Sob fortes críticas de torcedores, o plano de Sócio Torcedor do SPFC foi alvo de perguntas na ESPN ao Diretor de Marketing, Eduardo Toni. O comentário de Toni sobre o programa de sócio-torcedor do São Paulo levanta um ponto interessante sobre a estratégia do clube em relação à adesão de membros. Embora o número de 50 mil sócios para 2024 esteja abaixo do que alguns rivais têm, o diretor deixa claro que essa diferença é resultado do critério adotado pelo clube.

“O São Paulo considera sócio-torcedor o torcedor que está adimplente no mês. Se passou o mês e não está adimplente, ele sai da nossa base. Tem clubes, e não é uma crítica, é uma constatação, que consideram 12 meses [sem pagar a mensalidade para colocar um membro do programa como inadimplente].

Tem uma base muito grande, mas [de sócios] ativos, muito menor. O nosso número é transparente, o nosso site tem o contador, está flutuando na faixa dos 50 mil, mas o mais importante não é o número, e sim a receita que ele traz. Esse ano que se encerrou [2024], o São Paulo apresentou um faturamento de cerca de R$ 55 milhões com o sócio-torcedor.

O São Paulo tem um aspecto de ter um estádio para quase 70 mil torcedores. Outros cabem 40 [mil], que você oferta 30 [mil]. Se você não é sócio, você não consegue assistir ao jogo de seu clube. Isso não acontece com o São Paulo. Temos um estádio muito grande, a necessidade de ser sócio-torcedor para quando tiver um jogo grande eu conseguir comprar, no Morumbis, quase não acontece.

Claro que o programa sempre pode aperfeiçoar, fizemos mudanças nos últimos meses, melhoramos os critérios, não é só valor da mensalidade que conta para conseguir prioridade na compra, tem uma série de fatores, que hoje beneficia quem vai mais. Sempre pode melhorar e aumentar o faturamento, mas há uma estratégia, nosso objetivo é chegar em torno de 60 ou 70 mil sócios-torcedores adimplentes.

Segundo ele, o clube atualmente se esforça para agradar principalmente os sócios que estão fora de São Paulo e não têm tanta disponibilidade e comparecer nos jogos.

“Segundo o Ibope/Repucom, temos 25% da nossa torcida no Nordeste. São 5 milhões de torcedores que moram no Nordeste. É um consumidor muito importante para nós. Foi um dos motivos para a gente mudar o fornecedor de material esportivo, para que o torcedor tivesse possibilidade de comprar os produtos em outras cidades.

O nosso e-commerce era muito focado nos uniformes, hoje, qualquer produto licenciado do São Paulo tem no e-commerce, e você alcança o Brasil inteiro com isso, e até o mundo. Temos as embaixadas por todo o Brasil, o programa de sócio-torcedor voltado para quem não está em São Paulo, para ajudar, contribuir.

Quando o São Paulo vai jogar na Bahia, os sócios da Bahia vão para o hotel, se encontram com jogadores, comissão técnica. É sempre uma ação importante. A gente sempre tenta atender a maioria dos nossos torcedores. Claro que é em São Paulo que está a maioria dos torcedores, mas a gente tenta ampliar para todo o Brasil.”


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