
O tema das categorias de base é fundamental para o torcedor são-paulino. Por isso, tenho compartilhado minhas opiniões sobre o assunto de forma fragmentada. No primeiro texto, falei sobre a pressão da torcida. Agora, o foco é outro: a lenda de “queimar etapas”.
Sempre ouvimos dirigentes e treinadores dizendo que é preciso ter cuidado para não pular etapas no desenvolvimento dos jovens. Mas será que essa lógica vale para todos? Antes de serem atletas, promessas da base ou reforços vindos de outras equipes, esses garotos são, acima de tudo, pessoas. E pessoas são diferentes.
Na minha própria casa, meu irmão e eu tivemos processos de amadurecimento distintos. Eu amadureci cedo, enquanto ele precisou de mais tempo e dificuldades para chegar ao mesmo ponto. Agora imagine um elenco de futebol formado por jogadores de diferentes origens, histórias, necessidades e habilidades. Achar que todos devem seguir um mesmo caminho é um erro grotesco.
Alguns atletas, como Kaká, Lucas Moura, Beraldo e Breno, saíram da base e, na primeira oportunidade, mostraram que estavam prontos. Eles pularam etapas? Sim. Mas queimaram? Não. Já tinham maturidade para corresponder. Por outro lado, Casemiro, um dos maiores volantes da história recente do futebol brasileiro, sofreu para se firmar no profissional. Seu talento técnico e físico eram inegáveis, mas sua maturidade emocional ainda precisava de trabalho.
O exercício de entender as peculiaridades de cada jogador é essencial para que eles atinjam seu potencial. Igor Vinícius, por exemplo, tem um porte físico privilegiado, mas sofre com tomadas de decisão. Já Moreira é o oposto: pensa bem o jogo, mas tem dificuldades físicas. Eles precisam de trabalhos diferentes, pois são jogadores diferentes.
Se isso já acontece com atletas mais experientes, imagine com os garotos que sobem ao profissional. Cada um chega com um histórico único, pontos fortes e aspectos a desenvolver. Não há espaço para generalizações.
Portanto, clamo à diretoria: parem de usar a mesma justificativa para todos os garotos da base. Evitar “queimar etapas” não pode ser uma regra rígida, porque as etapas de um jogador não são as mesmas de outro.
E aqui vai uma sugestão valiosa: contratem um psicólogo para acompanhar esses meninos de forma integral. A mudança na vida deles é brutal, e um suporte adequado pode fazer toda a diferença nessa transição.
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A primeira etapa é ter um planejamento, coisa que o São Paulo demonstrou não ter, jogadores da base convocados às pressas depois da repercussão negativa da saída do WG
“Planejamento”.
Os garotos sequer treinaram com o time.
Essa é a tal “transição integrada”.
Veremos quando a base realmente fará parte do futebol do SPFC.
(*) Se o Casares não vender, né ?
Exato
“PlaneJumento”
“Queimar etapas” :
Os dirigentes querem vender, vendem.
Antes do garoto subir.
O empresário quer vender, vende
Antes do garoto subir.
O famoso …, “o garoto quer ir embora”.
Vai embora, antes de subir.
Soma-se todos os atores e o garoto vai embora de qualquer jeito.
E o clube, caso tenha “sorte”, conta as moedinhas, que geralmente são poucas e escassas.
“A lenda de “queimar etapas””.
Não posso concordar mais. Muleta pra fazer o fácil e ficar jogando com medalhões, todo mundo protegido atrás uns dos outros. Por a base jogar implica se expor, sem escudos pra se proteger já que são jovens.
Análise do PVC, que tem credibilidade, mostrou essa semana que os porcos arrecadaram 3,7 bilhões em 10 anos com vendas. Mal chegamos a isso em arrecadação total em 10 anos. Usando base, ganhando dinheiro, ganhando títulos, formando mais jogadores, ganhando mais dinheiro,……. o ciclo virtuoso que a base bem trabalhada gera.
Infelizmente estamos longe disso, e não é por falta de atletas talentosos, mas falta de gestão.
Quando vemos que Erik, Santi Longo, Igor Vinicius …, etc (só para citar poucos exemplos) conseguiram vestir uma camisa como a do SPFC …, observamos que nossa base não atende, em nada, aos interesses do SPFC.
Eu não confio em mais nada desses dirigentes do SPFC
Um menti mais que o outro.
A primeira etapa seria demitir o tal Coordenador de Futebol que vive às custas dos holofotes dos amiguinhos na Imprensa ( Nilson Cesar , por exemplo ) , vive do passado e da admiração da torcida.
Nome e sobrenome : Muricy Ramalho !.
ATRASO DE VIDA
Caro Ricardo, boa tarde.
O “tal coordenador” coordena o que, mesmo ?
Sinceramente …, faz tempo que exerce função decorativa.
Não há quem o considere, efetivamente, coordenador de coisa alguma.
E digo mais, no futebol profissional, não há lugar para “Muricys” e quetais …, somente “abutres” com discursos “edificantes”.
Nessa toada, qual a real função do tal Milton Cruz no SPFC?
Não colocar o SPFC no pau novamente.
Sem o Muricy lá, o SPFC acaba!
A solução?
O Ceni presidente do clube!
Funcionários não decidem absolutamente nada no SPFC.
Apesar de que Muricy, Ceni, Milton Cruz e outros menores, tipo Vizzoli, estejam “enraizados” próximos ao núcleo de poder …, não “apitam” quase nada.
Paulo, tem muita coisa no futebol do clube que passa pelo crivo do Muricy sim, a volta do Milton Cruz foi uma delas.
O clube precisava da volta dele e em que isso foi importante?
Talvez o indefectível “caderninho” possa explicar.
Dizem que todos temos “esqueletos no armário”, né?
“Processo de milhões”.
Mistérios.
Ele retirou uma ação trabalhista e foi contratado novamente.
Alguém costurou este acordo e o Casares aceitou.
Depois vai ser mandado embora e vai processar o clube novamente.
Começa com M e termina com Y
Sr. “Aqui é trabalho”.
Agora temos 2 lá dentro que ninguém sabe ao certo o que fazem lá sendo que 1 se for mandado embora pode fazer a mesma coisa que fez no passado, processando o clube.
Mas são muito são-paulinos, amam demais o clube.
Quem duvida, é anti e mal agradecido.
Já foi o tempo que éramos referência, Parmera vendeu 65% de um zagueiro da base, totalmente desconhecido, por 2 M Euros… Vendemos um atacante promessa pelo valor que foi…
Vejo até que tinha sim que seu vendido, mas por um valor melhor…
Esta gestão de futebol não tem olho apurado para esta questão de transição. É preciso ter jogo de cintura. Nenhuma verdade pode ser assumida como absoluta neste assunto devido a pluralidade de jovens envolvidos. Isto requer um “olhar clínico” para entender quem está pronto, quem precisa de mais tempo, quem deve ser colocado para ontem.
Já havia comentado aqui a mesma coisa sobre um psicólogo para estes adolescentes, para ajudar na transição deles e também para auxiliar os adultos também (Alisson agradece).
Outro questão urgente, esta gestão precisa aprender a valorizar a marca SPFC e isto passa pelos ativos que são “produzidos” na base. Chega de gestão amadora. Profissionalização de gestão para já!!!!
Esse procedimento de vender jogadores promissores não é de hoje. Até hoje lembro da surpreendente venda de David Neres e Luiz Araújo.
Depois foi a vez de Morato, Tira…agimos na maioria das vezes como filiais do Ajax e do Porto.
Meu bilhete ao Ryan Francisco :
Caro Ryan
Vou te desejar muito sucesso na Europa pois logo deverá estar por lá, em algum grande time, espero.
Mantenha a cabeça boa, muita determinação, honre sua família, seja grato a D´us e a todos que te deram uma ajuda.
Obrigado pelos sonhos que muito provavelmente não sonharemos.
Queimar etapas nada ….Quando tem.qualidade entra e joga,como Ryan entrou ontem.O Rodriguinho que oscilou esses últimos tempos jogou bem.ontem.E aquele Ferreira que entrou ontem.jogou mal mas mostrou que tem.persomalidade e tem físico merece outras chances..O problema e que muitos ufanistas acham que a base só tem craques ,quando na verdade a maioria é de jogador meia boca ,nível futebol brasileiro atual.Dai falam que é “adaptaçao” ,quando na realidade é o nível futebol brasileiro.Diretoria tá de parabéns esse ano ,com as voltas de Alisson e Maia ,a contrataçao certeira do Oscar (fui contra mas me surpreendeu positivamente queimou meu pensamento ) ,a explosão de Ryan.Montamos um elenco capaz de ganhar qualquer campeonato ,se vai ganhar e outra história.Trabalho bem feito da da diretoria com pouco dinheiro e olha que sou bem crítico dela.
Serio que vc falou que Casemiro tinha um talento fisico inegavel??? Talento tecnico tudo bem, mas ele saiu daqui redondo e acho que teve que perder 5 kg pra jogar la fora.
Outro bom texto, Daniel. Agora, apesar de toda lógica e demonstração para alguns não faz sentido algum. Alguns vivem nesse ciclo eterno:
1 – Se esse jovem fosse bom estaria jogando e não sendo vendido para grandes clubes europeus.
2 – O clube precisa de dinheiro e está certo em se livrar desses moleques que nunca fizeram nada na carreira e usar esse dinheiro para pagar salário dos nossos craques sub-óbitos. Que não venceram [titulos], mas vencerão!
3 – Gostei da chegada desse craque! O craque = 30+ sub-óbito, vindo sem clube, sendo banco ou de alguma liga inferior a série b e com salários altos.
4 – Time não vence e a dívida aumenta.
5 – Torcedor pede reforços! Diretoria vende jogador promissor para bancar um elenco mais velho e caro. Obs: os moleques ruins atraem interesse mesmo sem jogar, mas os craques desse torcedor jogam a temporada inteira e ninguém quer. Vá entender a cabeça dos outros dirigentes, né?
6 – Volta ao primeiro passo e repete ad infinitum.
Logo, essa conversa de preparado ou não e etc etc etc não convém. Se meu estimado treinador gostar, gostou (nunca gostou de nenhumzinho). Se não o moleque é ruim e não tá preparado.
Obs: tô fritando o treinador Zubeldia, pois ele é membro e faz parte desse esquema. Não gostou? pode chorar.
A verdade é que hoje esse método de transição e avaliação da comissão técnica não tem credibilidade alguma, praticamente ninguém confia no planejamento da diretoria para a valorização desses garotos e a enorme maioria acredita que Casares vai aceitar alguma proposta bem ridícula pelo Ryan.
A resposta é: depende do jogador! O Ryan tá pedindo passagem, foi artilheiro por onde passou na base, então tá credenciado a queimar etapas. Tem que jogar sempre que possível!
Os demais, assim como o WG, que já saiu, foram bons jogadores na base, nada excepcional, mas bem trabalhados podem brigar por espaço entre os profissionais sim.
Vale lembrar, saíram mais de 15 jogadores e nosso elenco está mais curto. Portanto, me parece lógico que as oportunidades irão aparecer, até por quê o time reserva esse ano tá mais fraco e lesões sempre acontecem no decorrer do ano.
Sabe de nada inocente…
Parece que não conhece a capacidade da diretoria de repatriar medalhões e do treinador improvisar jogadores. Sem entrar no mérito de se entender com o “grupo de líderes” para ver se acontece o tal rodízio. Ano passado não quiseram.
Pena que não dá pra mudar tudo senão era fora Casares, Belmonte, Rui Costa, Muricy, Milton Cruz, Zubeldia, auxiliares e mais meia dúzia de jogadores.
É, estimado japoneis, a única coisa que sobra é torcer para essa linha vingar. Essa linha eles já tinham definido mantendo o Zubeldia.
Agora é torcer para que tudo se encaixe e conquistemos ao menos uma CdB novamente.
Como tá a Astrologia destes caras? Estão se alinhando?
Eu não acredito nestas coisas mas vai que dá certo rsrsrs
HAHAHA…
É, eu vejo:
Goleiro – o mesmo da conquista, logo tá ok.
LD – Não conseguimos nenhum reforço de alto nível na posição, torcer para o Cedric encaixar ou o IV jogar o que nunca jogou em uma temporada.
Dupla de zaga tá excelente: Arboleda zagueiro seguro e Franco tá jogando barbaridade
LE – Wendell jogador de alto nível e o Enzo até então uma grata surpresa, logo estamos muito mais reforçados na esquerda.
Dupla de volantes que venceram a CdB – está excelente.
Quarteto – tenho suspeitas ainda. Quero ver mais testes na questão da recomposição.
Treinador – fez uma excelente campanha na fase de grupos e foi até o fim com o Botafogo, campeão da edição. Na CdB o caso izquierdo obviamente pesou.
Eu não me espantaria se o elenco encaixar e papar alguma coisa, não será fácil, mas impossível não é.
Acho que o Ferreirinha tende a ganhar a vaga do Luc10no e o time indo para o 4-2-3-1 e jogando de forma mais eficiente.
Já estou até desconfiado dessa tal parceria com o grego!
Aos poucos querendo ou nao concordando ou nao melhora um pouco em algo mais piora em muito outros aspectos esta diretoria esta ficando no mesmo patamar das anteriores como disse pode ser melhor em alguns aspectos porem em outros deixa bastante a desejar!
Não queimar etapas, mas aproveitar jogos inúteis para dar rodagem, ainda mais estando na reserva, não deixar no banco mofando e sem perspectiva.
Me atendo ao post:
sim, pessoas tem tempos diferentes de maturação física e mental. Alguns ficam prontos cedo, outros demoram mais e alguns não engrenam durante a vida. Isso é fato. E com jogadores de futebol, é a mesma coisa.
Dito isto, ainda é inconteste que no São Paulo o processo que gerencia o acesso dos jovens ao time principal é muito baseado em gosto pessoal e em sorte. Na verdade, não dá para dizer que é um processo e que existe uma gestão efetiva controlando o acesso.
E com a cabeça de Muricy e do Coragem, junto com a flouxidão do Casares e interesses do empresariado, tudo isso somado à divida astronômica do São Paulo, me parece difícil que jovens perdurem no nosso plantel e que tenham tempo adequado para mostrar talento.