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O custo da reconstrução do SPFC sem SAF
O São Paulo convive hoje com uma dívida próxima de R$ 930 milhões. Não é segredo, não é exagero e não é algo que se resolve com uma boa campanha ou uma venda pontual. É um problema estrutural, acumulado ao longo de muitos anos, e que exige decisões impopulares se a ideia for realmente mudar o rumo do clube.
A proposta abaixo não é uma sugestão política, nem uma crítica pessoal a jogadores ou dirigentes. É apenas um exercício hipotético, baseado em números, para responder a uma pergunta simples: o que aconteceria se o clube optasse por um choque de gestão radical, priorizando o equilíbrio financeiro acima de tudo.
A ideia central seria a seguinte: o clube decide, em um determinado momento, vender ou liberar todos os jogadores acima de 22 anos que tenham mercado, reduzindo drasticamente a folha salarial. Permaneceriam apenas atletas da base, jogadores muito jovens e aqueles que aceitassem um teto salarial de R$ 200 mil por mês durante um período de 12 meses.
É importante ser honesto desde o início. R$ 200 mil é um valor muito baixo para o padrão da Série A. Isso significa que praticamente nenhum jogador consolidado aceitaria. Ídolos, líderes técnicos e titulares absolutos sairiam. Jogadores como Lucas Moura e Calleri, por exemplo, dificilmente ficariam nesse cenário. Não por falta de identificação, mas por realidade de mercado e carreira.
Com isso, o elenco seria formado majoritariamente por jovens da base, atletas em início de trajetória profissional e alguns jogadores em reconstrução de carreira. O time passaria a depender muito mais da formação do que da contratação.
Do ponto de vista financeiro, o impacto seria imediato. A folha salarial do São Paulo hoje gira em torno de R$ 18 milhões mensais. Com um teto rígido e um elenco jovem, esse valor poderia cair para algo próximo de R$ 5 milhões por mês. Isso representaria uma economia anual entre R$ 150 e R$ 160 milhões.
Além disso, a venda de jogadores experientes, mesmo em um cenário conservador, poderia gerar algo em torno de R$ 300 milhões em negociações. Nem todo esse valor entraria à vista, mas algo próximo de R$ 200 a R$ 220 milhões poderia reforçar o caixa no primeiro ano.
Mesmo com essa redução de custos, o clube continuaria tendo despesas relevantes. Funcionários, manutenção do CT, categorias de base, viagens, logística, além do peso dos juros da dívida, que hoje consomem dezenas de milhões por ano, provavelmente algo em torno de 90 milhões de reais ao ano. Considerando esses fatores, o valor efetivamente disponível para amortizar a dívida ficaria mais próximo de R$ 200 milhões no primeiro ano.
Na prática, isso reduziria a dívida de aproximadamente R$ 930 milhões para algo entre R$ 700 e R$ 730 milhões em 12 meses. Não é uma solução mágica, mas é uma queda significativa, algo entre 20% e 25%, sem contar eventuais vendas adicionais de jovens valorizados.
Esportivamente, o risco seria enorme. Mesmo que, hipoteticamente, o desempenho fosse parecido com o atual, a margem de erro seria mínima. Um elenco jovem oscila, sente pressão e sofre mais com lesões e suspensões. A torcida precisaria estar ciente de que o objetivo principal não seria disputar títulos no curto prazo, mas sobreviver competitivamente enquanto o clube se reorganiza.
Há também um fator que diferencia o São Paulo de praticamente todos os outros clubes brasileiros e que torna um projeto como esse viável: o histórico de Cotia. Ao longo das últimas décadas, o clube revelou jogadores que não apenas se tornaram titulares, mas referências no futebol nacional e internacional. Nomes formados em Cotia brilharam na Europa, em grandes seleções e em finais de Copa do Mundo, o que não é fruto do acaso, mas de um trabalho contínuo de formação. Esse histórico permite afirmar, com responsabilidade, que o São Paulo pode sim confiar na base como pilar de uma reconstrução. Não se trata de romantismo, mas de um ativo comprovado. Poucos clubes no Brasil revelam tanto, e é razoável dizer que nenhum revela melhor de forma consistente, colocando o São Paulo entre os maiores formadores de talentos do mundo.
Se esse modelo fosse mantido com disciplina, sem recaídas eleitorais e sem voltar a inflar a folha, o São Paulo poderia entrar em um ciclo mais saudável em médio prazo. Em dois anos, a dívida poderia cair para algo entre R$ 550 e R$ 600 milhões. Em três anos, abaixo de R$ 500 milhões. A partir do quarto ou quinto ano, com dívida controlada, juros menores e geração recorrente de caixa, o clube começaria a ter condições de investir novamente em nível semelhante ao de clubes financeiramente organizados, como o Flamengo.
Outro ponto fundamental para acelerar qualquer processo de reconstrução é a questão do patrocínio master. O São Paulo hoje não pode se dar ao luxo de ter um contrato de BET em patamar muito inferior ao de seus principais concorrentes diretos. Flamengo e Corinthians recebem valores significativamente maiores, o que cria uma diferença estrutural que vai além do desempenho em campo. Nesse cenário, o clube precisaria, com urgência, renegociar os termos com a Superbet ou buscar um novo patrocinador que aceite investir em valores compatíveis com a grandeza e a exposição da marca São Paulo FC. Um aumento relevante nessa receita não resolveria a dívida sozinho, mas encurtaria o caminho da reconstrução, permitindo maior previsibilidade de caixa e reduzindo a dependência de vendas emergenciais de jogadores.
O grande desafio desse plano não é técnico nem financeiro. É institucional. Exige paciência, comunicação clara com a torcida e, principalmente, dirigentes dispostos a perder popularidade no curto prazo para salvar o clube no longo prazo.
Gostar ou não dessa ideia é legítimo. Mas ignorar os números não muda a realidade. Em algum momento, o São Paulo terá que escolher entre continuar empurrando o problema ou enfrentá-lo de frente. Esse texto é apenas uma tentativa de mostrar como seria esse enfrentamento, com todos os seus custos e consequências.
Sensacional, e principalmente gestores que passem confiança e credibilidade. Algo que hoje não temos!
Concordo com a austeridade proposta mas discordo um pouco do “tamanho” da fatia do bolo que vc sugeriu cortar fora no futebol. Num clube que tem 452 milhões de gasto com pessoal eu acho que tem muito, mas muito espaço pra cortar metade ou mais do que vc propôs, fora do departamento de futebol.
A gente conseguiria manter uma espinha dorsal com alguns poucos jogadores veteranos de 28 anos pra baixo porque concordo que ir full-power-of-youth num campeonato como o Brasileirão é um risco enorme.
E sobre a popularidade “perdida” eu já acredito que o efeito seria totalmente o oposto. O torcedor tá tão desacreditado, tão desesperançoso que se alguém fizer isso e apresentar no fim do ano um balanço com um superávit excepcional, uma redução de dívida bancária grande, aumento na grana em caixa e quitação de verbas trabalhistas devidas, tudo graças um corte de custos gigantesco e um verdadeiro trabalho de gestão (que o Casares bosteja e só ele acredita que faz) seria suficiente pra torcida já querer ver essa gestão reeleita antecipadamente.
Cai de divisão e piora a crise.
Exato
No atual momento do futebol, fazer isso, é impossível, por inúmeros rebaixamentos.
“Motivos”
Xará, muito bem posicionada a sua Gestão, mas gastar 452 milhões com pessoal é muito, teria que reduzir 50% do efetivo, pois acredito que dever ter gente contratada para ter rachadinha, e mais, mudar todo o Estatuto permitindo sócio votar e acabar com este feudo que existe hoje e principalmente colocar pessoas comprometidas para Gestão, em busca de trazer de volta o SPFC ao cenário, assim como fizeram no Flamengo e Palmeiras.
Isso só funciona em time pequeno
Isso
Achei muito bacana a exposição do Marco Antônio… Pra isso tudo poder acontecer será preciso limpar o ninho das ratazanas que estão consumindo o clube e, pelo número de votos favoráveis ao presidente no próximo dia 14 teremos uma noção de quantas são…