Vista do gramado do estádio com o logo do SPFC em primeiro plano, céu nublado ao fundo.

O Dilema Tricolor: Metas Esportivas, Realidade do Elenco e os Riscos para o Futuro

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Nos últimos dias, estive refletindo sobre as metas esportivas do São Paulo para o ano de 2025. Segundo o planejamento, o time deveria: avançar nas fases finais do Campeonato Paulista, chegar ao menos às quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores, e terminar entre os seis primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Olhando para o elenco e para as decisões que foram tomadas no início da temporada, uma dúvida inevitável surge: é possível entregar esses resultados com o elenco atual?
Minha percepção é que será muito difícil.

Reduzimos o número de jogadores e optamos por uma melhora técnica, com atletas mais experientes e de maior qualidade. No entanto, essa escolha tem um custo: aumento da média de idade, menor resistência física e maior tempo de recuperação após jogos e lesões. Ou seja, além de termos menos jogadores disponíveis, temos menos jogos por jogador ao longo do ano. E isso se reflete diretamente na performance do time em uma temporada que exige constância.

Ao observar a tabela do Campeonato Brasileiro, fica claro que, tirando os clubes com grandes investimentos, os times que estão melhor posicionados são justamente os que não disputam três competições ao mesmo tempo. Eles conseguem poupar, treinar e recuperar fisicamente entre as rodadas. Isso faz uma diferença gigantesca — como ficou escancarado, por exemplo, no jogo contra o Mirassol, quando enfrentamos uma equipe mais descansada e intensa.

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Voltando ao ponto inicial: e se o time não avançar nas Copas?
Aqui entram duas consequências que precisam ser discutidas com seriedade:

1. Já existe, no orçamento de 2025, a necessidade de vender jogadores.
Porém, se não avançarmos nas Copas, teremos que realizar vendas adicionais, pois deixaremos de contar com as receitas projetadas de premiações e bilheteria.
O problema: na atual realidade, estamos com dificuldade para valorizar nossos ativos. Isso nos leva a vender jovens promissores por valores baixos, como foi o caso do lateral-direito Ângelo. Se nada mudar, preparemo-nos para ver mais jogadores saindo nessas condições.

2. Se não avançarmos nas Copas e não terminarmos o Brasileirão na zona de classificação para a Libertadores, ficaremos fora da competição em 2026.
E isso é um risco enorme. A Libertadores é, além do sonho de qualquer são-paulino, uma das principais fontes de receita do clube.
Sem essa receita, teremos um orçamento menor no próximo ano — mesmo com compromissos financeiros já firmados, como compras de jogadores e salários altos de atletas com contratos mais longos. Ou seja: menor receita, mesma despesa. Essa equação não fecha.

E aqui vai uma crítica necessária: me parece que a diretoria montou o orçamento sem olhar de maneira coerente para o elenco, suas decisões e seus objetivos.
Reduzir elenco, não fazer investimentos, planejar vendas no meio do ano e, ao mesmo tempo, prever que o time avançará nas Copas e terminará bem no Brasileiro?
Não dá para ter tudo isso ao mesmo tempo. Algum desses elementos teria que ser revisto. E a falta dessa revisão pode custar caro.

A verdade é que estamos em um dilema. As escolhas feitas no início do ano — seja em relação à montagem do elenco ou à definição das metas — colocam o clube em um caminho arriscado. E essa predileção pelas Copas, que são mais imprevisíveis por natureza, pode comprometer a nossa presença na Libertadores de 2026.

E, num momento como o atual, ficar fora da Libertadores não é só um problema esportivo — é uma questão de sobrevivência financeira. Por: Daniel Menezes


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