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Que as finanças do São Paulo estão com problemas, todos sabem. No último fim de semana, o Blog do São Paulo anunciou que a KPMG trabalhará em consultoria com o Tricolor como fez com o Corinthians na Reestruturação da Dívida e um dos artifícios é a FIDC que visa obter R$ 250 milhões e deixar de captar juros com instituições bancárias. Apesar de enfrentar inimigos que adoram participar de negociações bancárias dentro do clube, o processo seguirá por um motivo bem simples: Para ter o fundo, há uma série de regras que exigem topo de gastos e controle, algo que não vimos nunca no clube.
Essa obrigatoriedade de controle de gastos sem passar do estipulado é exigência para o fundo para não destruir o clube. Como o FIDC funciona? Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para antecipação de recebíveis de clubes. Com o objetivo de oferecer aos clubes a possibilidade de antecipar o total do valor à vista – ao invés de parcelar por vários anos, como acontece hoje – o FIDC representa uma nova opção para os times brasileiros destravarem recursos e melhorarem seu fluxo de caixa.
A opção do São Paulo é se livrar imediatamente dos juros bancários que consomem anualmente uma fatia gigantesca do faturamento do clube e começar a pagar juros muito menores e pagos de forma menos sanguinolenta como os bancos. Eliminando os pagamentos de curto prazo e esticando por mais 5 anos, o clube ganha fluxo, deixa de ficar pegando empréstimos e resolve o respiro imediato e começa a pagar mais suavemente o dia a dia. Por regra, o clube não pode ultrapassar os gastos e é sempre acompanhado pela instituição que fará o FIDC.
Em contato com Conselheiros, a proposta será aprovada no Conselho. A ideia da gestão é captar R$ 250 milhões agora, pagar em 5 anos e em 2029, antes do centenário, captar mais R$ 500 milhões e praticamente delimitar a dívida em algo que nunca mais incomode, o mesmo modelo do Flamengo que passou a ter não só respiro como um balão financeiro gigante que o permite gastar com volúpia.
Em meio à preocupação de todos com dívidas, esta é a solução para o curto, médio e longo prazo e o melhor, É OBRIGATÓRIO cumprir as regras de tetos de gastos. Com isso, ninguém, seja esta gestão ou outra, poderá aprontar com o caixa do clube. A tendência é que reduzam os problemas e a gente comece a ver luz no fim do túnel real, regido por regras e não por boa vontade.
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Zanca
Bom dia.
Uma sugestão , acho que deve ter ouvido falar do Cesar Grafietti.
Ele é totalmente especializado em finanças de clubes.
Poderia convidá-lo para uma live para explicar a situação financeira do São Paulo.
O quê acha ?
Sds
a entrevista dele no tricolacos foi excelente!
Não, porque ele é vinculado à oposição. Não aceito influencia politica oposicionista em análises do clube com tendências.
Ele é associado à oposição?
Como assim?
Eu sempre achei que o Casares também era do mesmo grupo politico, que alias o SPFC só tem um?
Vou esperar a opinião de quem entende mais dessas coisas, mas parece ser interessante
Desejo que de certo e que as finanças do SPFC sejam norteadas por responsabilidade e freios em contrato, dessa forma, nenhum maluco como o Leco irá destroçar novamente o caixa e a administração do Mais Querido!
Eu sei que é necessário e tals… mas me dá calafrios pensar em um “limite”… medo de empurrarem um time fraco, limitado e se formos depender de jogadores da atual base vamos ficar lá pra baixo.
Cuidado que não é só gastos excessivos que são prejudiciais ao desempenho. Flamengo é Palmeiras lutaram pra não cair enquanto colocavam suas finanças em dia. Flamengo se salvou por “sorte” … e o Palmeiras caiu.
Teto de gastos é necessário. E o SP não vai brigar para cair se os dirigentes fizerem o trabalho deles.
Amém que isso se concretize e SEMPRE se mantenha para não ficarmos reféns de boa vontade como vc bem disse e QUALQUER administração que assuma não destrua mais o clube ! Parabéns !!!
Pelo que eu entendi, isso dará mais fôlego pro São Paulo fazer contratações,pois o fato de gastar menos do que arrecada não quer dizer que não poderá gastar
Só assim para o clube parar de aumentar as despesas.
As coisas melhoram muito dentro de campo, mas fora, no controle da dívida, continua ruim. Não horrível como o leco, mas ruim.
A gente sabe que se o clube está realmente querendo aprovar isso ai é sinal de que as finanças estão muito ruins. As vezes os políticos precisam que a merda bata na bunda para fazer algo.
parece bacana mesmo, bola dentro dessa diretoria, parabens
Que vão cobrar de quem lesou os cofres do SPFC: JJ, Aidar e Leco, bloqueia todos os bens.
Acho uma ideia interessante. Teto de gastos pode ajudar contra a gastança, até no caso de gestões futuras. O problema é se conseguirem dar um jeitinho para burlar o teto, que nem o governo do Brasil faz sempre que surge a necessidade de gastar mais.
Zanca, primeiramente eu acho que a implantação no FIDC é uma ótima alternativa para melhorar o gerenciamento do fluxo de caixa e parabenizo a direção por estar buscando alternativas. No entanto, é importante esclarecer que o FIDIC não vai, por si só pagar parte da dívida ou mesmo ter grandes efeitos milagrosos. O que ele pode fazer é diminuir a pressão de caixa no curto prazo e talvez melhorar um pouco a taxa de juros da operação. A melhoria da taxa pode ser alcançada se os recebíveis que serão cedidos ao fundo forem de boa qualidade (ex: contrato com a globo) mas nada que seja relevante a ponto de conseguir amortizar o valor total do fundo em 5 anos.
De qualquer forma, será muito útil na gestão do dia a dia do fluxo de caixa evitando que bancos “raspem” a conta do São Paulo antes de datas importantes como dia de pagamento de salários, etc.
O FIDC é um fundo de investimentos em Direitos Creditórios, ou seja, um grupo de investidores (pessoas físicas, fundos de pensão, outros fundos dos próprios bancos, etc) investem em cotas do fundo e esperam uma remuneração em troca daquilo que investiram, garantidos pelos recebíveis (normalmente receitas futuras já contratadas) que são cedidos ao Fundo e, grosso modo, passam a não fazer mais parte do ativo do cedente, no caso, o São Paulo.
Normalmente eles tem prazo maior, por exemplo, 5 anos e não é preciso amortizar o principal, ou seja, pagam-se apenas os juros durante o período e no final é necessário pagar tudo ou prorrogar a depender da vontade dos cotistas. Lembrando que em geral é necessário ter recebíveis suficientes para garantir toda a operação, então, la no final do período, se os cotistas não forem renovar a operação, o que entrar das vendas cedidas a eles no fundo, será utilizado para amortização da operação.
Vou fazer uma conta de padeiro aqui pra explicar melhor:
Imagine que o São Paulo hoje pegue um empréstimo no banco de 100 milhões a juros de 1.5% ao mês para pagar em 24 parcelas mensais. Daria uma prestação mensal de 4.992.410 e, ao final do período o São Paulo teria quitado tudo e como 24 x 4992410 dá 119817844,7, terá pago quase 20 milhões de juros.
Ja no FIDC, digamos que ele consiga 1% de juros (um terço a menos que o juros de banco). A pressão mês a mês é menor, visto que não terá que pagar nenhum tipo de parcela, apenas o 1% (um milhão) de juros. Ao final do FIDC ainda estará devendo os 100 milhões (na verdade terá cedido 100 milhões do que tem a receber para o fundo) e terá pago 24 milhões de juros.
Como o São Paulo não tem gerado caixa para pagar dívidas de forma regular, o que acaba acontecendo, é que no cenário 1 com os bancos ele paga 3,4,6 parcelas e precisa pegar novamente o valor amortizado emprestado novamente e isso, além de arriscado (os bancos podem nao oferecer mais crédito) é desgastante, então, a troca de modalidade por si só é uma boa. Mas não vai pagar nenhuma dívida de forma milagrosa. Isso, apenas o lucro “receitas > despesas” é capaz de fazer. De qualquer forma, é uma boa iniciativa.
Pergunta de leigo:
No seu exemplo (100mi em 24x), pelo banco se pagaria menos juros (20mi x 24mi), mas com parcelas mais altas (aprox 5mi x 1mi) e no final quitaria tudo (120mi x 24mi +100mi dos recebíveis).
Minha dúvida é a seguinte: Existe algum tipo de “amortização” em relação aos 100mi do FIDC?
Tipo:
Exemplo 1 – Amortizar quando entrar algum valor de parte de premiação/bilheteria/venda.
Exemplo 2 – Amortizar, mensalmente, como a “dívida mensal” seria menor (5mi x 1mi), poderia pagar mais 1,5 mi (totalizando 2,5mi/mês – 1mi de juros + 1,5mi de amortização).
Se for possível essa “amortização”, isso não reflete em valores mensais de juros menor? (Pois vc estaria diminuindo o valor total dos 100mi emprestados?)
Seguindo essa linha de raciocínio da “amortização” (Caso não seja possível amortizar): Algum excedente de caixa mensal e/ou alguma parte premiação/venda, não poderiam ser investidos como se fosse um “fundo para pagar o FIDC”?
Ou vc acha que é mais “fácil”, considerar que esses 100mi já estariam “comprometidos” e, como vc disse, não entrariam nem como divida e nem como recebíveis?
O FIDC é um contrato, em tese, tudo é possível. Eu estava vendo a Live e tentando encaixar o que o Zanquetta dizia na estrutura. Aparentemente, pelo que ele disse, haveria um compromisso de 50 milhões por ano de amortizaçao. Vamos refazer a conta então com 250 milhões pagando 50 milhões por ano via FIDC com juros de 1% a.m. contra pagar 250 milhões em 5 anos com juros de banco (esse cenário não é muito factível na vida real pois os bancos não gostam de emprestar com prazo tão longo – seria mais provável que você tivesse que refazer empréstimos a cada 6 ou 12 meses o que faz sempre ter um valor de prestação maior do que no exemplo que vou dar agora e um ritmo de amortização também seria diferente do que vou comparar), mas, para exemplificar é bom:
250 milhões em 60 meses a 1.5% ao mês dá uma prestação de R$ 6.348.356,86 ( R$ 130.901.411,41 de juros pagos ao fina) – Valor total pago ao fina: R$ 380.901.411,41.
Valor pago por ano: R$ 76.180.282,28
250 milhões amortizados 50 ano a ano
Ano 1
Juros 30 mi
Amortização paga ao final do ano 50 mi
Total 80 mi
Saldo devedor 200 mi
Ano 2
Juros 24 mi
Amortização paga ao final do ano 50 mi
Total 74 mi
Saldo devedor 150 mi
Ano 3
Juros 18 mi
Amortização paga ao final do ano 50 mi
Total 68 mi
Saldo devedor 100 mi
Ano 4
Juros 12 mi
Amortização paga ao final do ano 50 mi
Total 62 mi
Saldo devedor 50 mi
Ano 5
Juros 6 mi
Amortização paga ao final do ano 50 mi
Total 56 mi
Saldo devedor Zero
TOTAL PAGO DE JUROS 90 mi
TOTAL PAGO 340 mi
Ou seja, ao baixarmos 1/3 da taxa de juros e tirando o efeito do juros composto (pagando os juros mensalmente), a economia seria de 40 milhões, o que não é nada mal, mas não vai salvar a pátria.
Eu não sou contador, mas, dependendo do tipo de FIDC, uma coisa “mágica” que pode acontecer é um efeito contábil que tira o valor cedido do passivo (das dívidas) e, logicamente, tira também o respectivo valor dos direitos cedidos (“contas a receber”) do ativo.
Pelo que me lembro, o tratamento contábil dos recebíveis cedidos a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) depende de alguns fatores, principalmente relacionados à natureza da cessão e às condições do contrato. Em geral, existem duas abordagens principais:
Cessão com Coobrigação
Se a cessão dos recebíveis ao FIDC for feita com coobrigação (ou seja, se a empresa ainda tiver alguma responsabilidade em caso de inadimplência), os recebíveis não são considerados como efetivamente transferidos. Nesse caso, a operação é contabilizada como um financiamento, e os valores recebidos são registrados como um passivo (dívida) no balanço patrimonial da empresa.
Cessão Sem Coobrigação
Se a cessão for feita sem coobrigação (ou seja, a empresa não tem mais nenhuma responsabilidade após a cessão), os recebíveis são considerados efetivamente transferidos para o FIDC. Nessa situação, os recebíveis são baixados do ativo da empresa, e não há necessidade de registrar uma dívida no passivo. A receita obtida com a cessão dos recebíveis é reconhecida no resultado.
Exemplificação Contábil
Cessão com Coobrigação:
Registro do valor recebido como passivo (dívida)
Manutenção dos recebíveis no ativo, com a correspondente provisão para – devedores duvidosos, se aplicável
Cessão Sem Coobrigação:
Baixa dos recebíveis do ativo
Registro do valor recebido como receita ou outro item conforme a natureza da operação
Enfim…. tem muitos detalhes e não saberemos e nem precisamos saber de todos eles, mas eu compartilho aqui para que os amigos que tenham interesse possam ter uma informação mais detalhada para que tenhamos expectativas realistas sobre o que está sendo feito.
Outra coisa importante de saber é que os valores cedidos ao Fundo não podem ser mais usados, ou seja, se forem recebíveis da Globo, por exemplo, não poderão mais ser adiantados como os times costumeiramente fazem, uma vez que não serão mais valores pertencentes ao São Paulo, mas sim ao FIDC.