Base aliada de Massis anuncia voto contra reforma estatutária e aumenta tensão política no São Paulo
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Grupos que apoiam o presidente Harry Massis decidiram rejeitar as mudanças propostas no Estatuto; votação acontece nesta quarta-feira e coloca ainda mais pressão sobre a disputa política do clube
A crise política do São Paulo FC ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. Os grupos que integram a base de apoio ao presidente Harry Massis anunciaram que votarão contra a reforma estatutária que será analisada pelo Conselho Deliberativo do clube.
O posicionamento surpreende pelo peso político das correntes envolvidas e joga ainda mais combustível na disputa interna do Tricolor. A votação acontece em meio a um momento extremamente delicado dentro e fora de campo, com o clube pressionado pelos resultados no Campeonato Brasileiro e pela crescente cobrança da torcida.
A decisão também ocorre depois de grupos de torcedores se mobilizarem contra a reforma e convocarem manifestações no Morumbis.
Base de Massis diz que reforma deve ficar para a próxima gestão
Em comunicado conjunto, Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo afirmaram que não consideram adequado votar mudanças dessa dimensão durante a atual administração.
Os grupos ressaltam que não são necessariamente contrários à realização de uma reforma no Estatuto, mas defendem que a discussão seja transferida para a próxima gestão.
O principal argumento é o prazo considerado insuficiente para que os conselheiros possam analisar todas as alterações propostas.
Na prática, porém, o movimento possui forte impacto político, principalmente porque a reforma será votada às vésperas de um novo ciclo eleitoral no São Paulo.
Reforma coloca política do São Paulo em ebulição
A proposta prevê 54 alterações no Estatuto, divididas em 11 blocos temáticos. Um 12º bloco trata exclusivamente de uma disposição transitória relacionada à realização de um estudo de viabilidade para uma eventual SAF ou sociedade empresária.
A intenção da comissão responsável pela reforma é permitir que os conselheiros votem individualmente em cada bloco, sem a necessidade de aprovar ou rejeitar o pacote completo.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, a divisão busca tornar a votação mais objetiva e evitar que a rejeição de um determinado ponto impeça a análise dos demais.
O que muda com a reforma estatutária?
Entre as principais alterações está a reformulação do Conselho de Administração.
A proposta prevê que o órgão passe a ter nove integrantes:
- três conselheiros;
- um representante do Conselho Consultivo;
- cinco membros independentes.
Atualmente, o Conselho de Administração é composto pelo presidente, vice-presidente, três conselheiros, um integrante do Conselho Consultivo e três independentes indicados pelo presidente.
Outra mudança importante é que o presidente do São Paulo deixaria de ocupar automaticamente a presidência do Conselho de Administração. O cargo seria definido por votação entre os nove integrantes do colegiado.
A proposta também prevê mudanças na estrutura de compliance, que passaria a responder diretamente ao Conselho de Administração.
Transparência e fiscalização também estão no centro da proposta
A reforma estabelece novas atribuições para os órgãos de fiscalização e governança do clube.
O Conselho de Administração teria acesso obrigatório, em prazo de até sete dias, aos contratos envolvendo jogadores, comissão técnica e intermediários do futebol.
Também ficaria responsável pela elaboração da proposta orçamentária e pelo planejamento estratégico do São Paulo para períodos de três a cinco anos.
Já o Conselho Fiscal ganharia poderes ampliados para solicitar documentos, informações e esclarecimentos diretamente à diretoria executiva e ao Conselho de Administração.
A proposta ainda determina que pelo menos um integrante do Conselho Fiscal tenha formação em Ciências Contábeis e registro profissional regular.
Reforma prevê punições mais duras para dirigentes
Outro ponto relevante envolve a responsabilização de dirigentes e conselheiros.
O texto estabelece mecanismos de punição para situações como:
- utilização de recursos do clube em benefício próprio;
- obtenção de vantagens indevidas;
- contratação de empresas ligadas a familiares ou dirigentes;
- descumprimento de prazos estatutários;
- antecipação irregular de receitas;
- sonegação de impostos;
- falta de transparência na prestação de contas;
- omissão de informações relevantes aos associados;
- falta de comunicação sobre irregularidades de gestões anteriores.
Também está prevista uma alteração relacionada ao quórum necessário para eventual destituição do presidente.
Votação desta quarta-feira pode ter impacto eleitoral
Embora a reforma só possa entrar em vigor após aprovação do Conselho Deliberativo e posterior análise em Assembleia Geral, o debate ganhou uma dimensão política muito maior.
A proposta será colocada em votação justamente em um momento de forte movimentação nos bastidores do São Paulo.
De um lado, grupos ligados à situação de Harry Massis agora se posicionam contra a reforma. De outro, setores da oposição e torcidas organizadas também questionam pontos do projeto e acusam o Conselho de tentar promover mudanças com interesses políticos.
A tendência é que a reunião desta quarta-feira seja marcada por forte disputa entre os diferentes grupos do Conselho Deliberativo.
E há um detalhe importante: caso aprovada nas instâncias necessárias, a reforma só produziria efeitos a partir do próximo ano, já durante a nova gestão.
A política do São Paulo ferve justamente quando o futebol está em crise
O cenário cria uma combinação explosiva para o Tricolor.
Enquanto o time enfrenta uma sequência negativa no Brasileirão e convive com protestos da torcida, o Conselho Deliberativo trava uma batalha sobre o futuro da estrutura política e administrativa do clube.
O anúncio da própria base de Massis de que votará contra a reforma mostra que a discussão deixou de ser apenas jurídica ou administrativa e passou a ocupar o centro da disputa política do São Paulo.
Com eleições no horizonte, cada voto no Conselho ganha peso — e a reunião desta quarta-feira promete ser apenas mais um capítulo de uma disputa que deve se intensificar nos próximos meses.
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Só vai mudar quando cair na série C ou os torcedores baterem na porta da casa dos Massis e todos eles. São Paulo acabou. This is the end.
São coisas que não possuem relação.
E pensar que a culpa de todos os problemas era do Zubeldía…
Pelo jeito, a única saída é a violência ou criar outro SP desde zero e deixar o atual, para que os conselheiros se matem entre eles.
Pra quem gosta de SAF, eu recomendo que montem uma em outro lugar ou procurem uma pronta….
Estou assistindo a live do canal SPFC Digital, o jornalista Paulo Pontes foi ameaçado ao vivo pelo Baby e por um conselheiro. Não dá mais, o SPFC foi dominado por bandidos da pior espécie, essa galera não quer que a mudança estatutária.
Deixa só a organizada ir no estádio, parem de financiar essa gente. JR isso não é boicote organizado viu, só é a minha opinião rs.
Vc vai aos jogos do spfc? Ou fica sempre pior aqui defecando pelos dedos?
E aí, já enquadraram os conselheiros conforme prometeram?
Daniel
Vou te corrigir…
Ele disse ao sair do Super CT :
“… vamos pra cima desses vagabundos…”
Pois é, Mauro
Ele ganha ingresso do Massis? Vive de SP? Pior que vc é apenas massinha de manobra de quem toca o berrante.
Parem de provocar o legítimo torcedor que vai ao estádio todo jogo. Já já ele intima vcs pra porrada.
Até nisso essa quadrilha de aspirante a marginal é inútil. Intima pra briga outros sãopaulinos mas quando pega alguém das organizadas de times rivais na frente se borram de medinha.
De vez em quando eu vou, e pago o meu ingresso e do meu filho, e vc esta se preparando pra cantar :
Tenho Libertadores (todo mundo tem, Fla tem 4)
Alugo estádio (Live Nation)
Sou hexa brasileiro ( Palmeiras tem 12)
Nunca fui rebaixado ( esta proximo).
Eita, Sir. O chupeta do Baby botou pocando, hein. Hahahaha
Sempre brotam as paquitas, pissionante!
Craque, respondi o rapaz que bate na lateral do onibus.
Prova do que Zanca falou. Diretoria e organizada está uma panela só.
Difícil nossa situação.
Ué, não era o Massis apenas um senhor sem pretensões que faria uma transição tranquila para o próximo presidente?
Continua assim mesmo, esta ótimo
Eu não sei nem o que pensar sobre isso, só que enquanto o time definha em campo, a politicalha e seus capangas das Organizadas estão loucos para protegerem a sua mamata…
É uma seita que enraizou na instituição São Paulo FC, não querem largar o osso, esses parasitas.
Querem continuar a usar cartão de crédito do clube para gastos pessoais, ajudar empresários amigos e torcedores profissionais até na série C.