
Os impactos da crise climática no futebol brasileiro em 2024 resultaram em prejuízos estimados em R$ 100 milhões para os clubes nacionais, atingindo infraestrutura, logística e competições. Enchentes, calor extremo e queimadas florestais interromperam jogos, danificaram estádios e deslocaram partidas para cidades menos vulneráveis. Além disso, milhões de pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos, evidenciando a gravidade da emergência ambiental.
— São 17 clubes que estão em áreas de médio a alto risco climático. Isso inclui riscos como alagamentos no Rio de Janeiro e queimadas em Cuiabá. Essas localidades estão vulneráveis a eventos extremos que impactam diretamente as atividades dos clubes — explicou Ricardo Calçado, diretor do Terra FC.
O relatório revela que todos os clubes da Série A estão sediados em cidades com risco de queimadas. Em 55% dessas cidades, a classificação é de alto risco, o que pode impactar 11 clubes: Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Corinthians, Cruzeiro, Cuiabá, Fortaleza, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo e Vitória.
Além disso, o levantamento avaliou as ameaças de inundação em três aspectos: inundação de rios, inundação urbana e inundação costeira. Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Cuiabá estão em alto risco, com destaque para a situação alarmante do Rio de Janeiro, que apresenta alto risco em todos os três fatores mencionados.
Essas cidades sediam jogos de 45% dos times da Série A, incluindo: Bahia, Botafogo, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Vasco e Vitória.
Para enfrentar esses desafios, a iniciativa Terra FC foi lançada em novembro durante o G20 no Rio de Janeiro. Inspirada no Green Football Weekend do Reino Unido, a campanha busca mobilizar clubes, torcedores e organizações para promover ações concretas até a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. Entre as ações propostas estão a redução de resíduos, o incentivo ao uso de transporte público e a implementação de práticas sustentáveis nos clubes.
O valor de R$ 100 milhões foi calculado a partir de cancelamento de jogos, que gerou redução de receita de bilheteria e logística; danos a estádios, centros de treinamento e campos de futebol; necessidade de jogos fora de casa devido a estruturas danificadas; danos gerais às estruturas físicas dos clubes e impactos na saúde dos atletas devido ao calor extremo.

Enchentes no Sul atrapalharam o Brasileirão
No Rio Grande do Sul, os clubes Grêmio, Internacional e Juventude sofreram diretamente com as enchentes. O Internacional precisou mandar jogos em Criciúma e o Grêmio utilizou o Couto Pereira, em Curitiba. No Beira-Rio, a lama tomou conta de áreas importantes, como a zona mista e o túnel de acesso ao gramado. Já na Arena do Grêmio, a cheia do Guaíba submergiu o gramado, impossibilitando jogos por três meses.
Além das enchentes, queimadas também impactaram o calendário esportivo. Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, incêndios florestais causaram o adiamento de jogos da Série B e da Copa Paulista. A situação se repetiu em Portugal, onde quatro partidas da Liga Revelação foram adiadas em setembro devido a incêndios em várias regiões.
Um levantamento da consultoria ERM, realizado para o Terra FC, apontou que 17 dos 20 clubes da Série A enfrentam alto risco de impactos climáticos severos nos próximos 10 anos. Cidades como Porto Alegre, Salvador, Cuiabá e Rio de Janeiro estão particularmente vulneráveis a enchentes, enquanto 55% dos municípios com clubes na Série A apresentam alto risco de queimadas.
Os efeitos do aquecimento global não se limitam à infraestrutura. O calor extremo tem encurtado o tempo de partidas ao ar livre, prejudicando o desempenho dos atletas, aumentando o risco de lesões e impactando a experiência dos torcedores.
— Na Inglaterra, a gente fez o programa “Gols pela Terra”. Onde os torcedores podem marcar gols pelos seus times em todo o planeta Terra. O que é isso? Indo de transporte público para os estádios com menos carros na rua. Quem sabe, e a gente sabe que é desafiador em alguns locais no Brasil, os torcedores poderem ir de bicicleta, usar ciclovias e ir para os estádios. A gente sabe que não é simples assim.
No Brasil, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco já aderiram à campanha, promovendo ações em jogos e mobilizando comunidades. O Terra FC também tem alcançado escolas e ONGs, envolvendo milhares de torcedores na luta contra as mudanças climáticas.
— No Brasil, a questão mesmo das torcidas poderem estar prestando mais atenção nos resíduos dentro e fora dos estádios. E aí, levando essa mensagem para as casas. Entendeu? Dei dois exemplos simples. Resíduos, transporte público. A questão mesmo é conscientizar as famílias para ter uma alimentação mais saudável. Com produtos mais saudáveis para consumir. Com menos pesticidas, químicos, menos processado — afirmou Ricardo Calçado.
Os times afetados pelas mudanças climáticas:
Atlético-GO
Atlético-MG
Bahia
Botafogo
Corinthians
Cruzeiro
Cuiabá
Fortaleza
Flamengo
Fluminense
Grêmio
Internacional
Palmeiras
Red Bull Bragantino
São Paulo
Vasco
Vitória
Os times não afetados:
Athletico-PR
Criciúma
Juventude
Por: Thiago Braga
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Zanca se Puder quando for gravar um novo vídeo pode falar sobre bastidores de dois episódios um a saída do Luis Cunha acho que era assim o nome dele diretor de futebol em 2016 ou sobre o que aconteceu nos bastidores depois daquela briga tchê tchê x Diniz em 2020 o que influenciou aquela entregada no BR
Do Luiz Cunha falo hoje. Vai me lembrando.
Estranho que na lista do finalzinho da matéria, colocaram o Juventude como um dos não afetados pelas questões climáticas. Ora, como assim o Juventude não foi afetado, sendo um clube gaúcho?? Sim, eu sei que Caxias foi menos afetado que Porto Alegre, mas mesmo assim, teve problemas logísticos, teve partida adiada, teve partida de rival jogando no estádio dele, enfim, claro que foi afetado.
Só pode ter sido erro de redação ali no final, pois não vejo sentido isso.
Caxias do Sul é na serra, não foi afetado diretamente mesmo.
Diferente de Inter e Grêmio, onde os atletas sequer conseguiam ir para casa, e alguns até se envolveram em resgates.
Mas se for considerar a amplitude que você deu, os 20 clubes foram afetados pelos atrasos em jogos por exemplo.
Acho que era neste sentido que a matéria se referia.
Vai tomar no cu, João.
#etaporra
Perdi a treta uaheuahuea