De Zubeldia à Filipe Luís, técnicos estão sob forte holofote e cobranças independentemente da situação

Técnico do Flamengo em entrevista, usando uniforme azul com detalhes em vermelho, sentado à mesa com copos de água ao fundo.

O técnico do São Paulo passou os últimos meses com instabilidade fortíssima de ficar ou sair no cargo do Tricolor. Zubeldia oscilou, o time oscilou, E as críticas vieram. Muitas saídas, muitas lesões, resultados oscilando, seguiu criticado e com risco.

Filipe Luís, veio com carisma de ex jogador campeão. Chegou vencendo, mal perdeu, só 1 jogo até o início de 2025. Ganhou Copa do Brasil, ganhou Carioca, Supercopa. Mas, como sabemos, o Flamengo é aquela história de sempre: mesmo quando está tudo bem, os caras conseguem se afundar. Hoje, Filipe Luís é detonado pelos flamenguistas.

Mesmo com resultados recentes, títulos, ele segue apanhando e sendo questionado. Mano Menezes caiu no Fluminense. Foi para o Grêmio no lugar do disputado técnico campeão argentino Quinteros que caiu rápido. Roger Machado era escanteado, chacota. Foi para o Juventude, ascendeu. Parou no Inter, eliminado de tudo fez um fim de torneio em 2024 absurdo no Inter, levou à Libertadores. Ganhou o Gaúcho após anos, paz? Não. Já está criticado.

Retrato de dois treinadores de futebol: à esquerda, um treinador do São Paulo com cabelo longo e uma camisa cinza com logo do clube; à direita, um treinador com cabelo curto e uma expressão séria, usando uma camisa verde.

Dorival, o maior campeão recente no Brasil ao lado de Abel Ferreira. Seleção, tempo de trabalho? Paz? Não, demissão. Hoje reinicia no Corinthians que demitiu o técnico que venceu um título lá depois de 6 anos…insano? Caixinha, disputado, mal conseguiu ficar no Santos, caiu e agora já querem derrubar o sucessor, o ex assistente de Tite.

Diniz caiu no Cruzeiro, reformulou. Leonardo Jardim chegou e já queriam demitir, agora pegou fôlego com mudanças e dispensas. Carille caiu no Vasco. Pepa, campeão estadual no Sport, caiu. Barbieri caiu no CAP. Carpini que fez milagre no Vitória, questionado. Vojvoda, apanhando dos torcedores do Fortaleza. Renato Paiva, mal chegou ao Botafogo já querem sua cabeça.

Abel Ferreira, quem diria, seria fim de ciclo? A torcida palmeirense pedia após a perda do Estadual e passar em branco em 2024 só com um Paulista e mais de R$ 800 milhões em reforços. Quem mais investe, mais quer. Casos de Flamengo e Palmeiras, Botafogo e Cruzeiro…nós investimos em quem? Não contratamos ninguém em 2025 com cash, só jogadores livres, trocas ou acertos.

Isto não é um discurso de defesa de Zubeldia, até porque quem vos escreve já entendeu em um momento este ano que era fim de ciclo. Mas, esse cenário, que poderia ser ampliado porque é fácil pegar exemplos, é bizarro e inaceitável. No fim de 2023, Ceni que hoje está exaltado, precisou de Ferran Soriano do Grupo City para defendê-lo. Assim é o Brasil e isso precisa ser repensado.

É notório que quem não gosta do Zubeldia vai repudiar o texto e quem gosta vai enfatizar. O ponto não é este, não se limite a isto, podemos mais, concorda? Seja menos reativo e mais reflexivo a ponto de entender o que se passa. Sem grana, sem dinheiro para investir e com um cenário desafiador, trocas constantes de técnicos são o melhor caminho?

Técnico de futebol com expressão séria, vestindo camisa escura, em ambiente de estádio.

Não é nítido que independentemente de técnico nosso 2025 será complicado de todas as formas? Com Zubeldia ou sem? Precisamos ir além e pensar melhor que só gritar as mesmas coisas de sempre em um ano que se pede mais.

É pedido entendimento, paciência, assertividade e firmeza de decisões para não “Coringar 2024” no meio do ano e sim “Flamengar 2013”.

Alexandre Zanquetta


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