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Em entrevista ao GE, Zubeldia contou abertamente o que pensa sobre meninos e jovens da base e relatou sobre William Gomes como exemplo de sua dosagem:

“Hoje, o William Gomes, com apenas um punhado de partidas, as pessoas pedem: “William, William, William…”. Mas não o viram jogar, não sabem se bate melhor com a esquerda ou a direita. E já é ultra conhecido no mundo São Paulo.

O que vai acontecer quando o William for mal em cinco, quatro partidas? Qual vai ser a conduta dos nossos torcedores? O que vai acontecer quando o William ou qualquer outro jovem tiver que conviver com jogar, não jogar? A fama supera a realidade. Lucas tem fama, Calleri tem fama. São jogadores que já fizeram muito. Mas sobre um menino, é um problema.

Há duas maneiras de trazer jogadores da base. Uma é comprar jogadores quase prontos de 17 anos; a outra é como o São Paulo faz. Pega jovens desde pequenos e os vai formando. É um processo mais lento e precisa ver se chegam à primeira divisão ou se emprestaremos. Não é bom estancarmos o jogador sem jogar, porque o perdemos.

Muitos meninos não estão prontos ainda para a pressão do São Paulo. Às vezes é melhor emprestarmos para uma equipe de menor expressão para pegar experiência. Nem sempre é linear a evolução de um jovem. Sai de Cotia e tem que jogar aqui. “Ah, Zubeldía é um burro que não coloca o fulano”. Eu sei de base. Vou colocando paulatinamente.

Nem sempre estão prontos. Temos o William, que eu estou protegendo e polindo. E pode haver outros mais. Henrique, Ferreira, Ryan, Alves, que é o 10, Hugo, que é o volante central, poderia nomear todos. Não os conheço de agora, conheço de julho. Já conheço todos. Mas precisamos ter paciência.


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