Pagamentos do São Paulo: o que Rafinha disse a jogadores e agentes sobre a grana da Ticketmaster

GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8  

https://www.youtube.com/@spfcsaopauloblog

Treinador observando os jogadores em um treino de futebol, com um fundo verde e uma placa de patrocínio visível.

A comunicação de Rafinha a agentes e jogadores do São Paulo, informando que os pagamentos começam na sexta-feira (3) e seguem até 06/10, não é apenas um aviso administrativo: é um movimento de gestão de crise no vestiário.

Com o clássico contra o Santos se aproximando e o elenco há quatro meses com direitos de imagem atrasados, a diretoria não podia se dar ao luxo de entrar em campo com o grupo desmotivado ou em aberto com o clube.

Timing estratégico: sexta, antes do clássico

Ao anunciar que um primeiro valor será pago já na sexta, antes do San-São, Rafinha busca:

  • Reduzir a tensão no vestiário antes de um jogo decisivo;
  • Mostrar que a aprovação da Ticketmaster já está gerando efeito prático;
  • Evitar que boatos de calote se espalhem e afetem o desempenho em campo.

Deixar para pagar só depois do clássico seria arriscado: qualquer resultado negativo poderia ser associado a descontentamento do elenco com a demora nos pagamentos.

Quatro meses de atraso e acordo de 2025 interrompido

O São Paulo não paga direitos de imagem desde junho, acumulando pendências de junho, julho, agosto e setembro.

Além disso, o clube também interrompeu o acordo firmado no início da temporada para quitar débitos de direitos de imagem de 2025, que previa parcelas mensais até o fim do ano.

Essa quebra de acordo aumentou a desconfiança de agentes e jogadores, que passaram a cobrar garantias concretas de que o dinheiro da Ticketmaster seria usado prioritariamente para honrar compromissos com o elenco.

Ticketmaster como “oxigênio” de curto prazo

O contrato com a Ticketmaster, aprovado em 30/09, prevê R$ 140 milhões em repasses, sendo R$ 110 milhões de antecipação de receitas e R$ 30 milhões do camarote 29A.

Para a diretoria, esse valor funciona como um oxigênio de curto prazo:

  • Quitar atrasos com o elenco;
  • Organizar o fluxo de caixa até o fim do mandato de Harry Massis Júnior;
  • Evitar novas crises de vestiário que possam impactar resultados em campo.

O risco, no entanto, é que o clube fique ainda mais dependente de antecipações de receita e comprometa seu futuro financeiro para resolver problemas imediatos.


Descubra mais sobre Blog do São Paulo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.