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Ex atacante do São Paulo vira técnico e comenta passagem pelo Tricolor
Jogador até os 39 anos, o centroavante substituiu Romário, jogou no PSG, formou uma das maiores duplas de ataque com Luis Fabiano, e hoje comanda o Maricá Futebol Clube
Da longa experiência em campo, e agora a recente à beira do gramado, Reinaldo segue vivendo o futebol com a mesma intensidade. E são essas histórias que ele traz ao Basticast no bate-papo com Lucas Lustoza e Lucas La Torre. O menino de Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, que começou na várzea, vai para o Barra da Tijuca, e quando viu já estava jogando no Flamengo, onde se tornou ídolo, assim como no São Paulo, revive todo esses bastidores, além das outras experiências no PSG, Santos, Botafogo, entre outros clubes, e conta que uma das suas maiores frustrações foi o pai não ter visto sua carreira brilhante como atleta.
Hoje treinador, Reinaldo revela suas principais referências na profissão: Rogério Ceni e Renato Gaúcho, no Brasil, e Klopp, na Europa, e seu estilo de jogo: “Gosto de um time que pressiona, que tem a bola, com movimentos pré-determinados e ataque rápido.”
Reinaldo se despediu dos gramados em 2016, aos 39 anos, com a sensação de missão cumprida. “Joguei por 20 anos entre base e profissional, e deixei um legado. Me cuidei muito. Aprendi cedo, com o técnico Vahid Halilhodzic no Paris Saint-Germain, que se eu quisesse jogar por muito tempo, precisava me cuidar desde já. Esse conselho mudou tudo”, revela.
Entre as memórias afetivas, ele cita o grupo do Barra da Tijuca, onde foi federado aos 16 anos — amigos que mantém até hoje. Também relembra a parceria com Juan, o respeito pela torcida do São Paulo, e o aprendizado sob comando de Vanderlei Luxemburgo, a quem considera o melhor que já o treinou.
Reinaldo ainda revive histórias marcantes dos tempos de Flamengo, como o rachão levado a sério por Romário e Beto, a relação com o técnico Carlinhos, a pancadaria na semifinal da Mercosul contra o Peñarol, e o início de Adriano Imperador. “A gente já sabia que não tinha como segurar a fera. Se não fosse a perda do pai dele, teria sido o melhor do mundo pelo menos duas vezes.”
O episódio foi ao ar nesta quinta-feira, 13 de novembro, em todas as plataformas de áudio e vídeo.
Veja no YouTube: https://youtu.be/qLBDiut4_Eo?si=USPIUQu000Aw81wk
Ouça no Spotify: https://open.spotify.com/episode/6GLKjuYhUH7SYBaUGq1cC7?si=UVJAuvurRhinvjQATeZ73A
CHEGADA NO FLAMENGO: Eu fui muito bem no Estadual pelo Barra, fiz 28 gols na competição. Quando você chega fica assustado, pelo tamanho que é, sair do Barra e ir para o Flamengo. O grupo recebeu a gente muito bem, o grupo 79. Uma geração muito boa. E foi tudo muito rápido. Saí da várzea, fui para o Barra, joguei um campeonato por três, quatro meses, depois estava no Flamengo e dois meses depois estava no profissional. Quando chegava para treinar no FlaBarra e via Romário, Sávio, Junior Baiano, Renato Gaúcho, a perna dava uma bambeada.
ESTREIA NO FLAMENGO: A estreia no profissional foi contra o Madureira: 5×0, só que depois desse jogo eu não me firmei, ficava naquela de sobe para o profissional e desce para o juniores. Só que depois eu subi de vez porque o Carlinhos me puxou e falou que eu tinha que jogar tudo o que eu vinha jogando na base, porque era meu último ano de junior, e eu tinha que estourar naquele momento porque não teria mais tempo. Meu primeiro jogo (como profissional) foi na final do Carioca de 99 contra o Vasco. Eu nem esperava. No dia do jogo, no aquecimento, o Romário sentiu a panturrilha e foi vetado no vestiário. Aí o preparador físico foi conversar com o Carlinhos quem ele aqueceria entre os 11 para jogar. Na minha cabeça quem iria jogar era o Leandro Machado, aí o Carlinhos vem e fala: ‘quem vai jogar é o Reinaldo.’ Os caras tomaram um susto, mas depois já começaram a me passar confiança. Romário me disse: ‘você vem jogando bem, fazendo gols no sub-20, chegou a hora de você se firmar aqui, a oportunidade está aí.’ Ele tinha razão, vim de Itaguaí, estou no Flamengo, vou encarar como a oportunidade da vida. Entrei titular nesse jogo, joguei os 90 minutos, empatamos e no segundo jogo, o Romário voltou de titular, e fomos campeões com gol do Rodrigo Mendes de falta.
RELACIONAMENTO COM ROMÁRIO: Sempre tive um bom relacionamento com ele, acho que por conta do respeito. Eu era um dos caras que entendia muito o Romário no dia a dia, a hora de dar o bom dia, a hora de não falar nada. Um cara que me entendia muito também. Ele era um jogador ali, mas ele era o meu ídolo. Eu conversava pouco, mas o pouco eram sempre perguntas que ele gostava, esse meu interesse de querer evoluir. Ele é um caso à parte na minha carreira porque me ajudou muito. Encontrei com ele e o Romarinho na despedida do Adriano Imperador no Maracanã, vieram me dar os parabéns pelo trabalho no Maricá. E aquilo ali é uma conquista, um cara que me ajudou e me ensinou muito. Falei para ele: ‘é impossível ser igual a você, mas vou seguir sempre os seus conselhos.’ Ele me ajudou muito como atleta. Era um cara muito à frente de todo mundo.
O TÍTULO MAIS IMPORTANTE: Eu estava naquele ano de afirmação, em 99 fui campeão Carioca entrando no primeiro jogo da final, aí no Brasileirão eu entrava muito pouco, e quando o Romário sai na semifinal da Copa Mercosul abriu uma brecha. O Carlinhos me chamou e me disse que era mais uma chance de me firmar e que não traria ninguém, que confiava em mim e tinha chegado a minha hora. Depois daquele momento que virei titular do time, indo bem, fazendo gol em semifinal, final, e campeão! Aquilo ali para mim foi a afirmação, não só para mim, quanto para aquela geração 79 que precisava desse título, para começar o ano de 2000 como titular. E a gente sabia que a cada temporada que terminava, era uma barca que passava. Esse foi o título mais importante porque foi o primeiro da minha afirmação como profissional, me firmei também no cenário nacional, todo mundo começou a me conhecer.
A FALTA DO PET NÃO FOI ALEATÓRIA: A falta do Pet na final do Carioca contra o Vasco não foi aleatória. Claro que da distância que foi, caraca! Mas ele treinava falta de tudo quanto era lugar, de longa distância, média, perto, batida de chapa, ele se preparava para aquele momento. Depois ele fez aquilo ali novamente, várias vezes aquele gol de falta, inclusive contra o São Paulo, na final da Copa dos Campeões. Era um cara muito preparado para esse momento. Ele e Edilson eram acima da média. Pet foi o melhor batedor de falta da minha geração. Ele estudava muito os goleiros.
O VAI E VEM NO PSG: Meu contrato acabou e eu fui comprado pelo Paris Saint-Germain, me apresentei lá, mas na época tinha limite de estrangeiro, já tinham quatro ou cinco e o treinador falou que eu não era um dos preferidos dele e o São Paulo me queria. Sempre tive vontade de jogar no São Paulo, de moleque acompanhava o time de 92, 93, aquela seleção! Fui emprestado em 2002, fiquei em maio de 2003, e aí voltei para o PSG, já com outro treinador que me utilizou. O Vampeta era 50% do Paris Saint-Germain e da Inter de MIlão, o Flamengo queria muito o Vampeta e ele vem e ainda fui emprestado para o Flamengo por seis meses pelo Paris. Joguei com o Vampeta no Flamengo. Chegou em dezembro, eu fui para o PSG, não fui aproveitado e fui emprestado para o São Paulo.
A EXPERIÊNCIA NO SÃO PAULO: A gente tinha um trio, eu, França e Kaká. Depois chega o Luis Fabiano. O Rogério Ceni foi o maior capitão que eu joguei. Aquele capitão mesmo, que te cobra quando você está mal, tem uma conversa olho no olho, te ajuda também, não somente cobra. Tudo o que ele fazia era com a permissão do treinador, ele cobrava muito o nosso grupo, mesmo quando a gente estava jogando bem. Sem falar que dentro de campo resolvia também, fazia gol, um dos maiores goleiros do futebol brasileiro. Eu e Luís Fabiano a gente jogou muita bola no São Paulo. Fizemos juntos mais de 80 gols em uma temporada.
SELEÇÃO BRASILEIRA: Ainda acho que o Neymar é um cara decisivo, o nosso melhor jogador, de criatividade, técnicamente falando, pode ser o nosso Romário de 94. Vinicius Junior também é um cara surreal, acima da média, tanto que foi o melhor do mundo. Eu acho que a próxima Copa é a do Vinicius Junior. Eu acho que o Neymar zerado de lesão, ele e Vinicius Junior vão ser o nosso diferencial para voltarmos a ser campeões do mundo. Acho que temos bons atacantes hoje no futebol brasileiro: Vitor Roque, pedindo passagem, Endrick, ele é surreal, Kaio Jorge, João Pedro. Eu acho que está faltando um detalhezinho, os caras estão cientes que essa é a Copa.
DUPLA COM RONALDINHO GAÚCHO? Quando eu cheguei em Paris, o Ronaldinho Gaúcho me ligou, me desejou as boas-vindas, disse que faríamos uma grande dupla, que me ajudaria no que eu precisasse. Fiquei animadão! Passou dois dias e cadê o homem? Quando eu liguei a TV ele sendo apresentado no Barcelona. O pouco contato que eu tive com o Ronaldinho, ele foi de uma humildade, educação, com certeza falou de mim ali nos bastidores porque os caras me receberam muito bem. Joguei com os dois melhores do mundo, o Romário e o Kaká, e quase que joguei com o terceiro.
MARICÁ FUTEBOL CLUBE: Foi um ano especial para o Maricá. Primeira vez jogando o Campeonato Carioca, estreia contra o Botafogo no Nilton Santos e ganhando. Claro que o Botafogo não estava com o time titular, mas você está jogando contra o Botafogo. Tudo muito novo para a gente, foi um dia histórico. Iniciamos muito bem o campeonato, depois tivemos uma queda na competição, o que é normal. Os times grandes começam a jogar com as equipes titulares, então começa a dificultar ainda mais, mas pelo nosso projeto a gente conseguiu se manter na competição para 2026. Fizemos uma série D muito honrosa, fomos o único time do Rio de Janeiro que conseguiu se classificar na fase de mata-mata. Tivemos um ano muito bom. O projeto é cada vez mais evoluir. Está vindo um Campeonato Carioca mais difícil ainda porque mudou o regulamento, são só seis jogos na primeira fase, desses seis você joga contra dois grandes. Mas estaremos mais preparados mentalmente, porque já não vai ser uma coisa tão nova. A gente espera fazer mais uma grande temporada. Por: 365Scores
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O Reinaldo era muito bom jogador, pena que aquele time de 2002 não foi Campeão Brasileiro, em partes graças ao entregador de coletes Oswaldo de Oliveira, que não sabia armar uma defesa decente, porque do meio para a frente, o time era ótimo!!!
Ricardinho, Kaká, Reinaldo e Luis Fabiano…Aquele quadrado mágico era demais!
Reinaldo hj em dia capaz que seria nosso camisa 10…na é poca era só mais um cabeçudo do ataque kkkk gostava dele, da mesma estirpe de Hugo Sabugo, Leandro Guerreiro e Aloísio Chulapa…sempre bom lembrar. VMSP
Esse era excelente jogador, fazia uma dupla infernal com o Luis Fabiano. Uma pena que aquele time tinha uma zaga horrorosa, uma das piores da história e também o fraquissimo Oswaldo de Oliveira como técnico.
Foram anos com excelentes atacantes, como França, Dodô, Aristizabal, Reinaldo, Luis Fabiano..
Hoje temos que nos contentar com o Luciano.
Tristeza.
O zagueiro Ed Carlos era desda época se não me falha a memória, era o Léo pele das antigas, sorte da defesa fraca, que do meio para frente o São Paulo era forte, e não oferecia muitos contra- ataques.
Reinaldo era muito bom jogador, não era craque, mas era rápido, forte, ótimo finalizador.
Infelizmente jogou em um time que teve uma das piores defesas da sua história… com Jean, Júlio Santos, Jorginho Paulista, etc.
Seria titular com um pé nas costas hoje