
Em entrevista no Podcast Gowhere, Julio Casares abordou a possibilidade de receber investidores para aportarem capital no São Paulo e citou um modelo interessante que acredita que tenha aderência no entendimento dele:
“Pode ser que tenhamos uma SAF diferente. Podemos ter investidores com percentual menor, sem deixar de ser majoritário porque hoje eu vejo os clubes fazendo SAF por necessidade e não é o melhor caminho.
Quando você quer vender uma casa, você pinta, melhora a casa, arruma o quintal, faz uma benfeitoria, agora quando você tem uma casa toda arrebentada, você vai vencer pela dívida, pela situação atual dela.
Estamos em um momento de arrumar a casa, talvez em 5 anos, estejamos em um patamar muito importante. Assim, o mercado de SAF já maturou, já circulou e poderemos pensar em um formato.

Quando falamos de modelos no exterior, temos a referência do Bayern de Munique, PSG, Grupo City, que são modelos de sucesso. Porém, quando você vai para a Espanha e analisa os modelos associativos, você também vê sucesso. Acredito que não seja só o formato adotado e sim uma filosofia.
Penso no SPFC um modelo associativo como Real Madrid e Barcelona com a mescla de uma SAF. Acredito que este seja o grande modelo porque não acho que vender o seu clube para um forasteiro com vários clubes no mundo, depois ele vende, põe em um time, naquele, não possibilita uma conexão com o torcedor. Acho que isso no futebol a gente não pode perder. É inevitável que é um negócio e temos que fazer essa transição e unir as duas pontas.“
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Como eu sempre digo, não sei se SAF é a solução, mas certamente a solução não está no Morumbi com esse modelo atual. Vejo até com uma certa concordância essa cautela, mas o Casares está correndo contra o tempo e precisa apresentar rápido alternativas e soluções.
https://ge.globo.com/ba/futebol/times/bahia/noticia/2024/11/07/ceo-do-grupo-city-banca-ceni-no-bahia-sofisticacao-e-trabalho-do-mesmo-nivel-do-guardiola.ghtml
Vida longa no bahia
Muito interessante essa entrevista, me chamou a atenção o trecho que fala sobre a diferença entre trabalhar num clube empresa e associação:
“Alguém me perguntou hoje qual é a diferença entre gerenciar o Barcelona, como eu fazia, e o Manchester City. Eu falei: a diferença é que no Barcelona, numa semana boa, eu podia trabalhar 50% da semana. O resto era política.”
É o que eu já tinha falado há meses: o cara deu respaldo ao Ceni mesmo se o tivesse caído.
Ceni começou a pré-temporada lá fora, começou uma montagem de elenco e em certa altura da temporada deu liga e bons resultados.
Não tem lógica ele cair ainda. Agora, na próxima temporada ele terá de ter resultados melhores.
É outra mentalidade. Aí mesmo ele menciona, que o grupo comprou o City em 2008 e demorou mais de 4 anos para ganhar o primeiro título. O Bahia no segundo ano tá bem na parte de cima da tabela, lutando por Libertadores, sendo que era um clube que ficava sempre na parte de baixo. Gozação com o Ceni a parte pela freguesia, não dá pra dizer que o trabalho foi ruim. O momento atual deles na temporada é que não é o melhor.
E o FIDC ?
Zanca, tem atualização?
Daqui 10 ou 15 anos voltaremos a ser São Paulo, tem que esperar muito ali morrer ou sair na velhice avançada.
O que ele fala faz sentido. A questão é que a gestão do clube precisa ser profissional e transparente, senão é só conversa fiada.
Rafael a grande verdade foi o amadorismo nas contratações do Cazares, muito dinheiro investido sem retorno ou critérios de compra, faça uma análise de jogadores contratados com grande salários e não deram retorno algum, e certas posições estão carentes, tem que haver uma política séria de compra.
O modelo dos clubes alemães onde 51% tem que ser associativo e 49% de empresas investidoras pode ser o ideal, desde que a parte associativa se atenha mais a poder de veto, do que participação administrativa.
O discurso é bonito porém há ainda uma grande distância entre a teoria e a prática porque apesar de alguns acertos, os erros de gestão ainda são muitos e o pior deles é manter pessoas incompetentes em cargos chaves que exige profissionalismo e boa visão administrativa para a probabilidade de acertos se maior principalmente em épocas de vacas magras como hoje, o que resta é torcer que a partir de agora essa diretoria realmente consiga estancar a sangria das finanças do clube porque já faz anos que esse papo de austeridade financeira está em pauta, mas a cada temporada a dívida só aumenta.
O que o casares quer e um otario que pague as contas para os conselheiros continuarem mamando as tetas como sempre fizeram.