São Paulo chega a quatro meses de atraso de salário

GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8  

https://www.youtube.com/@spfcsaopauloblog

Jogadores de futebol em círculo, se preparando para um jogo, com uniforme claro e detalhes em vermelho e preto.

O São Paulo não pagou os direitos de imagem que venceram na última segunda-feira, 28 de setembro, e chegou a quatro meses de atraso com a maior parte do elenco.

O clube também não quitou a parcela de setembro do acordo firmado no início do ano para regularizar valores devidos aos jogadores referentes a 2025.

A situação aumenta a tensão no elenco e ocorre às vésperas da votação do contrato com a Ticketmaster, acordo que pode antecipar R$ 110 milhões aos cofres do Tricolor. Informações do ge.

Quatro meses de atraso

O São Paulo não paga direitos de imagem desde junho.

Os meses pendentes são:

  • Junho.
  • Julho.
  • Agosto.
  • Setembro.

Em alguns casos específicos, o atraso chega a seis meses.

A maior parte do elenco, porém, está com quatro parcelas vencidas.

O novo atraso já era esperado pelos jogadores depois que o clube deixou de cumprir o cronograma de regularização definido no início do ano.

Acordo também foi descumprido

Além de não pagar o vencimento de setembro, o São Paulo não quitou a parcela prevista no acordo firmado com o elenco.

O compromisso havia sido feito para pagar os direitos de imagem atrasados de 2025.

A parcela de setembro era considerada parte importante do plano de recuperação da confiança dos atletas.

O descumprimento indica que o clube não conseguiu gerar caixa suficiente para honrar as obrigações correntes e as parcelas renegociadas.

Salários em carteira também atrasaram

Em setembro, o São Paulo também atrasou os salários registrados em carteira.

O pagamento acabou sendo realizado posteriormente, antes de uma partida importante, mas o episódio aumentou a preocupação no elenco.

Os direitos de imagem, no entanto, continuam pendentes.

A combinação de salários em carteira atrasados, direitos de imagem vencidos e parcelas de acordos não pagas deixou a situação financeira ainda mais delicada.

Contrato com a Ticketmaster é tratado como solução

A diretoria do São Paulo aposta na aprovação do contrato com a Ticketmaster para melhorar o fluxo de caixa.

O acordo prevê:

  • R$ 110 milhões em antecipação financeira.
  • R$ 30 milhões relacionados à gestão do camarote 29A.
  • R$ 6 milhões para melhorias no Memorial.
  • Total estimado de até R$ 146 milhões na operação completa.

A antecipação de R$ 110 milhões seria feita em até 45 dias após a aprovação e a assinatura do contrato.

O valor terá de ser devolvido pelo São Paulo à empresa em cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.

Conselho Deliberativo vota acordo

O Conselho Deliberativo do São Paulo iniciou nesta terça-feira a análise do contrato com a Ticketmaster.

A reunião ocorre no auditório do MorumBIS, e a votação eletrônica será realizada entre as 22h desta terça e as 17h de quarta-feira, 30 de setembro.

Para aprovar o acordo, são necessários dois terços dos votos, o equivalente a 171 conselheiros.

A diretoria considera a aprovação fundamental para regularizar as pendências com os jogadores e organizar as contas do clube.

Dinheiro não chegaria imediatamente

Mesmo se o Conselho aprovar o contrato, o dinheiro não entrará imediatamente no caixa.

A Ticketmaster teria até 45 dias para realizar a antecipação.

Por isso, o São Paulo ainda precisará administrar as dívidas de curto prazo enquanto aguarda a liberação dos recursos.

A demora aumenta o risco de novos atrasos e pode prejudicar a relação com os jogadores e seus representantes.

Elenco está preocupado

Os jogadores acompanham o cenário financeiro e político do clube.

O atraso nos direitos de imagem afeta o planejamento pessoal dos atletas e aumenta a insegurança sobre o cumprimento de compromissos futuros.

Em casos de atraso prolongado, os jogadores podem buscar medidas administrativas e judiciais para cobrar os valores.

A situação também pode influenciar negociações de renovação, contratações e permanência de atletas.

Crise ocorre durante eleição

O problema financeiro chega em um período de intensa disputa política no São Paulo.

A eleição para o triênio 2027-2029 está prevista para dezembro.

A diretoria atual tenta aprovar a operação com a Ticketmaster, enquanto grupos políticos discutem o futuro do clube e possíveis mudanças no modelo de gestão.

O atraso nos pagamentos deve se tornar um dos principais temas da campanha eleitoral.

São Paulo ainda não se manifestou

O clube foi procurado para comentar o novo atraso nos direitos de imagem, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

A diretoria vinha afirmando que pretendia regularizar os valores pendentes até o fim de setembro.

O prazo, porém, não foi cumprido.

Impacto esportivo

A crise financeira pode afetar o futebol dentro de campo.

Entre os possíveis impactos estão:

  • Desgaste entre jogadores e diretoria.
  • Perda de confiança no planejamento.
  • Dificuldades para renovar contratos.
  • Pressão sobre o treinador.
  • Risco de novas saídas.
  • Necessidade de reduzir gastos.
  • Limitação para contratar reforços.

O São Paulo enfrenta o Santos em 2 de outubro, em clássico atrasado da 21ª rodada do Brasileirão.

Situação financeira

ItemSituação
Direitos de imagem vencidosJunho, julho, agosto e setembro
Atraso da maioria do elencoQuatro meses
Casos isoladosAté seis meses
Parcela de acordo de 2025Não paga em setembro
Salários em carteiraAtrasaram em setembro
Antecipação TicketmasterR$ 110 milhões
Total potencial da operaçãoAté R$ 146 milhões
Prazo de liberaçãoAté 45 dias após aprovação e assinatura
Votação29 e 30 de setembro

Próximos passos

O São Paulo precisa:

  1. Aprovar ou rejeitar o contrato com a Ticketmaster.
  2. Negociar com os jogadores enquanto o dinheiro não chega.
  3. Definir um cronograma realista de pagamentos.
  4. Regularizar os direitos de imagem vencidos.
  5. Cumprir as parcelas do acordo de 2025.
  6. Evitar novos atrasos em salários registrados.
  7. Recuperar a confiança do elenco.

A aprovação do contrato ajudaria, mas não resolveria estruturalmente a crise.

Problema é maior que uma dívida

A situação mostra que o São Paulo não enfrenta apenas um atraso pontual.

O clube depende de receitas antecipadas para pagar compromissos correntes e precisa contrair novos empréstimos para manter o fluxo de caixa.

A operação com a Ticketmaster funcionaria como uma injeção emergencial, mas teria de ser devolvida em cinco anos.

Sem uma reorganização financeira permanente, o clube pode voltar a enfrentar o mesmo problema nos próximos meses.

YouTube player


Descubra mais sobre Blog do São Paulo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.