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A Realidade Financeira e o Legado da Sustentabilidade no São Paulo: Uma Análise da Fala de Crespo
Por Filipe Cunha, Finanças Tricolor
Em um desabafo lúcido e direto após o confronto de seu time contra o Flamengo, o técnico Hernán Crespo, comandante do São Paulo, resumiu em poucas palavras o principal abismo que separa o clube paulista de seus atuais rivais mais vitoriosos: o dinheiro, mas, sobretudo, o tempo dedicado à sua gestão.
Questionado sobre a dominância de Flamengo e Palmeiras no cenário nacional e continental, Crespo não hesitou em expor a fria realidade:
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“Eu falo sempre, com dinheiro você encurta os tempos… Há quanto tempo Palmeiras e Flamengo são competitivos? É assim. Filipe Luis sabe. Depois, só com dinheiro? Não, não quero faltar com respeito aos trabalhos de Abel e Filipe, mas são situações diferentes. Com dinheiro encurta os tempos. Ali há anos e anos de investimento. Temos de ter ideias com calma e brigar pelo o que a gente pode brigar… Hoje, Flamengo e Palmeiras estão em outra situação na América do Sul. Se você for se comparar todo dia com eles, neste momento não pode. Na história sim falamos. Mas a realidade é outra. Gente, calma, humildade, trabalhar e tentar reduzir esse gap.”
A análise do treinador argentino é um espelho da verdade nua e crua do futebol brasileiro da última década e que nós, do Finanças Tricolor, tentamos alertar há muitos anos. Flamengo e Palmeiras não se tornaram potências da noite para o dia, mas sim através de uma reestruturação financeira que já dura mais de uma década. O Flamengo iniciou seu processo rigoroso de austeridade em 2013, sob a gestão de Eduardo Bandeira de Melo, há mais de 12 anos. O Palmeiras seguiu um caminho semelhante a partir de 2014, com Paulo Nobre, focado na redução de dívidas e na organização da gestão.
O São Paulo, em contrapartida, mal começou a trilhar esse caminho, e o faz com hesitações preocupantes. Enquanto a retórica aponta para a necessidade de equilíbrio financeiro, as ações no departamento de futebol têm indicado um aumento nos gastos com o futebol e uma dificuldade crescente em cumprir o orçamento planejado, resultando em um ciclo vicioso que mina a capacidade de investimento a longo prazo.
O Endividamento Líquido Acelerado
A complexa situação do São Paulo é evidenciada pela evolução de seu endividamento líquido nos últimos anos. A análise dos dados de 2018 a 2024 mostra uma escalada alarmante no débito do clube.

Em valores corrigidos pelo IPCA no período, o endividamento líquido foi de R$ 375,3 milhões em 2018 e, desde então, foi subindo de forma quase ininterrupta, atingindo patamares recordes. Embora tenha havido um respiro em 2022 (R$ 641,4 milhões), muito pela questão da venda de Antony e Casemiro para o Manchester United, a tendência de alta se manteve nos anos seguintes, culminando no número assustador de R$ 968 milhões em 2024.
Esse endividamento crescente não apenas demonstra a ausência da “calma e humildade” sugeridas por Crespo, como também comprova que o clube está se distanciando, e não se aproximando, da sustentabilidade financeira que impulsionou Flamengo e Palmeiras. É impossível competir de igual para igual quando a maior parte do dinheiro que entra é consumida pelo serviço da dívida e por compromissos herdados.
O Verdadeiro Legado: Sustentabilidade Acima de Títulos
Diante deste cenário, o presidente Julio Casares teria a oportunidade de deixar um legado que poderia transcender o imediatismo das taças. A sugestão é clara: o melhor legado que um presidente pode deixar não será um título pontual, como uma Copa do Brasil ou um Campeonato Paulista, mas sim a sustentabilidade do clube a médio e longo prazo.
A história recente já provou essa tese. Eduardo Bandeira de Melo e Paulo Nobre, ex-presidentes de Flamengo e Palmeiras, respectivamente, são lembrados até hoje como os grandes catalisadores da mudança de rumo em seus clubes. Bandeira de Melo encerrou seu mandato sem os grandes títulos que viriam depois, mas é cultuado por ter organizado a casa e fornecido a base financeira. Paulo Nobre fez o mesmo no Palmeiras. Eles não conquistaram a glória máxima, mas criaram o terreno fértil para que os títulos se tornassem uma consequência natural e sustentável.
Reforçamos que os títulos devem ser o fim de um ciclo virtuoso de boa gestão, e não o meio para atingir a sustentabilidade. Muitos dirigentes buscam uma conquista imediata na esperança de que ela “faça a roda girar”, mas a história recente prova o contrário: uma gestão responsável e organizada tem um impacto muito maior do que uma conquista pontual. O melhor exemplo disso foi 2023, ano em que o São Paulo conquistou a Copa do Brasil e o Fluminense, a Libertadores, e, no entanto, ambos os clubes registraram déficits financeiros em seus balanços.
O São Paulo precisa aceitar a sua “realidade, gente”, como disse Crespo, colocar os “pés no chão” e focar a gestão não na disputa imediata com os gigantes, mas na redução drástica de sua dívida. Somente quando o gap financeiro for reduzido, o gap esportivo deixará de ser uma realidade. Este é o desafio, e esta é a chance de Julio Casares ainda tentar gravar seu nome na história do São Paulo não apenas como o ganhador de uma Copa do Brasil, mas como o presidente da virada de chave financeira do São Paulo e que construiu a base para diversos outros títulos mais importantes e relevantes no futuro.
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“ Em um desabafo lúcido e direto”. Crespo falou o óbvio, jogou pra torcida e se meteu num terreno que um técnico nunca deve se meter. Surfou popularidade em um movimento transloucado que tomou conta da torcida são-paulina nos últimos meses, de exagerar absurdamente na crítica a nossa gestão que tem pontos positivos que precisam ser reconhecidos e pontos negativos que precisam sim ser criticados. Crespo não foi nem lúcido nem direto. Aos babacas que resolverem comentar em cima dessa minha opinião com comentários superficiais, lacradores e imaturos nem percam tempo pois essa minha conclusão já é a resposta pra vcs. Eu penso com a minha própria cabeça e não vou na onda do momento sem refletir.
Hahahahahahaha, tá de sacanagem. Exagerar absurdamente nas críticas contra a diretoria? É por essas e outras que estamos nessa situação. Só um palmeirense e corintiano infiltrado pra ainda enxergar algo de positivo nessa gestão nefasta. O pior traído é aquele que se recusa a enxergar a traição. Depois de tantas mentiras do Casares ainda tem gente que o tenta fazer parecer razoável. Patético
Ao pressupor que só babacas vão comentar sua opinião vc mesmo já se suicidou retoricamente.
Tenha um bom dia.
Vc depreender que quando eu me refiro aos babacas eu estou me dirigindo a todos os comentários que serão feitos diz muito sobre sua capacidade de compreensão de texto, pra dizer o menos, ou má fé
Depreender? Acho que vc quis dizer repreender, e eu não te repreendi, não sou moderador nem dono daqui pra fazer isso. Até porque vc não falou nada fora das regras.
Só dei minha opinião mesmo. E vou me abster de prolongar o assunto “compreensão de texto” porque já tirei minhas conclusões sobre vc.
Ah, agora entendi. Vc quis dizer no sentido de compreender, não foi erro de digitação. Minhas desculpas.
E sim, entendi que vc estava estendendo a qualquer um que porventura viesse responder. Se não é o caso, desculpas novamente. Nenhum problema em admitir que me equivoquei.
Estamos em 2025, entrando no ultimo ano do segundo mandato do Casares. Falar em “gestão Bandeira de Mello” soa ridículo. Não se apaga o passado, as mentiras, mas se corrige rotas. Tudo isso que o texto prega é o que foi prometido em 2020 para implementação em 2021, com austeridade financeira. Tudo foi mudando ao longo do tempo e depois ganhou um rótulo: “recuperar a autoestima do torcedor”.
A sensação é que nós perdemos 5 anos de reestruturação séria para viver a aventura de um presidente que queria cravar um titulo como legado. Não fui eu quem decidiu por isso, foi o planejamento do presidente que achou que saude financeira era muito pouco e não dava marketing. Quando contratou James, Lucas, Oscar, ou qualquer outro, ele sabia exatamente onde estava se enfiando. A surpresa era nossa, não dele que tinha relatórios financeiros e acesso a tudo.
O “legado” pra ser entregue é a interrupção da própria aventura, como tem sido feito, com as mentiras, entregar um orçamento verdadeiro, pagar salário em dia e deixar o clube no 0x0 para a próxima administração. É o mínimo que se espera de quem torra ativos, envolvendo até jogadores de 16 anos, pra fechar com superavit.
Excelente comentário Fábio, assino embaixo e não mudo uma vírgula.
Colocou no papel o que todo mundo tem vontade de falar! Parabéns pelo comentário!!!
Exatamente. Excelente comentário 👏. Ao contrário do comentário acima
Perfeito, amigo.
A única coisa que discordo do seu comentário é sobre isso: “A sensação é que nós perdemos 5 anos de reestruturação séria para viver a aventura de um presidente que queria cravar um titulo como legado.”
Não é uma sensação, mas um fato concreto.
Impressionante o que eles fizeram de 2023 para 2024 / 2025.
Não é possível achar justificativas para isso.
2024 foi escabroso mesmo. Sair da fila no paulista com o Crespo já tava de bom tamanho pra uma gestão que prometeu sanar dívidas. Mas a ambição (no bom sentido) mesmo sem muitos recursos fez querer mais e ganhamos a CB porque sentimos que era o nosso ano. Ganhamos.
Mas depois do título da CB era a hora certa de abrir o jogo, dizer que o armário dos troféus tava sacramentado e agora ia começar de verdade verdadeira as vacas magras porque saiu caro conseguir esse título.
Nunca vou esquecer a alegria que senti naquele dia e nunca vou fingir que não foi a administração do Casares a responsável por isso e essa gratidão de mim ele sempre vai ter. O problema é o que veio depois disso. Era só ter cumprido as promessas de campanha, só isso.
O casares acabou com o SPFC. Esse é o legado que ele deixou.
Pior presidente da história…
2025 ,o que transpareceu e que houve um movimento desesperado pra arrumar receitas extras, por que havia grandes chances de ser um novo ano deficitário e a nossa conta passar do bilhão…
Gestão visando títulos somente cai numa armadilha fatal , pode até ter títulos, mais destrói financeiramente o clube.
Um outro exemplo parecido e o internacional ,o atual presidente pegou com uma dívida de 400 milhões, investiu tudo que podia pra dar algum título ao inter, vendendo até os direitos de tv por ,50 anos. Não conseguiu um título relevante e deixa o clube com uma dívida de 1.1. Bilhao
É tão óbvio o que essa gestão fez ao clube: piorou e muito, além de atrasar talvez uma década a recuperação financeira tão necessária e falada por todos.
Os anos ainda irão mostrar o que de fato acontece por detrás.
Quem defende qualquer coisa vinda ou falada por algum membro dessa gestão não é são-paulino de vdd.
Pq é óbvio o quão prejudiciais esses caras dessa gestão são o clube.
O São Paulo está muito atrasado na corrida em que vários estão se arrumando aqui no país.
Há 10 anos atrás, quando o Leco (de triste memória) assumiu no lugar do Aidar, eu cheguei a postar aqui que, se fosse prá ficar 2 ou 3 anos sem ganhar nada prá equilibrar as finanças (na época, a dívida do SP era de 200 e poucos milhões), ok, que assim fosse, para depois retomarmos o nosso protagonismo no cenário nacional e sul-americano. Ou seja, lá pro final de 18 e início de 19 estaríamos numa condição bem melhor financeira, e Leco, mesmo sem título, seria lembrado como o cara que deixou o SP redondo financeiramente.
Mas vimos o que ocorreu….
Casares ganhou títulos, mas piorou a equação financeira. Ou dá uma virada de chave a partir de agora, fazendo a coisa de forma correta, ou o calvário financeiro vai se prolongar….
Troll detectado.
Zanquetta, por gentileza, pode efetuar a desinfecção do blog?
Esse aí já é manjado….
Cara, todo dia…
Gratidão pela limpeza.
E conte comigo, sempre.
tmj irmao
Perdi a treta 😿
Kkkkkk
Era só mais um idiota tentando fazer gracinha…
Nada demais. Mas o Zanca agiu rápido….
Rssss
O descolamento de Palmeiras e Flamengo são méritos das gestões desses dois clubes. Se as pessoas deixassem de ser repetidoras de opinião e pensassem iriam perceber que ambos não descolaram somente do SPFC, descolaram de 100% dos outros clubes brasileiros que não fizeram algum tipo de projeto de reconstrução. Botafogo e Cruzeiro tb estão tentando algo diferente e é possível que dê certo. Mas temos que aguardar.
A situação lamentável financeira do SPFC não é resultado dessa gestão e sim o conjunto de gestões dos últimos 15 anos no clube inclusive os últimos. Não vou ficar repetindo aqui porque isso é o básico que alguém deveria olhar antes de dar opinião sobre o assunto: Casares pegou o SP bastante ferrado financeiramente. Fez uma série de movimentos positivos e outros ruins, o pior e mais grave foi o ano de 2024. Atrasou um ano a reestruturação financeira. 2024 era pra ter começado. Esse erro ele vai pagar caro. Já está pagando.
Então não repita uai.
Ué, não repeti mesmo
Assim dizer dos ultimos 15 anos é muita coisa, em 2010 fomos semifinalista de libertadores por exemplo.
A situação politica piora muito com o Aidar, com Leco são altos e baixos até 2019, mas o que sobra é muito ruim pq vem a pandemia em 2020.
O pior legado do Casares é a falta de transparência e como ele fica num lero lero sem fim, não passa seriedade.
A copa do Brasil custou 300 milhões pra gente e a divida continua aumentando mesmo com o Fidc e suas regras (gasto de futebol aumentou em 2025 e as vendas dos jovens foi pra buscar o superavit a qualquer custo).
E agora é um clima de desilusão, na Libertadores eliminados por times sem tradição em casa, estamos desolados.
O clube foi sequestrado e estão manipulando nossa paixão.
Mas na democracia vc tem todo direito de opinião e de querer passar pano.
Concordo tb com o legado da falta de transparência. É outro defeito grave dessa gestão.