“Pegou mal e tomou sermão do São Paulo” – jornalista conta bastidores de Bobadilla após Libertadores

Jogador do São Paulo, vestindo uniforme do time, driblando a bola durante uma partida em campo.

Damián Bobadilla, volante do São Paulo, tomou um “sermão” da diretoria do clube após ser acusado de xenofobia durante uma partida contra o Talleres, pela Copa Libertadores. O episódio ocorreu depois que o jogador venezuelano Miguel Navarro afirmou ter sido chamado por Bobadilla de “venezuelano morto de fome”, o que gerou forte repercussão negativa tanto dentro quanto fora do clube.

Após prestar esclarecimentos à diretoria, Bobadilla não foi multado nem afastado, mas foi advertido internamente e passará por um processo educativo de compliance, que envolve orientação e educação sobre condutas adequadas, semelhante ao que ocorre em empresas. O São Paulo também emitiu nota oficial repudiando qualquer manifestação de discriminação e afirmou que dará suporte jurídico ao atleta durante o processo administrativo aberto pela Conmebol e a investigação policial, que apura o caso como possível injúria racial:

“O Bobadilla prestou esclarecimentos à diretoria de São Paulo, que conversou com ele. O Bobadilla falou o que disse, deu toda a explicação e aí o São Paulo tomou a decisão — não vai ter multa, não vai ser afastado, mas houve um sermão no Bobadilla.

Isso é fato, ele tomou um sermão, e o Bobadilla agora vai passar por um processo de compliance no clube, como se fosse uma empresa. Ele vai passar por processo de educação”

Bobadilla se pronunciou publicamente, dizendo que nunca teve intenção de discriminar e pediu desculpas pelo ocorrido, atribuindo o episódio ao “calor do momento” da partida. O caso segue sob investigação tanto na esfera esportiva quanto criminal, podendo resultar em punições ao jogador e, eventualmente, ao clube.


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