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SPFC: Libertadores ou não Libertadores: eis a questão
Nos últimos dias, voltou à tona uma discussão que, à primeira vista, parece absurda: o São Paulo deve ou não disputar a Libertadores?
A resposta é óbvia. Sim, é claro que deve.
Todo são-paulino quer ver o time na Libertadores. Esse torneio faz parte da nossa identidade, da nossa história e da nossa alma.
Mas, apesar da obviedade da resposta, é compreensível o questionamento de uma parte da torcida.
E ele nasce da forma como o clube tem se comportado nos últimos anos: mesmo atravessando uma crise financeira, a diretoria se empolga, muda o rumo do planejamento, faz apostas caras e acredita que um lampejo de sorte ou um nome de impacto pode resolver o que falta de estrutura.
A história do São Paulo é feita de trabalho
O São Paulo nunca foi um clube do acaso.
Nada na história tricolor aconteceu por sorte ou improviso.
Antes de ser campeão da Libertadores de 1992, o São Paulo foi campeão brasileiro em 1991 e finalista em 1990.
Ou seja, havia um projeto sendo construído, uma base sendo mantida, um time amadurecendo.
O mesmo se repetiu em 2005.
O trabalho começou antes, com ajustes pontuais, coerência e visão de longo prazo. Em 2005 o time fez um Paulista avassalador, conquistou a Libertadores, e pavimentou o caminho para três títulos brasileiros consecutivos.
Em todas essas conquistas, o padrão foi o mesmo: O São Paulo não montou um time para ganhar a Libertadores.
O São Paulo montou um time — e esse time ganhou tudo.
Temos a exceção de 2023, quando, em meio a um momento conturbado, o clube conquistou a Copa do Brasil.
Foi um feito grandioso e simbólico, mas foi uma exceção.
E exceções não podem virar método.
A armadilha do imediatismo
É por isso que parte da torcida se divide quando o tema é Libertadores.
Não por falta de paixão, mas por receio de que o clube repita os mesmos erros.
De que, em vez de seguir um plano, volte a se guiar pela emoção do torneio, sacrificando coerência e equilíbrio em nome de uma aposta.
Mas o São Paulo não é um clube de lampejos. É um clube de processos.
E precisa voltar a se comportar como tal.
O planejamento não pode depender de uma classificação ou de um torneio.
Ele precisa ser feito para o dia a dia, para o Campeonato Brasileiro, para as 38 rodadas de constância, trabalho e coerência.
Um time que vai bem no Brasileiro naturalmente se classifica para a Libertadores e tem mais chances de fazer um bom papel em copas.
Mas o contrário não é verdadeiro.
Nossa história nos mostra o caminho
O São Paulo participou 23 vezes da Libertadores e venceu três.
E todas as vezes que levantou o troféu, o fez porque havia uma base sólida por trás.
Havia continuidade, planejamento e convicção.
Nossa história nos ensina que o caminho do São Paulo é o caminho do trabalho, não o do imediatismo.
Que títulos não se compram, se constroem.
E que a verdadeira grandeza está em planejar bem, executar com disciplina e colher os frutos no tempo certo.
A Libertadores deve ser consequência, nunca o atalho.
O São Paulo precisa voltar a fazer o que sempre soube fazer melhor: trabalhar com método, convicção e consistência.
O Planejamento 2026
O calendário de 2026 será desafiador.
E a menos de 60 dias do início do novo ano, o São Paulo não pode mais adiar o seu planejamento.
Na verdade, já deveríamos estar executando esse plano, não discutindo se ele deve ou não existir.
Espero, sinceramente, que nas discussões internas, a diretoria tenha clareza sobre qual deve ser o foco:
montar um time competitivo, com elenco equilibrado, capaz de disputar as primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
Essa deveria ser a primeira meta do São Paulo: ter um time capaz de ficar entre os cinco primeiros colocados do Brasileiro.
Se conseguirmos isso, o resto vai acontecer naturalmente.
Com trabalho, coerência e continuidade, a vaga na Libertadores virá como consequência, assim como as conquistas.
Porque o São Paulo não nasceu para viver de lampejos. Nasceu para fazer história.
Texto de Daniel Menezes
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Essa que é bronca com essa diretoria,e não tem como não ver que essa diretoria todo ano faz um planejamento para o ano seguinte,e as vezes como disse o texto,atrasa em começar o planejamento.Essa diretoria já acostumou a se perder nos planejamentos,e começar a ir pela empolgação,e o pior esperar na sorte para se classificar para as libertadores,lutar no meio da tabela,e nas últimas rodadas vê o que vai dar.Isso deixa qualquer um na bronca,e essa bronca as vezes pode ser confundida por não querer apoiar o time.E não é por aí,enquanto essa diretoria continuar com esta política onde chegam a fugir do planejamento que ela fez,e se perder toda ficando na torcida pela sorte,não vamos nunca ter um time forte que possa competir com as primeiras colocações.
Ótima análise Daniel… Precisamos de mudanças significativas e urgentes pra recomeçarmos no caminho certo… Saudade dessa época…
Por mim, não deve.
Estamos em reconstrução? Então vamos pensar como reconstrução:
A reconstrução do São Paulo é voltar a mandar no seu quintal (ganhar clássicos, se possível, o Paulista); pagar boletos; voltar a estar nas cabeças do Brasileiros, como sempre foi a nossa história.
Deixar de cuidar dessas três coisas pra aventurar Libertadores é uma tremenda tolice, e apenas a repetição tosca das últimas duas décadas.
Independente da aleatoriedade das copas, sempre que o São Paulo foi campeão da Liberta, foi resultado de um processo: 92/93/05 nós ganhávamos clássicos e Paulistas, sem sofrer goleadas pra rival e, ou fomos campeões de Brasileiro, ou fizemos finais recentes, ou comandamos arrancadas espetaculares. A nossa força sempre era mostrada.
Hoje em dia, passamos longe disso. Perdemos a supremacia no Choque-Rei e ninguém se importa. O small está numa das piores crises da história, e partidas que temos condições de vencer, nós empatamos, e continuamos a ter menos vitórias que empates no Majestoso. Entramos em superávit recente por vendas rebotes, entramos na Liberta porque o campeão termina na nossa frente em pontos corridos. Tá tudo errado, se o objetivo é a reconstrução.
Eu escolho fazer diferente para colher diferente.
Libertadores NÃO pode ser a prioridade de 2026.
BBC – Boletos, Brasileiro e Clássicos.
Acompanho o relator e acho que já falei algo parecido uns tempos atrás.
O problema da gestão Casares é que ganharam um Paulista, chegaram em 2 finais no ano seguinte, depois conquistaram a inédita Copa do Brasil há 2 anos atrás, é já se vão 2 anos e acharam que já dava pra competir de igual pra igual com o Flamengo, porcada e os times com dinheiro das SAF da vida. Aumentou demasiadamente os gastos com o futebol e erraram mais do que acertaram no planejamento.
Deram um passo gigantesco maior que a perna.
Lógico que sim. Tem que brigar por isso enquanto tiver chance. Se chegar lá é por mérito, e se for por mérito tem tudo para fazer um bom papel na competição. Aliás, mesmo com desclassificação, nas últimas duas fizemos um bom papel.
Não precisamos de muito para dar um salto de qualidade. A base do time é boa.
Por pior trabalho que a diretoria faça,mesmo com as desclassificações dos últimos anos,mesmo com alguma limitação,mesmo que ajude o rival,mesmo com todos os problemas,a libertadores tem que ser prioridade ela faz parte da nossa história,e isso não podemos perder.Tendo um pingo de chances temos que lutar.
Séria difícil ver o time do varmeiras campeão,mais séria pior ver o São Paulo desistindo desta vaga para as libertadores.
Independente de Libertadores, acredito que o legado que o Casares vai tentar deixar é reduzir um pouco da dívida que ele ajudou a aumentar. Como o orçamento do futebol foi irreal em 2025, e foi pontuado pela Outfield, esse deve ser um motivo de atenção pra 2026. Renegociar contratos e diminuir a folha de pagamento deve ser uma das metas, deixando pouco espaço para novas entradas a menos que a limpeza seja enorme.
O que eu espero para a proxima temporada é algo parecido do que vimos em 2025 fora do futebol: vendas de jogadores, baixo ou nenhum investimento em contratações e oportunidades de mercado. Pra mim já seria um avanço absurdo se dessem atenção a reestruturação do DM e preparo físico, assim como melhor precificação dos jovens. Porém, quando não há autocrítica, eu só acredito vendo.
Enquanto houver chances de brigar pela Libertadores, o time tem que tentar estar lá e usar os poucos recursos do clube com mais responsabilidade!!!!
Mas tem que tentar sim, se vai conseguir, já é outra história…
Não espero nada desse Casares, a não ser o clube cada vez mais de ladeira a abaixo. #fora casares!
Com esses mesmos caras na direção, esquece.
O tempo já mostrou que eles não entendem de nada disso que o texto explica.