Situação de defensor deixa São Paulo de mãos atadas
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O São Paulo esbarra em um dilema sem solução simples à vista: o que fazer com o lateral-esquerdo Enzo Díaz. Contratado no ano passado junto ao River Plate, o argentino não treina mais nem com o elenco principal comandado por Dorival Júnior, nem com o grupo de jogadores oficialmente fora dos planos da comissão técnica — uma situação intermediária que reflete a própria indefinição do caso.
Um leque de opções cada vez mais estreito
Nas últimas semanas, o São Paulo liberou Enzo Díaz para buscar um novo clube. O Racing, da Argentina, chegou a demonstrar interesse concreto, mas o lateral tem preferência declarada por mercados fora da América do Sul — postura que, somada ao avanço do calendário internacional, reduziu drasticamente suas alternativas reais de destino.
Hoje, o jogador só pode deixar o São Paulo rumo a ligas ainda com janela de transferências aberta: Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Vietnã, Comores, Líbia, Etiópia e Senegal. Todos os demais mercados relevantes já fecharam suas respectivas janelas — o que praticamente elimina a possibilidade de uma saída para a Europa Ocidental ou para ligas de maior visibilidade, justamente o tipo de destino que o próprio jogador parecia priorizar.
Por que a rescisão também não avança
O impasse não se resume à falta de propostas atrativas. Enzo Díaz tem contrato com o São Paulo até o fim de 2028 e, segundo a apuração, não tem se mostrado disposto a negociar uma rescisão amigável do vínculo. Do outro lado, o próprio clube reconhece não ter, neste momento, condições financeiras de pagar para se livrar do jogador antecipadamente — um efeito direto da crise financeira que o São Paulo enfrenta ao longo de toda a temporada.
A oferta do Racing, que agradava à diretoria como solução mais viável, simplesmente não empolgou o lateral, que atualmente está na Argentina enquanto aguarda a definição do próprio futuro profissional.
Um caminho diferente do adotado por Cédric
A situação de Enzo Díaz contrasta com a de outro jogador em situação parecida no elenco: o lateral-direito Cédric, também fora dos planos da comissão técnica, optou por seguir treinando no CFA de Cotia, separado do restante do grupo, mas ainda sob responsabilidade estrutural do clube para manutenção do condicionamento físico.
Enzo Díaz escolheu rota distinta: pressionou para ser liberado das estruturas do São Paulo e cuidar da própria preparação física por conta própria, fora do dia a dia do clube — uma diferença de postura que ilustra o desgaste mais acentuado da relação entre o jogador e a atual gestão do departamento de futebol.
A origem do desgaste
O afastamento de Enzo Díaz remonta ao período pós-Copa do Mundo, quando o jogador e seu estafe passaram a questionar valores em atraso junto ao clube e demonstraram publicamente insatisfação com a situação financeira geral do elenco. O São Paulo, por sua vez, nega qualquer relação direta entre esse atrito e a perda de espaço do lateral, atribuindo o afastamento a uma queda de rendimento nos treinamentos que, segundo a avaliação interna da comissão técnica, inviabilizaria sua continuidade como opção regular no time.
O reforço que já assumiu a titularidade
Diante da indefinição em torno de Enzo Díaz, o São Paulo já havia se antecipado no mercado, contratando Iago para disputar a lateral-esquerda com Wendell. O reforço, inclusive, avançou rapidamente na hierarquia da posição e já assumiu a titularidade — cenário que reduz ainda mais a pressão interna do clube para resolver o caso do argentino com urgência.
Os números da passagem pelo São Paulo
Contratado no ano passado, Enzo Díaz soma 76 partidas disputadas e um gol marcado com a camisa do São Paulo. Sua última atuação oficial pelo clube aconteceu em 31 de maio, na derrota por 1 a 0 para o Remo, pelo Campeonato Brasileiro — ou seja, o jogador já está afastado do time titular há praticamente quatro meses, sem previsão de desfecho para a própria situação contratual.
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Ele continua recebendo salário integral?
Em tese sim. Na prática não porque não pagam ninguém
Paga o salário do cara
Deve ser por isso que vontaram pela diminuição de estrangeiros viu que os Hermanos não aceitam trabalhar sem receber
Mais um caso de jogador que vê o futebol meramente como trampo.
Não estou dizendo que é errado, mas em toda empresa boa o empregador busca profissionais com propósito além de meramente ter um trampo.
E existe uma razão clara para isso…. Não chegar nessa situação ai…
Hoje é o Enzo, mas já vimos casos com outro jogadores em diversos outros clube.
Um dos casos famosos do SPFC foi o Rodrigo Fabri. No Santos teve o Fabio Costa e por ai vai…
Aliás, no elenco atual existem outros jogadores com essa mesma cabeça…
Um empresa boa que busca um determinado perfil de funcionário, respeita o combinado e paga salários em dia.
E hoje o Lule vai anunciar o fim das bets
O buraco vai ficar mais fundo
Pau na toba do Lula. Decisão esdrúxula
Esse é pilantra. Apenas 2 meses quando renovou ficou nessa de querer sair. Tá na cara que quer recisão ou empréstimo com salário garantido que jamais vai ganhar igual na falida Argentina. O SPFC se tivesse homens fortes afastaria até o fim do contrato cobrado rigorosamente o dia a dia de treino do camaradinha. Que nem o Juvenal fez com Clemente Rodriguez. Duvido que o salário dele não atrasou antes de renovar. É caráter questionavel sim.
Lembrando que foi trocado pelo Galoppo, contratação mais cara da história do clube, agora querem rescindir de graça ou pior pagando algo ainda, só prejuízo. Se o salário estivesse em dia daria para pelo menos notificar e exigir treinamento no CT mas provavelmente aceitaram que ele treine por conta própria temendo uma ação na justiça.
Já disse aqui. Jogador acima de 30 é renovação por 1 ano a conta gotas, quando chega nessa idade, ficam tarados por um contrato longo, pergunta se o BH no flamengo consegue renovação de 2 anos lá