Reunião de emergência entre São Paulo e demais clubes paulistas tenta criar força para solução do vet às bets
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São Paulo e outros clubes do estado discutem impacto financeiro após medida que proibiu as apostas online no Brasil; reunião na FPF busca definir próximos passos
Os principais clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reúnem nesta segunda-feira (28), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), para discutir os impactos da Medida Provisória que proibiu a operação das casas de apostas online no Brasil. A preocupação central envolve os contratos de patrocínio, o planejamento financeiro das equipes e a possibilidade de uma negociação com o Governo Federal. Informação divulgada pelo jornalista Fábio Lázaro.
A reunião ocorre em meio à expectativa de que representantes do futebol sejam chamados para conversar com o governo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, clubes e entidades esportivas seriam procurados para que o governo pudesse dimensionar os efeitos da medida e avaliar eventuais providências.
São Paulo participa das conversas sobre o impacto das bets
A reunião desta segunda-feira reúne representantes dos departamentos jurídico e de marketing dos clubes paulistas. O objetivo é discutir uma estratégia conjunta diante da mudança no mercado e avaliar quais serão os próximos movimentos das equipes.
Entre os clubes paulistas da Série A estão São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Mirassol e Red Bull Bragantino. Na Série B, o estado conta com Botafogo-SP, Novorizontino, Ponte Preta e São Bernardo.
O São Paulo está diretamente envolvido no problema porque mantém contrato com a Superbet, que ocupa espaço de destaque em seu uniforme. Segundo levantamento divulgado pelo UOL, o clube recebeu R$ 80 milhões da empresa em 2025 e o valor previsto para 2026 chegou a R$ 95 milhões.
Antes mesmo da confirmação da medida, a Superbet havia notificado São Paulo e Fluminense sobre a possibilidade de rescisão dos contratos caso o governo proibisse as apostas esportivas e os jogos online.
Governo pode receber clubes nesta terça-feira
A expectativa no futebol paulista é que a reunião desta segunda-feira ajude a organizar as demandas que serão apresentadas ao Governo Federal.
Um encontro entre representantes do governo e clubes pode acontecer já na terça-feira (29), embora a reunião ainda não estivesse confirmada. O ministro Dario Durigan declarou que o objetivo inicial é entender o impacto efetivo da medida sobre as finanças dos clubes antes de definir eventuais mecanismos de auxílio.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, o governo também trabalha com a possibilidade de um programa de crédito para clubes e SAFs, com valor que poderia chegar a R$ 20 bilhões, destinado à reestruturação de dívidas — uma proposta de financiamento, e não de perdão das obrigações.
Patrocínios são o principal ponto de preocupação
O impacto mais imediato está nos contratos comerciais.
A MP assinada em 25 de setembro proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil, abrangendo apostas esportivas e jogos online.
A determinação estabeleceu ainda prazo para retirada das publicidades e dos sinais de patrocínio das empresas do setor. Segundo informações divulgadas após a publicação da medida, os clubes precisam remover essas marcas até 5 de outubro, às 23h59.
Na Série A, os contratos com empresas de apostas representam uma parcela relevante das receitas comerciais. Levantamentos publicados após a medida apontaram aproximadamente R$ 910 milhões em contratos de patrocínio máster com bets para a temporada de 2026.
Considerando os balanços financeiros de 2025, os aportes das empresas de apostas representaram cerca de 7,9% das receitas dos clubes da Série A.
Clubes e federações já haviam reagido antes da medida
A movimentação não começou nesta segunda-feira.
Em 17 de setembro, clubes e federações de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul participaram de uma articulação que resultou em manifesto contrário à possibilidade de proibição das bets. O documento utilizou a expressão “fim do futebol brasileiro” para descrever o impacto que os clubes projetavam para uma mudança abrupta nas regras.
Agora, depois da publicação da MP, a estratégia passa a ser discutir as consequências práticas da decisão e buscar informações sobre os próximos passos do governo.
São Paulo terá de lidar com possível perda de receita
No caso do São Paulo, a questão ganhou importância porque a Superbet representa uma das principais receitas comerciais do uniforme.
A situação também acontece em um momento de forte necessidade de planejamento financeiro no clube. A eventual saída da patrocinadora obrigaria o Tricolor a avaliar alternativas para substituir o espaço comercial e reorganizar receitas previstas para a temporada.
Além da perda direta dos contratos, os clubes avaliam possíveis reflexos sobre outras propriedades comerciais do futebol, como publicidade nos estádios, transmissões, competições e naming rights. A presença das bets se espalhou por diferentes segmentos do esporte brasileiro nos últimos anos.
O que acontece agora?
A reunião dos clubes paulistas nesta segunda-feira deve servir para alinhar as posições das equipes e preparar a discussão com o Governo Federal.
O principal ponto de atenção para o São Paulo é o futuro do acordo com a Superbet e a forma como a diretoria poderá substituir essa receita caso o contrato seja encerrado. As casas de apostas, por sua vez, também estudam medidas jurídicas e comerciais diante da proibição.
Por enquanto, o cenário ainda depende dos próximos passos da Medida Provisória, das negociações entre governo e representantes do futebol e das decisões que serão tomadas pelas empresas patrocinadoras.
Para o São Paulo, a reunião desta segunda-feira coloca uma questão financeira importante no centro dos bastidores: como preservar receitas e contratos diante de uma mudança que atingiu diretamente uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro.
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Empresários amigos perdendo receitas
E agora, como pagar 1,5mi de salário para o Caneleri ano que vem? 1 mi para o Victor Sá? Luciano, Artur, Lucas, todos na casa dos milhões?
Os empresários e dirigentes tomando prejuízos milionários. Kkkkkk
Pq os clubes eles já quebraram a muito tempo.
Bets seguiram as leis para poderem atuar. E, de repente, por motivo eleitoral, vem um medida provisória para mudar tudo.
Se é para mudar, deveria ser discutido no Congresso, planejar, dar tempo para clubes se reposicionarem. Mas, por motivos eleitorais, prefere-se fazer tudo há 10 dias da eleição, sem qualquer condição para clubes reagirem.
Vários clubes já estão destruídos financeiramente, isso aí é a pá de cal para o colapso. Se for para governo dar uma solução, para evitar quebradeira, e a sociedade que vai pagar, via impostos.
Você acredita mesmo que mesmo com os maiores problemas que as Bets causam, não justificam serem dizimadas do Brasil, por que uns dirigentes, jogadores, influenciadores são financiados por elas?
É no tempo errado?
É medida eleitoreira?
Dane-se!
Importa mesmo é fazer uma limpeza geral pra ver se pelo menos no futebol, alguns “heróis” não tomem cartão, não façam gol contra, não seja expulso, ou times não vendam resultados pra atenderem aos donos das bets.
Sim, algo pode e deve ser feito, mas é preciso fazer a coisa certa e do jeito certo. Não de forma açodada, há 10 dias da eleição, com fins eleitorais.
E vc acha q essa MP, do jeito q está, vai ficar em pé após as eleições?
Lembremos: bets foram autorizadas seguindo as leis, não se pode, de repente, mudar tudo. Mas se você, Ildofonso, acha q tudo está certo, ok, eu penso diferente.
🙂