
No dia 21 de dezembro de 1994, o São Paulo conquistou o título da Copa Conmebol após superar o tradicional Peñarol, do Uruguai, por 6 a 4 no placar agregado. Na partida de ida, no Morumbis, uma semana antes, o Tricolor aplicou uma sonora goleada (a maior da história das finais de competições da confederação): 6 a 1, com direito a gol de bicicleta de Toninho.
O troféu internacional – similar, hoje, à Conmebol Sul-Americana –, veio para consagrar o trabalho de Muricy Ramalho no comando do famoso Expressinho, espécie de time “B”, misto, alternativo ou aspirante do Tricolor, que muitas vezes substituiu a equipe principal de Telê Santana devido a estafante rotina de jogos e ao calendário apertado.
A campanha são-paulina, apesar de realizada com atletas de base ou reservas, foi expressiva, superando adversários tradicionais repletos de titulares, como Grêmio e Corinthians (ambos em disputas de pênaltis). E contou, até mesmo, com uma peculiaridade histórica: o meio-campista Juninho participando de duas partidas em um único dia.
No dia 16 de novembro, na preliminar, o atleta atuou 32 minutos na vitória por 3 a 1 contra o Sporting Cristal pela Copa Conmeobl e, na sequência, jogou mais 20 minutos em nova vitória por 3 a 1, desta vez contra o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro.
Na decisão, o Expressinho não tomou conhecimento do multicampeão Peñarol, goleando-o por 6 a 1: os gols foram marcados por Caio, aos 41 minutos do primeiro tempo; e por Catê, aos 12, Toninho, aos 26, Caio, novamente, aos 30, e, por fim, com mais dois gols de Catê, aos 38 e 44 do segundo tempo.
O jogo de volta, em Montevidéu, foi apenas burocracia para a entrega de troféu e medalhas.
A DECISÃO
21.12.1994
Montevideo (Uruguai)
Estádio Centenario
Club Atlético PEÑAROL 3 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube
CAP: Oscar Ferro; Washington Taís; Aguirregaray, De los Santos e Martín Rodriguez; Marcelo Romero, Diego Dorta © e Bengoechea (Sergio Martínez); Marcelo Otero (Carlos Aguilera), Darío Silva e Antonio Pacheco. Técnico: Gregório Pérez. Gols: Martín Rodríguez, 12′/2; Darío Silva, 27′/2; Martín Rodríguez, 29′/2.
SPFC: Rogério Ceni; Pavão, Nelson, Bordon e Ronaldo Luís; Mona, Vítor, Pereira e Juninho © (Murilo); Caio e Denílson (Danilo). Técnico: Muricy Ramalho.
Árbitro: Javier Alberto Castrilli (Argentina).
Renda: Desconhecida.
Público: Desconhecido.
A CAMPANHA
Oitavas-de-Final
02.11.1994 – 0 X 0 – GRÊMIO Foot-Ball Porto Alegrense (RS)
10.11.1994 – 0 X 0 – GRÊMIO Foot-Ball Porto Alegrense (RS) 6 X 5 pen.
Quartas-de-Final
16.11.1994 – 3 X 1 – Club SPORTING CRISTAL (Peru)
24.11.1994 – 0 X 0 – Club SPORTING CRISTAL (Peru)
Semifinais
02.12.1994 – 4 X 3 – Sport Club CORINTHIANS Paulista (SP)
09.12.1994 – 2 X 3 – Sport Club CORINTHIANS Paulista (SP) 5 X 4 pen.
Finais
14.12.1994 – 6 X 1 – Club Atlético PEÑAROL (Uruguai)
21.12.1994 – 0 X 3 – Club Atlético PEÑAROL (Uruguai)
OS CAMPEÕES
| Nº | NOME | J | V | E | D | GM | GS |
| 1 | Rogério Ceni (GL) | 8 | 3 | 3 | 2 | 0 | 11 |
| 2 | Pavão (LD) | 5 | 1 | 2 | 2 | 0 | 0 |
| 3 | Nelson (ZG) | 8 | 3 | 3 | 2 | 0 | 0 |
| 4 | Murilo (ZG) | 2 | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 |
| 5 | Vítor (LD) | 4 | 2 | 1 | 1 | 0 | 0 |
| 6 | Ronaldo Luís (LE) | 7 | 2 | 3 | 2 | 0 | 0 |
| 7 | Catê (AT) | 7 | 3 | 3 | 1 | 4 | 0 |
| 8 | Pereira (MC) | 8 | 3 | 3 | 2 | 0 | 0 |
| 9 | Caio (AT) | 6 | 3 | 1 | 2 | 4 | 0 |
| 10 | Juninho (MA) | 6 | 2 | 2 | 2 | 5 | 0 |
| 11 | Toninho (AT) | 5 | 2 | 3 | 0 | 1 | 0 |
| 12 | Marcos (GL) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 13 | Sérgio Baresi (ZG) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 14 | Nem (VL) | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 |
| 15 | Bordon (ZG) | 8 | 3 | 3 | 2 | 0 | 0 |
| 16 | Vaguinho (MC) | 3 | 1 | 2 | 0 | 0 | 0 |
| 17 | Mona (VL) | 7 | 3 | 2 | 2 | 0 | 0 |
| 18 | Danilo (VL) | 5 | 1 | 3 | 1 | 0 | 0 |
| 19 | Robertinho (MC) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 20 | Paulo Sérgio (GL) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 21 | Douglas (MC) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 22 | Eraldo (MC) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 23 | Thiago (ZG) | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 |
| 24 | Denílson (AT) | 8 | 3 | 3 | 2 | 1 | 0 |
| 25 | Fabiano (MC) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
Site Oficial: Michael Serra
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Vamos avaliar as coisas:
Venda do Michel Araújo foi espetacular;
saída do Nestor por esses moldes foi péssimo. Se for sair, que saia vendido de forma definitiva;
venda do Rato foi boa.
Li esses dias que o Jamal Lewis não deve mais jogar pelo clube pela lesão e também que não agradou e o clube não fará esforços para mantê-lo.
Aliás, falta vazar o Jandrei, Ruan, Longo, Luiz Gustavo, Luciano. Tem vários bagres no elenco.
Tem obrigação de compra na negociação do Nestor.
Mesmo assim. É um ativo não circulante. O SPFC precisa de grana até a janela do meio do ano.
O Christian ser mais caro que o Nestor é um absurdo.
É ridículo. Com essa direção pagamos acima e vendemos abaixo do que vale na maioria das negociações.
Christian foi vendido por 15 por ai, aqueles valores anteriores eram fake.
Muita gente coloca o título como mérito exclusivo do Muricy mas será que o Mestre Tele não teve nenhuma participação, nunca deu pitaco nos treinamentos e formação deste time?
Tenho esta duvida até hoje.
Você inverteu a desconfiança, na verdade o SP ganhou 2 mundiais e duas libertadores graças aos pitacos do Muricy pro Telê e não ao contrário, por favor né…quem era Telê Santana antes de trabalhar com Muricy “Humildade” Ramalho?
Huahuahua.
O Muricy é bom! Já assumiu o expressinho ganhando a Conmebol. Problema que não foi bom o suficiente para dar prosseguimento com o afastamento do Tele e depois com a demissão do Parreira em 1996.
hahah… vocês são reis da ironia.
Agora eu entendo o Arnaldo Ribeiro com medo do rebaixamento
Era um time razoável pra bom. Classificou contra os titulares do Grêmio e da Galinha e deu uma surra nos Uruguaios na final, decidindo já no jogo de ida.
Desse time aí, jogaram no time principal depois Ceni, Pavão, Mona, Pereira, Caio, Bordon, Fabiano e Denílson que eu lembre. Outros como Juninho, Catê, Ronaldo Luis, Vitor já eram considerados jogadores do time principal mas não eram titulares por isso foram escritos na Copa Conmebol.
O Juninho nessa época tava jogando muito bem também, voando.
Eu já acho que esse time do Expressinho era muito bom, com vários jogadores que já faziam parte do elenco profissional de 1994 e de anos anteriores (Caio, Juninho, Mona, Catê, Ronaldo Luiz, Vitor) e até o Pavão, Bola de Prata da Placar neste mesmo ano, além é claro do então promissores Rogério Ceni e Denilson…