A verdade sobre as falências dos clubes paulistas: São Paulo salvou seus rivais

Falar sempre do São Paulo para esconder a própria vergonha é fácil. Rivais querem “falir” o São Paulo a todo custo com estórias, desde 1935. Citam constantemente que evitaram a nossa falência. Nas décadas de 30 e 40, era tradição grandes times realizarem festivais e torneios. A leitura é extensa, mas reveladora e com fatos curiosos não divulgados.

Em maio de 1938 o Clube Atlético Estudante Paulista, fundado por dissidentes do São Paulo, fez uma excursão ao Chile e Peru para faturar com amistosos. Entretanto, o empresário fugiu com todo o dinheiro arrecadado, deixando o clube quebrado. Os jogadores não receberam os salários e fizeram greve. O São Paulo, ao saber da situação, propôs agregar o Estudante que possuía bons jogadores e o estádio Antônio Alonso. O São Paulo possuía torcida e estrutura modesta, sem dúvida.

Faltavam os recursos financeiros para selar o negócio. A incorporação somente poderia ser finalizada após a quitação das dívidas do Estudante Paulista. A solução criativa do São Paulo foi promover uma competição amistosa com autorização da L.F.E.S.P. e convocar o publico através dos jornais. Em 3 de julho de 1938 foi promovido o “Festival do São Paulo FC” que oferecia a Taça Henrique Mündel ao vencedor. Por direito, toda a renda foi destinada ao São Paulo, criador e organizador da competição. A decisão de pagar ou não pelo ingresso era voluntária ao público, conforme anunciavam os jornais da época.

O motivo não foi para evitar falência como os rivais funcionalmente analfabetos propagam em mais de 70 anos. O São Paulo usou de meios legais, honestos e, sem falcatruas, saldou a dívida do Estudante Paulista com a renda do torneio. Em 25 de agosto de 1938 o Corinthians foi goleado por 3×0 pelo Tricolor que já contava com metade do time do Estudante. Quando os rivais descobriram que o São Paulo, embaixo de suas barbas, formara uma equipe mais forte e com melhor estrutura, começaram a inventar factoides invejosos.

Afinal, de que forma uma instituição falida conseguiria “comprar” outro time, mantendo o nome de origem, a camisa, os dirigentes e as regalias? O São Paulo Futebol Clube continuou a ser São Paulo Futebol Clube.

São Paulo salvou seus rivais

Esta é a diferença entre pegar trechos de jornal para contar inverdades forçosas ao invés de analisar todo o contexto, antes e depois. Quando se olha a história anterior e posterior ao torneio festivo da Taça Henrique Mundel, através das edições digitalizadas da Folha e Estadão, nota-se o verdadeiro motivo: anexar o Clube Atlético Estudantes Paulista.

Se eles falam tanto de nós com inverdades, podemos revelar fatos verídicos dos adversários. Vejam quantas vezes faliram ou foram socorridos em processos falimentares.

O São Paulo ajudou os rivais por centenas de vezes. Por exemplo, quando o nosso estádio foi utilizado em tantas oportunidades, gratuitamente, por Palmeiras e Corinthians para levantarem rendas milionárias com públicos acima dos cem mil torcedores. Ou, por diversas vezes, o Morumbi foi emprestado a custos que não pagavam a manutenção, mesmo sendo quebrado ou destruído por vândalos adversários inúmeras vezes.

Palmeiras

O Palmeiras (Palestra Itália) foi fundado em 1914. Com o surgimento da Primeira Guerra Mundial, a colônia deixou de enviar recursos para a agremiação. Após alguns meses encerrou as atividades, faliu e fechou. Reabriram em 1915. Palmeirenses que conhecem profundamente a história do seu clube jamais contestariam. Em toda a sua história, pagariam um alto preço por terem sido fundados por corintianos.

Corinthians

Curiosamente, o Corinthians também faliu em 1915 após perder quase metade do seu pessoal na fundação do arquirrival e quando decidiu sair do campeonato que disputavam para entrar em outro. Sem pagar os salários, se livrou dos jogadores. Observem que, para fugir dos cobradores de penhor, mudaram de endereço, alteraram o escudo do clube, se esconderam e deram calote. Sites corintianos admitem.

Ajuda de político corintiano em 1916. SCCP Já nasceu falido e ajudado pelo governo.

SCCP estava falido em 1972, 1973, 1974, … Não pagavam a prestação do ônibus.

1976. Não existe humilhação maior do que ter sido ajudado pelo FluminenC para não quebrar e falir. O São Paulo emprestou o Morumbi para a ação caridosa de salvação do rival.

Ajuda federal e do presidente do Brasil em 1979 para o SCCP se salvar de mais uma falência. Até o ministro do Trabalho teve que interferir para o pagamento dos salários atrasados. No passado, João Figueiredo da ditadura socorreu. No presente, Lula do mensalão ajudou.

Nos anos 2000, novamente estavam falidos. Fizeram três parcerias salvadoras. Depois, deram calote no Excel, Hicks Muse e MSI.

Assim como o rival, o Palmeiras viveu pendurado e mantido com recursos duvidosos:

O Palmeiras estava falido na década de 90. A parceria “mafiosa” com a Parmalat salvou:

Falido, teve que fechar o time de futsal, o Palmeiras B e quase fecharam o time de basquete:

Como um clube falido reforma o seu estádio? Eles hipotecaram a casa por trinta anos.

 

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