais óbvios de se ter uma estrutura é porque “uma andorinha só não faz verão”.
Por mais capacitado que seja o psicólogo, é muito difícil ele conseguir, sozinho, desenvolver e aplicar estratégias individualizadas para cada um, simplesmente porque tem muita gente e cada pessoa tem um histórico e um contexto diferentes.
Um jogador experiente que veio com uma carreira de sucesso no exterior reage de forma completamente de um jovem talento vindo de um contexto de vulnerabilidade social, que é bem diferente de um jogador estrangeiro que vem jogar pela primeira vez no Brasil, por exemplo.
- A melhoria das condições não apenas dos atletas, mas também do técnico e de toda a comissão técnica;
Precisamos lembrar que o futebol do SPFC não é composto apenas pelos jogadores, mas por todos os profissionais que estão envolvidos.
Dentro disso, vejo que a própria história recente do clube mostra que a comissão técnica nem sempre possui ferramentas ou conhecimentos psicológicos adequados para extrair o máximo dos jogadores, seja porque se desentendem com os jogadores, seja porque se tornam amigos demais deles, ou seja porque exigem tanto que fazem os jogadores vomitarem nos treinos (novamente, todos exemplos hipotéticos).
Uma estrutura institucional certamente ajuda não só na qualificação dos atletas, mas também da comissão técnica, aumentando competências muito necessárias como:
- Criação de pontes de relacionamento;
- Habilidades de escuta ativa;
- Capacidades de influência positiva;
- Encorajamento ativo de processos de aprendizado;
- Definição clara de poderes e responsabilidades.
Tudo isso ajuda a criar um ambiente positivo em termos de performance esportiva que, naturalmente, se reflete nos resultados vistos dentro de campo.
Além de desenvolver capacidades institucionais para que a relação entre os jogadores e a comissão possa ser mais construtiva e estável, independentemente dos estilos e perfis das pessoas que vem e vão.
- Aperfeiçoamento da gestão da carreira dos jogadores e da comissão técnica;
Cada vez mais, a excelência da carreira é vista como sendo muito além do sucesso meramente atlético/desportivo.
Hoje, ela é vista como a capacidade de manter uma carreira saudável, bem-sucedida (atingimento de metas profissionais e pessoais) e longeva no esporte e na vida.
O vídeo do Thiago Bettega falando da parte pessoal para os jogadores vem também nessa esteira, entendendo que o sucesso profissional é indissociável do bem-estar pessoal.
Assim, a promoção da saúde mental e, portanto, das capacidades psicológicas dos profissionais, passa a ser também um aspecto fundamental na sua gestão da carreira.
Para entender isso, acho que basta pensar na seguinte pergunta:
“Você prefere trabalhar em um ambiente em que você se sinta valorizado e realizado ou em um ambiente confuso em que as coisas ficam jogadas no ar e você fica exposto?”
Dentro disso, a transição de carreira é um ponto de atenção relevante, tanto para que os profissionais que estejam chegando se sintam estimulados a desempenharem em alto nível, quanto para que aqueles que estiverem saindo possam partir com a sensação de dever cumprido.
Em particular, a transição por conta do fim da carreira no esporte é algo que é muito crítica para o jogador, mas que frequentemente não há suporte institucional adequado.
Implantar procedimentos para preparar o jogador para a aposentadoria é um aspecto que, a meu ver, ainda tem muito espaço para melhorias.
Isso ajuda não só o jogador, mas também o clube, pois é mais um atrativo para o atleta, ao prover uma rede de suporte ativo e profissional.
Mesmo que o clube não possa pagar um salário alto, a existência de um ambiente de trabalho estruturado e positivo certamente pode ajudar a influenciar favoravelmente um jogador a vir atuar pelo São Paulo.
- Criação de uma nova fonte de oportunidades e receitas para o clube;
Quantos clubes no Brasil e até mesmo no exterior possuem um centro de excelência em termos de Psicologia de Alta Performance?
Se o São Paulo desbravar esse campo, cria-se naturalmente uma janela de oportunidade de oferecer esses serviços para profissionais de fora do clube, assim como antigamente vinham vários jogadores se tratar no REFFIS.
E, com isso, abrem-se possibilidades de estabelecer relacionamentos e parcerias, de atrair profissionais e, naturalmente, projetar novamente o nome do São Paulo como clube de vanguarda.
Em se implantando um centro de excelência, pode-se até virar uma nova fonte de receita, atendendo profissionais não só do futebol, mas também de outros esportes e até mesmo de pessoas do mundo dos negócios.
Levando em conta a necessidade premente em aumentar o ingresso de receitas para o clube, o “Psi-REFFIS” pode se tornar mais uma frente que ajudaria a reabilitar a combalida saúde financeira do São Paulo.
Bônus (ainda que improvável): Avanço na psicologia organizacional.
Não menos importante do que a relação entre os jogadores e a comissão técnica, é a relação entre a comissão técnica e os dirigentes.
A questão da “blindagem do elenco”, por exemplo, mostra como esses relacionamentos podem afetar o psicológico dos jogadores e, portanto, impactar no desempenho dentro de campo.
A liderança na organização é influenciada diretamente pela liderança da organização, isto é, o direcionamento político e estratégico feito pelo clube na figura dos seus representantes mais altos tem consequências naturais na forma como a comissão técnica tem que lidar com o elenco.
Acho que isso é bem claro hoje, considerando inclusive o turbilhão político em que o São Paulo está imerso.
Trazer essa parte da psicologia como parte integrante da estrutura do clube pode, com uma grande dose de sorte, ajudar a estreitar relações, desanuviar tensões entre os dirigentes e os profissionais à beira do campo e alinhar todos rumo ao mesmo objetivo.
Afinal, sonhar é de graça, não é mesmo?
Conclusão
Assim como a parte física e médica e, mais recentemente, a parte nutricional, passaram a ser vistos como estrategicamente importantes dentro do São Paulo em termos esportivos, penso que o clube poderia e deveria dar um passo adiante para incorporar também a Psicologia de Alto Rendimento Esportivo dentro da sua estratégia.
Se for bem aplicada, o Tricolor tende a colher muitos frutos, não apenas em termos de rendimento desportivo, mas também em termos de receita e também de projeção e reputação em âmbito nacional e internacional.
Ou seja, pode ser uma grande ajuda na reconstrução do futebol do São Paulo e no reposicionamento do clube como vanguarda, exatamente como está no título do texto.
O que você achou?
Fez sentido tudo isso?
Acha que o São Paulo se beneficiaria com uma iniciativa como essa?
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Se tiver algum amigo de conselheiro psiquiatra, quem sabe…
Sempre fui um dos pedia um psicólogo ligado ao esporte de alto desempenho.
Espero que essa retomada seja um divisor de águas para o time como um todo.
Legal a referência à fala ultrapassada do Muricy sobre motivação no SPFC, será que ele pensa diferente agora? E o técnico que perde a cabeça e grita com o atleta? Só veio 2 em minha mente kkkkk
Parabéns pela artigo!
Tem tipos de suportes internos que são MAIS NECESSÁRIOS quando o filtro de contratação é ruim.
Que susto! Achei que o artigo era uma jogada de MKT da diretoria. Kkk
O São Paulo é um dos clubes interessados no meia Jhon Solís, do Girona.
O Bahia também está interessado no jogador, além de outros clubes da Europa como o Preston City.
Jhon tem 21 anos e é colombiano.
[@PSierraR]
Finalmente um bom nome
Cara, na boa? Esse negócio de querer criar marca pra qualquer coisa é uma mania zoada dessa gestão. A real é que tem um profissional, ok! Mas transformar isso em um nome que remete a um mega projeto é bizarro de mais!
É muito mimimi pra marmanjo que ganha muuuuito, e ainda há bicho por vitória, por metas, etc.
Enquanto maioria esmagadora da população tem que ralar nos seus trabalhos e sempre tendo que dar o seu máximo, independente de sua situação mental e ou emocional, ou problema de saúde, etc e pra receber, muitas vezes, nem o básico para sobreviver.
E não tendo todo o aparato de nutrição, medicina, preparação física, etc que o cerca.
Tudo mimado, queria ver, acordar as 3h, pegar trem, buso, trabalhar 10 h e ganhar salário baixo. Vão tomar tudo no Cú, tem mais que obrigação de jogar e bem.
Seja um pobre e exausto trabalhador, seja um jogador bem pago de sucesso. Ambos tem questões do âmbito psicológico a ser respondido, ajustado, desenvolvido. Desprezar isso é uma estupidez. Vivemos num momento histórico cada vez mais científico, desprezar isso é não entender a própria existência.
E?
Vcs dizem isso porque comparados com eles estão um abismo abaixo economicamente falando. Agora ao invés de olharem pra cima, olhem pra baixo. Pra maioria da população que todo mundo gosta de usar como exemplo sem um pingo de autoridade, e imagina o que eles devem pensar de vcs quando reclamam de alguma coisa na vida ou pior ainda, reclamam da vida que os outros levam.
Poisé. Devem achar que a gente é mimizento também de ficar discutindo na internet por coisa à toa quando eles acordam 3h, tomam no cú, ralam….