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Em entrevista à ESPN, o diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni, abordou a realização de grandes eventos no Morumbi, como shows internacionais, e destacou os benefícios que esses eventos trazem para o clube, mesmo diante das críticas que surgem em relação à frequência desses eventos fora do âmbito esportivo.

Toni reconheceu que, embora a diretoria se esforce para equilibrar a agenda do estádio com os compromissos esportivos, a realização de shows e eventos de grande porte no Morumbi continua sendo uma estratégia importante para o clube. “Quando a gente faz um grande evento no Morumbi, estamos expondo o estádio e a marca São Paulo para o mundo”, afirmou.

Ele citou como exemplo o recente show do cantor The Weeknd, que foi transmitido ao vivo no YouTube para uma audiência global. “As pessoas do mundo inteiro souberam que o The Weeknd fez um show no Morumbi. Isso é bom para o patrocinador, que teve sua marca exposta mundialmente, e é bom para o clube, pois todo mundo passa a associar o Morumbi ao São Paulo”, disse Toni, ressaltando a importância da exposição da marca São Paulo em eventos dessa magnitude.

“Quando a gente faz um grande evento no Morumbis, a gente está expondo o estádio e a marca São Paulo para o mundo. Um dos últimos shows que tivemos, do The Weeknd, foi transmitido pelo YouTube para o mundo todo, as pessoas do mundo inteiro souberam que o The Weeknd fez um show no Morumbis. Isso é bom para o patrocinador, que teve sua marca exposta no mundo inteiro, isso é bom para o clube, que todo mundo sabe que o Morumbis é o estádio do São Paulo.

Você tem um aspecto de marca muito importante. Tem também a questão financeira. Os grandes shows em São Paulo são feitos no Morumbis. Tem o dinheiro antecipado pela LiveNation, a receita do show, de comidas e bebidas que são consumidas no estádio, vendas de merchandising.”

Além dos benefícios de marketing, o diretor de marketing destacou também a relevância financeira desses eventos. Os grandes shows no Morumbi geram uma receita considerável para o clube, que inclui o pagamento antecipado pela LiveNation, a venda de ingressos, o consumo de alimentos e bebidas no estádio e as vendas de merchandising. “Esses eventos não apenas trazem visibilidade, mas também geram uma receita significativa, o que é crucial para o São Paulo”, explicou.

“Importante a torcida entender que um equipamento do tamanho do Morumbis não consegue sobreviver abrindo 30 vezes por ano, 35 quando é um ano muito bom, com várias finais. Se tornaria muito deficitário. A manutenção aqui é muito alta. Um estádio que foi construído desde a década de 50 até 70.

É antigo, mas é um estádio bom, manutenção muito bem feita, isso custa. Então, a gente faz uma série de ativações para que o estádio tenha vida. Temos restaurantes, academia, eventos, shows porque precisamos dessa renda. Tentamos sempre não comprometer o futebol, não fazer com que os shows tomem o lugar do futebol.”

Toni também observou que, ao longo dos anos, o Morumbi se consolidou como o principal palco para grandes eventos em São Paulo, o que fortalece ainda mais sua importância, tanto para o clube quanto para os patrocinadores e para o setor financeiro.

Essa estratégia de promover o estádio como um centro de eventos além do futebol tem sido um pilar importante para o São Paulo FC, ajudando a garantir a estabilidade financeira do clube e ampliando seu alcance global.

“Isso pode acontecer eventualmente? Pode, vai acontecer, a gente tenta fazer jogos menores, a gente entendeu que um jogo contra o Velo Clube não causaria uma perda esportiva muito grande. Era fase classificatória do Paulista, mas abrimos mão de uma das datas da final. Se a gente tivesse sido primeiro, não jogaríamos nessa data, seria após a Data-Fifa. Mas a gente não tinha certeza, então, bloqueamos as duas datas. Buscamos alternativas para não gerar esses conflitos.

Claro que eles existem, mas a gente tenta evitar os grandes jogos. É uma receita importante para o São Paulo, que precisa disso, é importante para a marca. É uma ação importante. Infelizmente, a gente precisa desse dinheiro e vamos continuar trabalhando para que não exista esse conflito. Eu li ano passado que ficamos mais de 50 dias sem jogar em casa por causa de shows.

E não é verdade. Calhou que tinha Data-Fifa, depois, duas ou três rodadas jogando fora, então, a gente tem uma janela para fazer mais shows, foi quando fizemos seis shows, que aí a gente tem uma receita muito maior. As rodadas que o campeonato para pela Data-Fifa são datas que a gente tenta fazer show e evento.”


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