Risco de doping faz despedida se tornar certa no São Paulo no fim de 2026
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Meia não conseguirá cumprir cláusula que obrigaria o Tricolor a comprar parte de seus direitos econômicos; falta de espaço e afastamento preventivo por medicamento com substância proibida complicam o cenário para o fim de 2026.
O futuro de Cauly no São Paulo está cada vez mais incerto. Emprestado pelo Bahia até dezembro de 2026, o meio-campista não conseguirá atingir a meta de participação em partidas que obrigaria o Tricolor paulista a comprar 50% de seus direitos econômicos. Com pouco espaço no elenco na reta final da temporada, o jogador de 31 anos poderá retornar ao clube baiano em 2027, caso não surja uma proposta de compra ou outra solução para seu futuro.
A situação reúne dois problemas para o São Paulo: a cláusula contratual que deixou de ser alcançável e a utilização cada vez menor do atleta. Além disso, Cauly está afastado das partidas após tratar uma gripe com um medicamento que contém substância proibida no esporte, conforme informou o ge Bahia. O caso exige cautela: a restrição relacionada ao medicamento não significa, por si só, que o jogador tenha sido flagrado em um exame antidoping.
São Paulo não conseguirá cumprir a meta prevista no contrato de Cauly
O acordo firmado em fevereiro estabeleceu uma condição específica para a compra de Cauly. O São Paulo teria de adquirir 50% dos direitos econômicos do meia por dois milhões de euros, aproximadamente R$ 12 milhões, caso o jogador disputasse mais de 45 minutos em pelo menos 25 partidas pelo clube.
O problema é que os números já tornam impossível alcançar essa marca dentro do calendário restante.
Cauly soma 24 jogos com a camisa tricolor, mas participou por mais de 45 minutos em apenas 15 deles. Como restam somente sete partidas até o encerramento da temporada, mesmo que atuasse por mais de 45 minutos em todos os compromissos restantes, o meio-campista chegaria a, no máximo, 22 jogos dentro do critério contratual.
Portanto, a obrigação de compra vinculada a essa meta não poderá ser acionada.
O contrato também previa pagamentos relacionados a conquistas individuais e coletivas, condições que, segundo a reportagem de origem, igualmente não foram alcançadas. A negociação poderia render ao Bahia até R$ 22,6 milhões, enquanto o valor já recebido pelo empréstimo foi de R$ 3 milhões.
Pouco espaço no elenco aumenta a possibilidade de saída
A queda de participação de Cauly ajuda a explicar por que o cenário contratual se tornou tão desfavorável ao São Paulo.
O meia teve espaço na rotação do elenco durante o primeiro semestre, mas sua presença diminuiu consideravelmente depois da Copa do Mundo. De acordo com os números divulgados pelo ge Bahia, ele entrou em campo apenas quatro vezes nesse período.
No total, são 24 partidas e um gol marcado pelo Tricolor paulista. Os números, somados à perda de espaço, colocam em dúvida a possibilidade de permanência do jogador para 2027.
A situação cria um impasse para a diretoria são-paulina. Sem o cumprimento da cláusula, o clube não terá a obrigação contratual de realizar o investimento previsto. Uma eventual permanência dependeria de uma nova negociação com o Bahia, de outras condições comerciais ou de uma mudança nos planos esportivos.
Até o momento, os dados apresentados não permitem afirmar que o São Paulo já tenha formalizado uma decisão definitiva sobre o futuro do atleta.
Medicamento com substância proibida afasta Cauly das partidas
Outro elemento que interfere no cenário é a ausência recente do jogador. Segundo a reportagem do ge Bahia, Cauly deixou de ser relacionado depois de tratar uma gripe com um medicamento que contém uma substância incluída na lista de proibições do esporte.
A medida adotada pelo São Paulo foi preventiva, com o objetivo de evitar problemas relacionados às regras antidopagem.
É importante distinguir esse procedimento de uma confirmação de doping. As informações disponíveis no material de origem não apontam um resultado positivo em exame antidopagem nem detalham qual substância foi utilizada, sua dosagem ou o período necessário para que o atleta possa voltar a jogar com segurança regulatória.
O episódio, portanto, não deve ser interpretado como uma condenação esportiva ou como prova de irregularidade intencional. A questão médica e regulatória é mais um fator que interfere na disponibilidade do jogador neste momento decisivo da temporada.
Bahia já admitiu a possibilidade de receber o meia em 2027
Enquanto o São Paulo convive com a perda de espaço de Cauly, o Bahia já sinalizou que considera o retorno do jogador uma possibilidade concreta caso a meta contratual não seja atingida e nenhuma proposta de compra apareça.
Em setembro, Cadu Santoro, diretor de futebol do clube baiano, abordou publicamente o assunto e explicou que o atleta poderá se reapresentar em 2027 para que seu futuro seja discutido.
“Se ele não bater a meta e não tiver nenhuma oferta de compra, ele se reapresenta junto com os outros atletas que têm contrato com o clube”, afirmou o dirigente, conforme reproduzido pelo ge Bahia.
Santoro também ressaltou que ainda era cedo para definir os próximos passos e que não havia conversas conclusivas com Rogério sobre o planejamento envolvendo o jogador.
A declaração é relevante porque demonstra que o Bahia considera a possibilidade de reintegrar Cauly ao elenco, mas não representa uma confirmação de que ele será utilizado na próxima temporada. A decisão dependerá do planejamento esportivo, de eventuais propostas e das conversas entre as partes.
O que pesou contra a permanência de Cauly no São Paulo?
A situação pode ser resumida em três fatores: a meta de compra ficou matematicamente inalcançável, a participação do meia diminuiu no segundo semestre e seu afastamento recente interfere na disponibilidade para os compromissos finais.
Sem a obrigação de compra, o São Paulo poderá avaliar se existe interesse em negociar novas condições com o Bahia. Do outro lado, o clube baiano mantém a possibilidade de receber novamente o jogador, que tem contrato com a equipe até dezembro de 2028.
Cauly chegou ao Bahia em 2023 e ganhou destaque durante a campanha de permanência do clube na Série A. No início de 2024, foi alvo do Palmeiras, mas optou por renovar seu vínculo com o Tricolor baiano.
Agora, a perspectiva é diferente. Depois de perder espaço no São Paulo, o meia se aproxima do fim do empréstimo sem alcançar a meta que viabilizaria a compra prevista no contrato.
A conclusão mais segura neste momento é que o retorno ao Bahia ganhou força, mas a despedida definitiva do São Paulo ainda depende dos próximos movimentos dos clubes. Sem uma proposta de compra ou um novo acordo, a reapresentação em Salvador para a temporada de 2027 é o caminho indicado pelas condições contratuais e pela posição pública do Bahia.
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Que ótima notícia!
Esse é um morto, não vale uma bola furada!
Espero que nenhum “jestor” tenha a idéia “jenial” de propor compra assim mesmo ou renovar o empréstimo.
Ô louco, o cara não joga e ainda por cima, se coloca em risco de se dopar e ficar afastado por mais tempo ainda do futebol?
Pelo jeito, a pouca inteligência do Cauly não se resume apenas dentro de campo né?
E não é que tem boa notícia no São Paulo?