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O São Paulo parece ter falhado justamente no aspecto ofensivo que é muitas vezes a força do Palmeiras: a intensidade e a precisão nas finalizações. Enquanto o Palmeiras teve 14 finalizações, das quais 8 foram ao gol, o São Paulo teve dificuldades até para gerar chances claras, com apenas 6 finalizações e uma única conclusão certeira.

Isso reflete a diferença no estilo de jogo de ambas as equipes. O Palmeiras, embora tenha enfrentado dificuldades na construção de jogadas, foi mais ousado e conseguiu ser mais efetivo nas finalizações. Já o São Paulo, apesar de ter controlado a posse de bola e trocado passes, falhou em transformar esse domínio em uma ofensiva eficiente.

Essa falta de ousadia no ataque pode ser vista como uma das razões para o insucesso do Tricolor, que se viu com poucas opções de finalização e dificuldades em agredir o adversário de forma mais incisiva, ao contrário do Palmeiras, que se mostrou mais direto e perigoso quando teve a bola.

Zubeldía fez uma análise honesta sobre a falta de “característica” de arriscar nos chutes, algo que o Palmeiras possui com mais naturalidade. O treinador reconheceu que, mesmo sem marcar um gol, o Tricolor poderia ter avançado se tivesse conseguido segurar o empate em 0 a 0 e decidido a vaga nos pênaltis, mas o pênalti polêmico convertido por Veiga complicou a situação.

O fato de o São Paulo ter controlado a posse de bola, mas não sido ousado nas finalizações, foi um ponto crítico, especialmente considerando o quarteto ofensivo de Calleri, Lucas, Luciano e Oscar, que foram escalados juntos pela primeira vez no esquema de três zagueiros. Apesar de o time ter competido bem e jogado de forma equilibrada, faltaram tentativas efetivas ao gol adversário, o que se mostrou um padrão em vários jogos da temporada.

Zubeldía também fez referência ao fato de que, em outros momentos da competição, o São Paulo mostrou dificuldades em finalizar, como no empate sem gols contra o Palmeiras na fase de grupos e em derrotas para o Bragantino e o Santos, onde o Tricolor teve pouca efetividade ofensiva. Contudo, nos três últimos jogos antes da semifinal, a equipe parecia estar mais assertiva no ataque.

Esse aspecto de “economizar” nas finalizações, somado à dificuldade de ser mais incisivo no momento decisivo, acabou pesando contra o São Paulo na eliminação. Isso evidencia uma fragilidade no aspecto ofensivo, que precisará ser ajustada para que o time consiga se tornar mais perigoso e decisivo em jogos futuros.

Zubeldia comentou a respeito e admitiu o problema: “Nós controlamos mais a bola, eles chutando um pouco mais porque tem essa característica de chute, nós não temos essa característica. Temos que assimilar a derrota e seguir trabalhando”


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