Depois do Baile: Hora de Acordar, São Paulo – por Daniel Menezes

Torcedores do São Paulo demonstrando desapontamento durante um jogo, com expressões de desânimo e preocupação.

Ontem o São Paulo tomou um baile do Vasco, no Morumbis. Em casa. Contra um time que até outro dia era piada nacional. Podem falar o que quiser: desfalques, dificuldades, frio, gramado, mercúrio retrógrado… mas perder daquele jeito para o Vasco, em pleno Morumbis, é inadmissível. Quem sofre uma derrota como essa precisa ligar todos os sinais de emergência.

Alguns textos atrás, eu comentei que havia desistido do Zubeldía. Depois, com os bons resultados, aceitei a felicidade que eles me trouxeram. Preferi ser feliz a ter razão. Mas hoje me pergunto: aqueles resultados foram um voo de galinhaO último canto do cisne? Um suspiro de quem já está morrendo?

Neste momento, não me importa ter razão. Não me interessa discutir se o esquema era bom, se ele é estudioso, se o elenco está fechado com o técnico. O que me importa é o futuro do São Paulo. E, olhando com frieza, me parece que o futuro do São Paulo e o de Zubeldía não deveriam mais estar atrelados.
Na verdade, nem vou mais falar do técnico — porque, neste momento, manter ele no cargo é praticamente assinar um atestado de desistência do ano.

O ponto que não pode passar batido: no início do ano, o São Paulo até poderia ter decidido priorizar as Copas. Tocar o Brasileirão com o freio de mão puxado e mirar alto nas competições eliminatórias. Mas isso já não faz sentido algum. Os últimos resultados e a atual colocação na tabela colocam o clube em alerta máximo.

Acordei cedo hoje, incomodado, inconformado, p*to… e fui analisar: qual foi o percentual de aproveitamento de pontos do 17º colocado (o primeiro rebaixado) nos últimos três anos?

  • 2024: 36,8%
  • 2023: 37,72%
  • 2022: 32,5%

Hoje, após 12 jogos, o São Paulo tem 33,33% de aproveitamento. Com essa pontuação, só escaparíamos do rebaixamento em 2022 — e por pouco. Em 2022, o primeiro time salvo fez 36% dos pontos.

Ou seja: o sinal vermelho não só está aceso — ele está piscando forte.

Os próximos jogos do São Paulo no Brasileirão são:

  • Flamengo (fora)
  • Bragantino (fora)
  • Corinthians (casa)
  • Juventude (fora)
  • Fluminense (casa)
  • Internacional (fora)
  • Vitória (casa)

Quer fechar o primeiro turno em uma posição menos dramática? Precisa fazer 25 pontos, ou 43,85% de aproveitamento. Hoje temos 12. Isso significa que precisamos de 13 pontos nos próximos 7 jogos.

Vamos às contas baseadas em resultados “normais” em um cenário otimista:

  • Derrotas para Flamengo e Internacional
  • Empates com Bragantino e Corinthians
  • Vitórias contra Juventude, Fluminense e Vitória

Esse cenário otimista nos dá 11 pontos, fechando o turno com 23 pontos (40,35%). E olha que esse é o cenário otimista. O problema é que tudo precisa dar certo para ficarmos apenas no limiar da zona de rebaixamento.

Não dá mais para se iludir com Copas. Essa não pode ser nossa prioridade.

Enquanto o time não atingir ao menos 45% de aproveitamento no Brasileirão, não pode haver mais descanso, rodízio ou foco alternativo. Esse deve ser nosso sinal de alerta. Esse é o termômetro que mede se podemos sonhar com algo ou apenas sobreviver.

Acorda, São Paulo.
Nossos rivais já viram esse filme antes — e não gostaram do final.
A diferença é que ainda dá tempo de mudar o roteiro. Mas só se a gente parar de brincar com a sorte.

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