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Nos últimos anos os clubes brasileiros estão percebendo a importância das receitas no matchday, que nada mais é valor arrecadado em dias de jogos, que envolve não só venda de ingressos, como o comércio de alimentos, bebidas, camisas, lembranças, entre outros. O São Paulo é um dos que vem trabalhando forte nesse sentido. Conforme estudo da Sports Value, o Tricolor teve um crescimento de 63% do seu faturamento nas partidas realizadas no agora Morumbis.

Aumento do faturamento do SPFC em 2023 mas aumento de gastos
O São Paulo teve a quarta maior receita total do futebol brasileiro em 2022, chegando a um total de R$ 681 milhões. Porém a equipe teve um aumento de 14% nos custos com seu departamento de futebol, com valor de R$ 520 milhões. Além disso, o Tricolor paulista registrou um déficit total de R$ 62 milhões e um aumento de 14% da sua dívida, que hoje se encontra em R$ 667 milhões.

A folha anual do SPFC em 2023 passou dos R$ 319 milhões, com custos administrativos e do clube social em R$ 110 milhões. Essas cifras impactam diretamente nos valores recebidos pelo clube. Um ponto interessante no estudo acima é ver que em 2023 o São Paulo teve uma queda no faturamento recebido com vendas de jogadores e com marketing. Por outro lado, os valores com bilheteria e com estádio tiveram um aumento considerável e a aposta tricolor para este ano é que isso se mantenha, principalmente por conta da exploração de sua arena após a venda do naming rights e o desempenho nas competições, onde o clube segue vivo na luta por vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores da América.
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Direção tá sendo arrojada e faz muito bem. Um clube como o SPFC não tem como se recuperar indo pra baixo. Monte times muito ruins e perde muita arrecadação de bilheteria, TV, ´patrocinador, etc. Ai no ano seguinte monta um ainda pior pois está com menos dinheiro, e assim vai indo num ciclo dos infernos.
Tem que apostar em estar sempre próximo ao top, mordendo grandes fatias das premiações, bilheteria cada dia maior e visibilidade que garanta nosso lugar ao sol no mercado de marketing.
Contudo, não pode pegar um investimento de mais de meio bilhão por ano e por na mão do Carpini, aí já é burrice demais. Outra coisa é a preparação física péssima e prevenção de lesões inexistente. É muita grana investida pra ter uma preparação amadora e viver com atletas lesionados. Tem que melhorar isso daí.
Concordo, porém discordo hehe.
Vou explicar.
Estou totalmente alinhado com o fato de que montar times mais competitivos vai ajudar a arrecadar mais e assim sair do buraco. O “x” da questão está exatamente no como você faz isso e o tamanho do risco que compra.
Se temos um buraco a ser coberto, quando entramos no “risco” da vitória gastando muito, ou a gente diminui a dívida (sucesso) ou piora a situação (insucesso), não tem meio termo.
Quando você gasta pouco, seus cenários variam entre diminuir a dívida (sucesso) ou manter igual (insucesso).
A diferença dos dois cenários está exatamente no risco.
Gastando mais seu potencial de sucesso é maior, mas risco de piora também.
Gastando menos seu potencial de sucesso é menor, mas risco de pior também é menor.
Não é muito diferente de um investidor de mercado que compõe uma carteira com ações de diferentes perfis de risco. É óbvio que ele sabe que algumas delas poderiam dar maior retorno se ele focasse apenas nelas. O ponto é que ele faz um hedge de risco (mitigar risco), de forma a garantir uma estabilidade no retorno dele.
No fim das contas, nenhum dirigente acorda no dia 1/janeiro falando “ahh esse ano quero gastar horrores”. Todo mundo quer ganhar. O ponto é o quanto você coloca na reta para ganhar e o quanto isso impacta suas finanças no longo prazo.
Ano retrasado não ganhamos, mas tivemos lucro de 30M.
Ano passado ganhamos, mas tivemos prejuízo de 60M.
Esse ano é esperado um lucro, exatamente pelos títulos. Mas concorda que se isso não ultrapassar 30M (déficit do biênio), não ajudou muito nas finanças?
Qual é o meio termo entre gastar para disputar títulos sem comprometer o clube? Essa é a dificuldade.
Carlos, mas a questão é em que momento vale o risco. Clube de futebol opera em risco, ok. Agora, operar em risco sendo uma dívida de 700mi? Eu não acho uma dívida assustadora, estamos falando de uns 150mi bidens. Porém, tem de se analisar o momento de correr esse risco e eu acho que dá para tirar o pé e recuar um pouco por um período. Mas no fim não é receita de bolo e tem um modo correto de se fazer.
700mi é bem assustadora sim.
O próprio Grafietti na live ontem falou, fosse uma empresa “normal” seria praticamente terminal.
Sendo clube de futebol ele colocou como muito delicado.
Porque o valor absoluto pouco importa, mas sim a relação receita/dívida. Porque indica o tamanho do esforço que você precisa fazer para pagar sua dívida.
É dito pelo próprio Julio Casares que essa situação torna a gestão do dia a dia do clube mais complicada.
Se queremos disputar título de verdade com mais constância, isso passa invariavelmente por diminuir com consistência a dívida.
Não é todo ano que vai sair da base um Pablo Maia e Beraldo, com volta de Lucas da Europa, etc.
Sobre o momento certo para tomar risco: no fim das contas é algo um pouco abstrato (porque depende não só dos fatores numéricos mas também da apetite ao risco, confiança).
Mas que esse dinheiro para pagar dívida precisa sair de algum lugar, precisa…
Bom, eu não vejo um valor assustador dentro de um cenário onde se trabalhe efetivamente para sua diminuição. Como você diz sobre “não é sempre que teremos um Maia”, eu já acho que sim, sempre teremos “Maias”, a questão é dar mais oportunidades aos jovens. Obviamente, passa por um projeto e modelo, o qual não existe agora.
Não acho abstrato. Você correr risco com uma dívida de 100 mil é diferente de correr com 700mil. Para mim essa é a questão. Se quiser correr risco com 700 e dar errado a bola de neve vai aumentar muito e aí o caminho será muito mais difícil.
Hoje, estamos no bico do corvo para tomar uma ação mais coesa, ao meu ver.
Eu concordo, 700 mi não é tão alto assim pra um clube como o SPFC, o problema é o perfil da dívida que parece estar melhorando.
Estamos comparando divida com arrecadação, se for comparar com valor de mercado do clube é bem baixo, tá cheio de empresas com passivos várias vezes maior que lucratividade anual, e ainda assim operam e conseguem novos empréstimos. O crédito em si é a própria alma do capitalismo e do empreendedorismo, o que o clube deve fazer é acertar mais nos investimentos (contratações). O Flamengo do Jesus é um exemplo, contraram 11 jogadores e 10 vingaram, um aproveitamento nunca visto, a partir daí é colher os frutos e não jogar fora o que conquistou.
Vejo por aí, Thiago.
É, para mim a melhor hipótese é montar um projeto com um uso muito alto da base e perfil de contratação de jovens potenciais como o Galoppo e Bobadilla.
O perfil está piorando.
Perfeito, esse ano a dívida de curto prazo aumentou.
Alias, com 600mi, no primeiro ano Casares ele alardeou bastante o sinal vermelho, agora piorou kkkk.
500 era pouco, se trabalhado bem, 600 era pouco, se trabalhado bem, agora 700 é pouco, se trabalhado bem…
Só falta trabalhar bem.
Em tempo, dívida desse tamanho só Corinthians tem.
É pouco mais que o dobro da nossa, mas também faturando o dobro.
Essa queda de 7% (5M) no marketing é algo que eu realmente queria entender melhor. Principalmente por se tratar de uma diminuição em arrecadação no ano em que batemos recorde de publico e erguemos uma CdB. São tantos caminhos pra se explorar que é difícil acreditar que não mantivemos o crescimento.
E a super potência Vasco da Gama com patrocínio maior que o tricolor?! Está certo produção?! Lamentável!
Pera, saiu no globo.com, o Nicola dos jornais. Vamos ver quando for publicado. O do Flu também era maior e depois vimos que não. O do Corinthians também era maior e depois vimos que não. Vamos ver aonde chega isso, se alguém vai pagar tudo isso para aparecer numa camisa que vai cair pra série b. Normalmente, quem ganha dinheiro não é burro, sabe avaliar o real valor das coisas. Como a superbet fez com o SPFC. Avaliou a divulgação, avaliou a multa e achou que valia pagar pra assumir o patrocínio. O valor total da camisa do Vasco subiu muito esse ano pela permanência na primeira divisão, mas quem garante ao patrocinador a permanência para os próximos anos, principalmente com os históricos recentes???
Flu, Vasco e Corinthians têm Master maior.
Condicionados a empresa conseguir pagar. Assisti fez isso também, lembra?
Essa história é wishful thinking dos rivais.
Aidar fez
Acho que tem a visão do que vai acontecer no curto prazo. Por exemplo, nessa última janela, em janeiro, os bagres estavam muito caros porque teve o adiantamento de cotas dos times da liga forte e o adiantamento de luvas da globo para libra. Ano que vem, teremos os novos contratos de televisão que entrarão no faturamento, então é razoável pensar em contratações menos inflacionadas nessa janela do meio do ano de 24 e na de janeiro de 25. Mas este investimento em um período de baixa do mercado só seria viável se a previsão de aumento de receita já estiver assinada, sendo contrato certo. Isso significa que o empréstimo ou endividamento feito agora será pago com faturamento futuro certo. Porque não compra no futuro então? Porque todos terão mais dinheiro, então o preço do bagres médio também vai subir no futuro.