Allan Barcellos ministra curso da licença A da CBF em Cotia

O técnico Allan Barcellos foi convidado pela CBF Academy para ministrar aulas na Licença A para Treinadores de Futebol, voltadas ao tema treinamento técnico, tático e estratégico. Esta já é a segunda vez que o treinador é convidado pela CBF para ser professor no curso.
Atual campeão da Copinha e Copa do Brasil Sub-20, Barcellos é referência na formação de atletas e um dos técnicos de base com maior projeção no cenário brasileiro atual, o que se tangibiliza pelo convite da entidade.

No âmbito acadêmico possui ampla formação, com MBA pela USP, pós-graduações com especialização em futebol, todas as licenças de treinadores da CBF Academy, além dos certificados de Coordenação Metodológica e Gestão Esportiva, também pela entidade máxima brasileira.
Em em meio a isso a equipe do SPFC comandada pelo Allan está disputando os Campeonatos Brasileiro e Paulista da categoria, com nove jogos de invencibilidade, superando as dificuldades que enfrentaram no início da temporada com as subidas de atletas ao profissional e divisão do elenco em duas equipes(sub-19 e sub-20).
Descubra mais sobre Blog do São Paulo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
A CBF é muito doida.
A licença A já permite trabalhar em clubes profissionais a nível estadual. O professor nunca treinou um time profissional.
Não que o Allan não tenha um baita futuro pela frente, mas se o curso tem como objetivo preparar bons profissionais, o professor deveria estar níveis acima dos alunos, não no mesmo patamar.
Hmmm… é um pouco discutível na minha opinião. Não sei como está o mercado pra técnicos desse calibre com essa bagagem terem disposição e disponibilidade pra ministrar cursos, além da experiência profissional tem que ter um preparo no sentido da docência bom também.
Acho que entre escolher “bondes velhos rodados” do “aqui é trabalho” eu acho interessante dar oportunidade pra alguém novo que aparentemente tá com sangue no zóio e parece ter um futuro brilhante como mencionado. Teoricamente ele “sabe” o que precisa, só não “viveu” isso na prática, o que não invalidada o conhecimento num curso “teórico”.
Não sei se me fiz entender hehe, mas eu concordo que seria bom a gente ter uns mitos pra ministrar esse tipo de coisa.
Eu entendi e concordo hehe.
Mas a real é que no ciclo vicioso do mercado brasileiro (que nunca ou quase nunca se importou em formar) – é complicado mesmo.
Obviamente os tops estarão indisponíveis (de qualquer mercado), mas se você tem uma reserva de mercado suficientemente grande, você vai ter alguns mais velhos disponíveis (alta experiência), medianos entre trabalhos (média experiência) e jovens com alguma experiência.
É mais ou menos como funciona corpo docente de faculdades boas. Óbvio que o bambambam está no mercado trabalhando, não é o recém formado, por mais brilhante que seja, que vai dar aula – e não é por ele não ter conteúdo ou potencial, mas por questão de experiência (no meio acadêmico isso pode vir pela experiência profissional ou pelo tempo de pesquisa).
O problema no caso da CBF é que o curso é zero pensado para formar gente boa (o que iria requerer tempo e investimento, trazer gente de fora). Foi mais uma resposta para a óbvio falta de qualidade local – e aí fizeram um curso que é mais caça níquel do que qualquer coisa.