
A situação do São Paulo retratada nesse balanço realmente levanta pontos de atenção — um déficit de R$ 287 milhões e uma dívida total próxima de R$ 1 bilhão não são números simples de administrar, especialmente em ano de centenário, que carrega ainda mais pressão tanto esportiva quanto institucional.
Alguns pontos interessantes que surgem dessa notícia:
🧾 Aprovação mesmo com déficit
Apesar do rombo, 80% dos conselheiros aprovaram as contas. Isso mostra que:
- Ou a diretoria conseguiu passar confiança na estratégia de recuperação,
- Ou o ambiente político dentro do clube ainda favorece a atual gestão.
💸 Aumento da dívida
De R$ 856 milhões para R$ 968,2 milhões em um ano — crescimento de mais de R$ 110 milhões. Parte disso parece estar ligada à prática de antecipar receitas futuras (como direitos de TV, patrocínios etc.) para cobrir dívidas antigas. O novo modelo do fundo de investimentos tenta corrigir isso, retendo 40% dos ativos futuros para garantir fluxo de caixa mais saudável.
🛠️ Medidas tomadas
A criação do fundo de R$ 240 milhões é uma aposta ousada. Pode ajudar a reequilibrar o caixa no curto prazo, mas também pode aumentar a pressão no médio prazo, já que parte da receita futura já estará comprometida.
📉 Reflexos no futebol?
Com esse cenário, a tendência é que o clube seja mais cauteloso no mercado, apostando em contratações de baixo custo ou oportunidades de ocasião. A chegada do Oscar e a volta do Lucas, por exemplo, são mais ligadas a vínculo emocional e condições especiais do que grandes investimentos.
💬 Frase do Carlomagno chama atenção:
“É doloroso? É. É doído? É. Mas depende de muita gente mudar o ‘start’ interno.”
Isso mostra uma percepção de que o problema é estrutural, não só financeiro. É uma tentativa de cultura de mudança, mas isso costuma demorar a surtir efeito — especialmente em clubes com histórico de gestões questionáveis.
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Absolutamente zero surpresa, e não é pela confiança na estratégia.
Aprovar é uma coisa, ficar indignado é outra coisa.
Ao que parece , por não termos relatos a respeito, não devem ter manifestado indignação, discursos inflamados contra a gestão, etc.
Será que esse pessoal acha que essa situação vai durar para sempre ?
Vivem em Nárnia ?
diferente de uma empresa privada, clube nao quebra e os socios nao respondem pelas dividas, a nao ser que sejam avalistas individuais! entao a boquinha sai gratuita, ate para os que nao sabem nem o que estao fazendo, Ricardo!
Salvem o tricolor paulista, amado clube brasileiro…
Amigos aliancistas já me avisaram que vão jogar com alguns juvenis. O Alianza é um time sub40 com juvenis no elenco. Eu fiquei calado. Ficaria feio se eu usasse a mesma desculpa.
5 jogadores titulares fora.
4 deles suspensos.
Meu Deus!!! Leopoldo II
Essa foto do salão nobre do SPFC é o retrato do SPFC.
Cara de coisa velha, ultrapassada, carpete empoeirado e velho.
Aprovaram o déficit e a dívida? Tinha que desaprovar isso. Ou a galera gostaram dos resultados financeiros e gostaram do déficit, dívida e ausência de títulos? Após assumir a presidência do SPFC, Casares aumentou muito a dívida e só resultou em um títulos que podemos dizer que podemos dizer que valeu a pena. Os custos desse título ficou altíssimo.
Aprovar, tem q aprovar mesmo. Só não deve aprovar se contas estão erradas (com erro). Se estão corretas, têm q ser aprovadas.
Não é pq não se gostou do resultado financeiro q não vai se aprovar. Os conselheiros podem se posicionar contra a evolução das contas, pelo enorme déficit, mas se estão “certas” (corretas), refletindo a realidade do q ocorreu em 2024, cabe aprovar.
Não manjo do estatuto, o que aconteceria se as contas fossem reprovadas? Ou não sei, talvez existisse alguma possibilidade de aprovação com reticências que condicionassem a alguma providência de curto prazo?
Fiquei curioso agora porque na minha cabeça acredito que o voto do conselho poderia sim ser utilizado como demonstração de insatisfação mesmo que a contabilidade esteja lisa e transparente e isso forçaria a gestão a dar seus pulos ou algo do tipo.
Existe um planejamento anual para as finanças …, o orçamento.
Na avaliação do balanço contábil, as finanças são comparadas à execução da previsão orçamentária.
Aliás, 46 conselheiros votaram pela reprovação das contas.
se as contas nao sao aprovadas, os dirigentes podem ser responsabilizados pelo descumprimento!
Renato, é interessante essa análise e reflexão. Pelos conhecimentos q tenho, de aprovação de demonstrações financeiras, qdo. um conselho aprova, não está dizendo q está “de acordo”, no sentido de consentir, de estar “contente” ou “satisfeito” com tudo o q ocorreu com a empresa (clube) no ano anterior. Até pq são atos da gestão (tanto atual como anteriores, pois há tb efeitos de atos passados no balanço), não do conselho, e já ocorreram, não tem como alterá-los. O balanço tem q refletir o q ocorreu, não tem como mudar a realidade (esse é o papel da contabilidade, mostrar os fatos ocorridos, sem poder mudá-los, ainda q sejam fatos indesejados). Nesse sentido, aprovar um balanço não significa concordar com os fatos ocorridos. Mas, claro, pode-se, no conselho, propor uma votação para uma auditoria da gestão, para uma análise e redirecionamento, ainda mais no contexto de déficit mt elevado e dívida crescente. Mas aí é outra ação e movimento do conselho, não uma desaprovação do balanço, do qual espera-se apenas q reflita a realidade dos fatos ocorridos. É o q penso, e conheço, salvo qualquer disposição específica q porventura exista no estatuto do nosso tricolor.
O atual ambiente político favorece a “jestão” …, sem novidade alguma.
O atual ambiente político favorece a total destruição do SPFC.
Segue o roteiro.
Alguma manifestação sobre mais este descumprimento do estatuto tricolor, que novamente é ignorado, esquecido e descartado ?
Zanquetta, você poderia levantar nesse balanço o total de despesas anual? Pois Casares fala de 2 bi até 2030 em patrocínios mas é difícil quantificar se isso é muito ou pouco. Um cenário é 500 milhões de despesas anuais o que daria 3 bi até 2030, então os patrocínios não são relativamente tão altos. Outro seria se o custo anual fosse 300 milhões para 1.8 bi até 2030.
Porque o que importa são as despesas, em balanço eles podem lançar adiantamento de TV, federação, o que no final das contas é um pouco de maquiagem. Você adianta o 2025 pra cobrir 2024 e em 2025 adianta 2026 e assim vai…
Houve uma ruptura de gastos de 2024 para 2025. Só saberemos ao certo este ano.