O sistema tático de 4-2-3-1 com Oscar e Lucas, como Zubeldia montará o SPFC ideal

Sem Calleri, o SPFC passou a ter outra dinâmica no ataque com André Silva. Ferreirinha, voando na ponta esquerda. Matheus Alves, passou a ser um meia armador e volta como 3o homem de meio campo, dando apoio a Alisson e Marcos Antonio, ambos segundos volantes que precisam de apoio. O time passou a ter estabilidade.

O principal ponto é a mudança de André que se movimenta mais, sai mais da área e tira o senso de marcação do time rival, abrindo e ampliando linhas o que é bom para eles na pressão mas quebra em transições fortes como a de ontem e contra o Santos. Ele sai rápido e aparece.

André, sem perder características de manual de um centroavante, como faro de gol e o posicionamento sempre na cola dos zagueiros, fazendo o que os treinadores chamam de “dar profundidade”: ficar na frente e brigar para abrir espaços, abrindo o jogo para quem vem de trás. Famoso facão pisando na área.

Por que está dando certo? Por buscar a bola no espaço e não apenas no pé, André se encaixa melhor com meias de passe vertical, como Marcos Antônio e Matheus Alves, dois destaques recentes nos bons jogos contra Botafogo e Santos. E ontem, nem se fala.

O técnico Zubeldía acredita que, com a volta de Oscar, o entrosamento pode melhorar ainda mais. No tradicional 4-2-3-1 do São Paulo, Oscar, como meia central, sentia falta de alguém que oferecesse mais opções de passe em profundidade, algo que André tem entregado. Lucas, terá de fazer o flanco direito.

Quem sai perdendo nesse novo desenho é Luciano. Ele atua mais como segundo atacante do que como meia, se encaixando melhor com Calleri, pois gosta de prender a bola e tabelar curto. Quando Luciano e Calleri jogavam juntos, o São Paulo ganhava força, especialmente com a chegada de Lucas pela direita.

A boa estatura e o porte físico faz André poder jogar de forma mais brigadora, como Calleri fazia, especialmente nos jogos fora de casa nesta Libertadores. Marca desde os tempos de Portugal e que vem conquistando a torcida do São Paulo. [Texto inspirado em Leonardo Miranda, repórter absurdo de tática]


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