
As negociações entre o São Paulo e Evangelos Marinakis, empresário grego e proprietário do Nottingham Forest, estão avançando. Segundo o presidente do clube, Julio Casares, as conversas estão em um estágio mais próximo de um acordo formal, com documentos em andamento.
Casares mencionou que as negociações começaram há algum tempo e sempre foram vistas com bons olhos pelo Tricolor, mas ainda precisam passar por aprovação do Conselho Deliberativo.
A principal área de foco dessa parceria é o investimento nas categorias de base do São Paulo, especialmente no centro de treinamento de Cotia. Marinakis estaria interessado em garantir direitos sobre o passe de jovens atletas formados na base, visto que esses jogadores são considerados ativos valiosos.
No entanto, o acordo não envolveria uma compra das categorias de base, que permanecem como patrimônio do clube, mas sim um investimento no desenvolvimento de novos talentos. As cifras inicias estão projetadas em R$ 600 milhões.
Além disso, a relação com Marinakis poderia proporcionar ao São Paulo uma maior influência no futebol europeu, funcionando como uma “vitrine” para os jogadores do clube, o que abriria portas para futuras negociações internacionais.
Caso o acordo seja concluído, Julio Casares acredita que a parceria será um divisor de águas para o São Paulo, ajudando no crescimento e desenvolvimento do clube.
“Ele (Marinakis) está cada vez mais próximo, pois veio ao Brasil há oito meses com o desejo de me conhecer. Fui duas vezes a Londres, e as negociações estão bastante avançadas, com trocas de documentos em andamento. Esperamos que em breve possamos fazer o anúncio de forma responsável. Após a assinatura, vamos submeter ao conselho para aprovação e discussão. Não tenho dúvidas de que será um divisor de águas.
O São Paulo vai receber atletas semi-prontos, com o potencial de jogar no profissional, trazendo performance esportiva e ativos comerciais. Nós vamos ter uma ponte aérea mais rápido para a Europa. O jogador que virá ao São Paulo sabe que em dois ou três anos performando bem, ele pode estar na Europa, no Nottingham Forest ou no Olimpiacos, ou no Rio Ave. Então é uma plataforma esportiva, não só um braço financeiro”
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Ou seja, mais do que nunca a projeção de atletas da base será para vendas e não para aproveitamento no time principal.
Não mudar muito de como já é hoje…
A única diferença é que vão conseguir trazer jogadores de maior potencial que já estão no final da formação pra vir pro São Paulo.
Potencialmente, a receita de venda de jogador da base pode subir mas uma parte disso vamos ter que dar pro grego como pagamento do investimento.
Se você considerar que a cada 3 anos consigam achar um jogador tipo Endrick ou Estevão, pode valer a pena.
Jogador bom fica um ou dois anos, se for isso não muda nada, é ainda sairíamos ganhando, muito bom, tomara que o acordo de certo!
Se vai ser bom ou ruim dependerá do tempo de acerto. 40% das vendas da base por 10 anos é uma coisa, por 30 outra.
Se o acordo é bom ou não para o clube, só dá para saber após tudo ser formalizado.
Agora o que assusta mesmo é colocar 600 milhões na mão dessa diretoria incompetente.
Vender baratinho pro Olympiakos pra dps serem revendidos por uma fortuna. Negócio da China, ou da Grécia. Aquela comissão marota pros Jack da vida. Tudo na mais pura transparência, como é característica do grupo político de Aidar, Leão, Casares e cia
Até porque o sonho de todo garoto é jogar no Olympiakos ou no Rio Ave …para o Nottingham dou um desconto por ser da PL.
Não é segredo que para os clubes brasileiros, a base é a grande financiadora do futebol profissional. E foi Cotia que manteve o São Paulo nos trilhos por muito tempo…
Inexplicavelmente esse trabalho de captação de jogadores foi muito mal gerenciado, e nos últimos anos, pouquíssimos atletas chegaram no profissional com potencial para gerar retorno técnico, e posteriormente financeiro.
Dói na alma afirmar isso, mas fomos ultrapassados pela porcada, justamente porque Gabriel Jesus, Endrick e Estevão (principalmente) vestiram a camisa e fizeram por merecer as cifras milionárias que foram negociados. Fala-se em R$ 1 BI em vendas nos últimos 4 anos..
Aí vamos vender esse direito sobre os nossos atletas, por R$ 1,2 Bi para o resto da existência?!
São tentativas de tentar sanar essa crise sem fim, mas assim como o FIDC, a conta vai chegar da mesma forma daqui a alguns anos..
Se souber trabalhar direito essa parceria para potencializar formação de jogadores, será de muita valia esse negócio. Tera o jogador se firmando aqui e uma vitrine europeia.
As “2” partes só tem a ganhar.
Será que já avisaram o Zubeldia que ele vai ter que colocar pra jogar a molecada da base pra dar vitrine a eles?