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Igor Vinícius, lateral-direito do São Paulo, compartilhou detalhes de sua relação com Rogério Ceni, seu ex-treinador, que agora comanda o Bahia e enfrentará o Tricolor na terça-feira, às 21h30, na Arena Fonte Nova.

Em entrevista, Igor destacou que Ceni foi o técnico que mais exigiu dele, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal, ajudando-o a amadurecer e entender a responsabilidade de vestir a camisa do São Paulo.

Aos 27 anos, Igor expressa gratidão por essa experiência e revela que as cobranças de Ceni foram essenciais para o seu crescimento.

“Foi meu maior crescimento, o tanto que ele me cobrava, do que ele pedia, de como ele me exigia fazer as coisas da forma correta. Foi a mudança de chave não só no meu futebol, mas na minha cabeça também”, disse ele, explicando que o treinador sempre enfatizava a importância de manter o foco e se dedicar ao máximo nos treinos e nos jogos.

O vínculo entre ambos também é reforçado pelo fato de ambos serem de Sinop, cidade no Mato Grosso onde Ceni começou sua trajetória antes de se transferir para o São Paulo. Segundo Igor, a admiração pelo ex-goleiro e agora treinador fazia com que ele aceitasse as cobranças como motivação para evoluir.

“Quando ele chegou, me cobrava muito a questão de foco, de estar focado no que tem de ser feito, de focar nas coisas do clube, era o que ele conversava mais comigo. Ele realmente pegava no meu pé e me cobrava muito em campo, sabia do meu potencial e do que eu podia trazer para o clube.”

Ele relembra que, em momentos decisivos, como a renovação de seu contrato, Ceni o incentivou a manter o foco e adotar uma postura profissional mais madura.

Agora, com a experiência adquirida sob a orientação de Ceni, Igor Vinícius se destaca pela dedicação e disciplina, sendo um dos primeiros a chegar e últimos a sair dos treinos.

“Tive uma época de renovação de contrato. Foi importante ele chegar em mim, conversar comigo essa situações, de que se quero ser um atleta grande, tenho que deixar algumas coisas fora, me dedicar mais no clube, trabalhar mais, ir embora um pouco mais tarde, fazer o que tem de ser feito. O Rogério, nesta questão de amadurecimento como atleta, foi o que mais me cobrou neste sentido. E hoje ninguém precisa me dizer o que tenho que fazer, hoje venho aqui, um dos primeiros a chegar e últimos a ir embora, sei que faz diferença., é importante para um atleta.”

“Algumas pessoas, quando começam a tomar pancada, se retraem. Comigo era o contrário, quanto mais ele me cobrava, ele sentia que mais eu dava resultado. Talvez tenha sido até um jogo dele nesta questão, ele sabia que se me cobrasse, eu não ia sentir. Quando ele chegou, fiquei um pouco assim (receoso), mas depois você aprende a conviver. Se você trouxer para você as coisas que um cara do nível dele tem para passar, você vai levar para campo e evoluir como atleta.”

O reencontro promete ser especial, marcando um capítulo importante na carreira do lateral e reforçando o impacto positivo que o técnico teve em sua formação. Entrevista conduzida pelo Globo Esporte.


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