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O São Paulo Futebol Clube fechou o ano de 2024 com um déficit de R$ 287 milhões, o que aumentou sua dívida total para R$ 968 milhões, aproximando-se da marca de R$ 1 bilhão. Esses números constam no balanço financeiro do clube, que será apresentado ao Conselho Deliberativo nesta terça-feira (8).

Impacto das Lesões nas Vendas de Jogadores

O São Paulo havia planejado vender jogadores como Pablo Maia e Rodrigo Nestor para ajudar a cobrir o déficit. A expectativa era de que essas vendas somassem até R$ 170 milhões, mas o clube só conseguiu lucrar R$ 89 milhões com as transações realizadas. No entanto, as lesões de ambos os jogadores atrapalharam o plano. Rodrigo Nestor perdeu o início da temporada, quando estava mais valorizado, enquanto Pablo Maia se lesionou em abril de 2024 e só voltou a jogar em 2025.

Além da perda de R$ 81 milhões com as vendas que não ocorreram, o déficit foi impulsionado por outras categorias, como multas e tributos não programados, juros e despesas bancárias, e investimentos nas categorias de base.

Multas, Tributos e Despesas Bancárias

O São Paulo enfrentou multas e tributos não programados, como o INSS, que somaram R$ 97 milhões. Esse montante contribuiu significativamente para o aumento da dívida do clube. Além disso, R$ 40 milhões foram direcionados para o Centro de Formação de Atletas (CFA) de Cotia, o que teve que ser contabilizado como despesa devido a questões contábeis, diferentemente de outros anos.

A maior parte do déficit, cerca de R$ 70 milhões, foi causada por juros bancários, o que motivou a criação do FIDIC (Fundo de Investimento em Dívidas de Crédito), uma medida que visa ajudar o clube a gerenciar melhor sua situação financeira.


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