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O presidente do São Paulo, Julio Casares, comentou para a revista The Winner sobre a criação do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), uma estratégia que visa reestruturar as finanças do clube. Em sua fala, o mandatário destacou que o fundo será um esforço coletivo de todos os setores do Tricolor, buscando dar fôlego financeiro e reorganizar as finanças do clube, especialmente em relação às dívidas bancárias e questões de capital de giro.

O fundo foi criado em parceria com as gestoras Galapagos Capital e Outfield, e o São Paulo espera captar até R$ 240 milhões por meio dessa iniciativa. O montante será utilizado para quitar dívidas com instituições bancárias, proporcionando maior equilíbrio financeiro ao clube e permitindo que o São Paulo tenha maior estabilidade nos próximos anos.

No entanto, o projeto tem algumas limitações, especialmente em relação a certos gastos, como a contratação de novos jogadores. Isso significa que, embora o fundo ajude a aliviar a pressão financeira do clube, ele também estabelece restrições para as movimentações no mercado da bola, exigindo um planejamento mais cuidadoso e equilibrado nas futuras contratações.

A criação do FIDC representa uma medida importante para a sustentabilidade financeira do São Paulo, mas também exige cautela nas gestões de recursos e nas escolhas estratégicas para que o clube possa se fortalecer em todos os aspectos, sem comprometer sua saúde financeira a longo prazo.

“O plano de reestruturação financeira é um pilar de nossa gestão e foi abraçado por todos os setores do clube. Será um esforço coletivo que nos dará a oportunidade para reorganizar nosso fluxo e abrirá caminho para um futuro melhor no nosso Tricolor. Com a criação do Fidc em parceria com a Galápagos, o clube se comprometeu a cumprir os ‘covenants’ (acordos) estipulados. Esse é um compromisso do clube, que extrapola qualquer nome individual ou gestão, seja esta ou as próximas”.

Julio Casares abordou a possibilidade de adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) pelo clube. Casares reconheceu que a mudança merece uma análise cuidadosa, destacando que o São Paulo não será o “último” clube no Brasil a adotar esse modelo, que tem ganhado força no futebol nacional.

O mandatário do Tricolor ressaltou que, embora a SAF seja uma ideia ainda em avaliação, é uma alternativa que precisa ser considerada com muita atenção devido aos impactos que essa mudança pode ter na estrutura do clube. A adoção da SAF tem sido vista como uma forma de modernizar a gestão dos clubes e melhorar sua sustentabilidade financeira, o que é especialmente relevante no contexto de grandes dívidas e desafios administrativos que muitos times enfrentam.

“A mudança do modelo associativo para o modelo de SAF merece a atenção e o estudo minucioso do clube. Nenhum modelo de gestão é garantia de sucesso ou certeza de fracasso. Há exemplos de SAF’s bem sucedidas e de projetos que não deram certo. Do mesmo jeito acontece com os clubes de modelo associativo. Eu disse desde que assumi a presidência que o São Paulo iria olhar com atenção esse movimento e que não seria o primeiro a adotar o modelo, mas certamente também não seria o último”

Além de iniciativas como o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que visa aliviar dívidas e garantir maior estabilidade financeira, Casares também falou sobre a necessidade de revisar e otimizar gastos, equilibrando as finanças do clube sem comprometer a competitividade do time.

“Costumo dizer que a nossa gestão pode ser divida em duas partes, como num jogo de futebol. No primeiro triênio, o primeiro tempo do jogo, tínhamos como grande objetivo reconduzir o São Paulo de volta ao patamar de competitividade e resgatar a autoestima do torcedor. Tivemos êxito: entre 2021 e 2023 foram quatro finais e dois títulos. Vencemos inúmeros jogos importantes, e o torcedor passou a acreditar de novo e voltou com força ao estádio. Após a reeleição para um novo mandato, nossa prioridade no ‘segundo tempo’ da partida é reestruturar as finanças do clube e deixar um legado, um caminho melhor para ser trilhado pelos próximos anos. Tenho fé nisso, e mais que isso, temos trabalhado muito para que aconteça”


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