São Paulo tem onze jogadores para definir o futuro em dois meses
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O ano de 2026 caminha para o fim no São Paulo sem que o clube consiga olhar para a temporada seguinte. Com uma eleição pela frente, um presidente que deve deixar o cargo e o caixa sem folga, nenhuma negociação de renovação foi sequer iniciada no último trimestre. O resultado é um quadro de incerteza que atinge o técnico Dorival Júnior e, ao menos, outros cinco jogadores com contrato até dezembro.
Um clube parado à espera das urnas
O presidente Harry Massis não deve ser candidato à reeleição, e a situação ainda não escolheu quem concorrerá à presidência no início de dezembro. Até agora, o único candidato oficial é Marcelo Portugal Gouvêa, pela oposição. Com cerca de 60 dias restantes de mandato, a tendência é que Massis não conduza nenhuma negociação relevante, deixando as decisões para quem assumir.
Esse vácuo ajuda a explicar por que o clube não conversa com treinador nem com atletas. Sem dinheiro em caixa e sem saber quem vai comandar o futebol em 2027, a diretoria prefere esperar o fim do período eleitoral.
Dorival sem resposta
O técnico tem contrato apenas até o fim deste ano e não sabe se continua. Após a derrota para o Santos, ele deixou claro que o futuro depende de quem estiver na direção do clube, e que o momento exige que as pessoas se estabilizem dentro da instituição antes de qualquer decisão. Sobre a temporada, resumiu o sentimento ao dizer que “não imaginava um ano tão difícil em alguns aspectos”. Ele também afirmou já ter vivido situações semelhantes em outros clubes e demonstrou disposição de esperar o desfecho político.
Os cinco jogadores com contrato até dezembro
Além do treinador, cinco atletas têm vínculo somente até o fim de 2026: o zagueiro Rafael Toloi, o lateral Iago, o meia Cauly e os atacantes Lucas e Artur.
Os casos mais simples: Toloi e Lucas. Os dois pertencem ao São Paulo e aguardam um movimento do clube para saber se renovam ou não.
Os mais complexos: Iago, Cauly e Artur. Os três estão emprestados, e cada situação tem particularidades.
- Iago não tem cláusula de compra com valor fixado. Para manter o lateral, hoje titular, o São Paulo terá de negociar diretamente com o Bahia.
- Cauly, também cedido pelo Bahia, tinha obrigação de compra de 2 milhões de euros (cerca de R$ 11,2 milhões) por 50% dos direitos econômicos, mas a cláusula não foi acionada porque ele não atingiu a meta de jogos prevista.
- Artur, emprestado pelo Botafogo, tem preferência de compra de 6 milhões de euros (cerca de R$ 36 milhões) por 60% dos direitos econômicos. Há ainda um acordo de “cashback” sobre o salário, de acordo com a utilização do jogador, hoje dividido entre São Paulo e Botafogo.
O quadro maior: onze atletas para decidir
A lista de pendências vai além dos cinco jogadores. Considerando contratos que terminam e empréstimos em andamento, o São Paulo tem de definir o futuro de onze atletas nos próximos dois meses. Além de Lucas, Artur, Iago, Cauly e Toloi, entram na conta:
- Jandrei, emprestado ao Juventude, com contrato terminando no fim do ano;
- Young, que também termina o vínculo e treina separado do grupo;
- Negrucci, emprestado ao Athletic;
- Maílton, emprestado ao Fortaleza;
- Hugo, que permanece no Japão apenas até janeiro;
- Alisson, emprestado ao Fluminense.
O que esperar
Com as eleições marcadas para a primeira quinzena de dezembro, a expectativa é que as conversas só avancem depois do novo comando definido. Até lá, o São Paulo corre o risco de chegar a 2027 com pouco tempo para planejar elenco, comissão técnica e orçamento, em um cenário que já combina dívida elevada, restrições financeiras e necessidade de reformulação.
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