O presidente do São Paulo, Julio Casares, reagiu às previsões pessimistas sobre a próxima temporada do clube, especialmente em relação ao risco de rebaixamento, que foi mencionado por parte da imprensa. Ele enfatizou que o time teve uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, terminando em sexto lugar, e destacou que o elenco, embora passe por mudanças, não corre risco de rebaixamento. Casares também criticou análises que geram um clima de instabilidade no clube e afirmou que tais previsões são precipitadas e alarmistas.

“Eu outro dia olhei e vi demasiadamente comunicadores dizerem que há risco de rebaixamento. Vamos analisar. O São Paulo foi sexto colocado no Brasileirão, há muito tempo não se classificava direto para a fase de grupos da Libertadores. Como é que esse elenco, que não vai ser o mesmo, vamos fazer algumas mudanças, mas como esse mesmo elenco agora pode ter risco de rebaixamento? Não sei se é uma análise de terror, uma análise precipitada, de colocar, de povoar a instabilidade, mas quando leio isso penso que não é possível”

Embora o São Paulo enfrente limitações financeiras, devido ao teto orçamentário imposto pela Galápagos Capital, gestora do fundo de investimento, o presidente garantiu que o clube continuará competitivo. Ele mencionou que a estratégia será manter a criatividade nas contratações, sem ultrapassar o teto de gastos. Para isso, o clube também precisará se desfazer de alguns jogadores, a fim de abrir espaço na folha salarial.

Casares explicou que o aumento da dívida do clube foi uma consequência de manter jogadores, mas reafirmou que o São Paulo tem adotado uma abordagem estratégica para equilibrar suas finanças. Além disso, o clube aposta na valorização de sua base, com a presença de jovens de Cotia, que ajudarão a reduzir custos e poderão gerar receita com futuras vendas.

“Não é que o fundo é rígido, existe um teto. Muita gente pergunta ‘e a dívida que aumentou?’. É claro que aumentou, porque nós estávamos mantendo esses jogadores. O São Paulo foi o clube que menos vendeu atletas. Quando tinha uma possibilidade, o Pablo [Maia] se machucou. Muita gente não sabe da venda do Beraldo. Ficamos apenas com 60%, porque já tinham outros percentuais com empresários. Às vezes a receita que é anunciada não tem o valor líquido, ninguém sabe, só quem está no caixa, gerindo o caixa, que sabe. Esse é um processo, por isso que estamos pensando de forma estratégica. Mas, vai dar para fazer um time competitivo”

O presidente também falou sobre a importância de integrar jogadores da base ao time principal, mas com cautela. Ele citou a chegada de reforços para a próxima temporada, como Bobadilla e Erick, e acredita que, com ajustes pontuais e o aproveitamento da base, o São Paulo poderá montar um time competitivo para 2025.

“Fizemos uma janela que vieram dez jogadores, Bobadilla, grande jogador, de nível internacional, Erick, André Silva… acredito que esses jogadores, o Ferreira também, todos que vieram, poderão, junto com alguns ajustes pontuais, fazer um São Paulo competitivo, sem esquecer também da base. Claro que não vamos ficar lançando jogadores, a comissão técnica que tem que saber o momento certo para o atleta aparecer, mas vai ter que aparecer. No nosso plantel 40% dos atletas vieram daqui de Cotia, e precisamos voltar às nossas origens. O São Paulo chegou em finais em todas as categorias de base. Isso é importante”


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