Wesley, ex-volante do São Paulo FC, fala pela primeira vez sobre a invasão ao CT da Barra Funda em 2016. Jogador relembra momentos de tensão, agressões e a reviravolta do time. Confira o relato completo.

Wesley revela impacto da invasão da torcida ao CT do São Paulo

O ex-volante Wesley, que defendeu o São Paulo Futebol Clube entre 2015 e 2017, abriu o jogo sobre um dos episódios mais polêmicos da história recente do clube: a invasão da torcida organizada ao CT da Barra Funda em 2016. Em entrevista ao programa Zona Mista, do jornalista Hernan, o ex-jogador falou sobre a pressão nos bastidores e as consequências da ação dos torcedores.

“Foi errado, claro. Mas, querendo ou não, deu um resultado imediato. A gente venceu o Cruzeiro logo depois, e fui eu quem marcou o gol”, comentou.


Pressão da torcida e agressões: “O clima era de guerra”

Wesley contou que a invasão aconteceu em meio a uma campanha preocupante no Brasileirão. Com foco na Libertadores e desempenho abaixo do esperado, o Tricolor via a zona de rebaixamento se aproximar. A torcida, impaciente, decidiu agir por conta própria — e o elenco sentiu o impacto.

“Alguns jogadores foram xingados, outros empurrados. Eu mesmo fui agredido”, revelou.

Apesar do trauma, Wesley afirma que o episódio serviu como “choque de realidade” para o grupo.


Vitória contra o Cruzeiro e gol decisivo

No dia seguinte à invasão, o São Paulo enfrentou o Cruzeiro em um duelo direto na parte inferior da tabela. O Tricolor venceu por 1 a 0 — e o gol da vitória veio justamente dos pés de Wesley.

“Foi uma partida complicadíssima. Eles estavam acima da gente na tabela, mas conseguimos os três pontos. E acabei fazendo o gol. A narrativa virou: ‘teve que invadir pra jogar bola’. Mas não é por aí”, criticou.


Crise interna: Wesley aponta falhas da diretoria do São Paulo

Além da pressão da torcida, Wesley destaca que problemas de gestão contribuíram para o desempenho ruim da equipe. Segundo ele, o clube vivia um momento instável, com promessas não cumpridas e saídas importantes no elenco.

“Quando cheguei, prometeram uma coisa, mas na prática era outra. Jogadores fundamentais estavam saindo e ninguém à altura era contratado. Isso abala qualquer elenco”, afirmou.


Sem títulos e com cobrança alta: clima de tensão constante

Wesley lembra que o Tricolor não conquistava títulos desde 2012, o que aumentava a insatisfação da torcida. Jogadores como Michel Bastos, Carlinhos e outros também estavam no elenco, mas não conseguiram reverter o cenário.

“A torcida queria resultado, e com razão. Eu cheguei com expectativa, mas encontrei um ambiente difícil, de promessas quebradas e cobranças intensas”, explicou.


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