Crespo, pupilo de Ancelotti, e o reencontro de mestre e discípulo no futebol brasileiro

Carlo Ancelotti e Hernán Crespo posando juntos, em um evento de futebol, com a camiseta do Milan ao fundo.

Hernán Crespo e Carlo Ancelotti, dois nomes de destaque do futebol internacional, agora compartilham o mesmo cenário: o Brasil. Crespo, que retorna ao comando do São Paulo, é declarado pupilo de Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira. A relação entre ambos vai muito além da admiração à distância e se consolidou ao longo de anos de convivência e aprendizado direto.

Crespo foi comandado por Ancelotti no Milan, na temporada 2004/2005, e mais tarde, já aposentado dos gramados, buscou o italiano como mentor em seu estágio no Paris Saint-Germain, acompanhando treinos e absorvendo conceitos fundamentais para sua formação como treinador. Em entrevistas recentes, Crespo destacou que Ancelotti foi essencial para que ele entendesse a importância do relacionamento humano no futebol, valorizando não apenas o atleta, mas a pessoa por trás do jogador.

“Ancelotti me ensinou que ao final somos pessoas, como todos. E que todos têm coisas boas e ruins. E importante é relacionar, esse é o caminho. Entendendo a personalidade de cada um. Não vou ser Carlo, Bielsa… Tratarei de fazer o melhor possível, mas seguramente sem imitar ninguém. Porque a imitação tem vida curta. Cada um é como é e como crê que pode ser. Com erros e virtudes, porque do outro lado também tem erros e virtudes. E Carlo é exemplar”, afirmou Crespo.

Além do convívio direto, Crespo aplicou no São Paulo muitos dos fundamentos aprendidos com Ancelotti, como a valorização da base, a adaptação tática ao elenco e a confiança em jovens talentos. Sua passagem anterior pelo clube já havia mostrado reflexos da “escola Ancelotti”, com frases marcantes e uma gestão próxima dos jogadores.

A chegada de Ancelotti à Seleção Brasileira marca um novo capítulo na história do futebol nacional, trazendo um dos técnicos mais vitoriosos do mundo para liderar o Brasil até a Copa do Mundo de 2026. O reencontro de mestre e discípulo, agora ambos em solo brasileiro, promete enriquecer ainda mais o cenário tático e humano do futebol do país, com a troca de experiências e filosofias que transcendem fronteiras e consolidam uma linhagem de grandes treinadores.


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