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O São Paulo tem traçado um ambicioso plano de reestruturação financeira com o objetivo de garantir a sustentabilidade econômica a longo prazo, especialmente mirando o centenário do clube em 2030. Nesse contexto, a possibilidade de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) está fora dos planos imediatos.

O presidente Julio Casares e a atual diretoria entendem a tendência das SAFs no Brasil, mas o clube decidiu seguir como uma associação até, pelo menos, 2030. Caso o Tricolor decida pela conversão em SAF no futuro, a intenção é manter a propriedade de ativos essenciais, como o Estádio do Morumbi, fora da venda.

O principal pilar da reestruturação financeira é a criação do “Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios São Paulo Futebol Clube” (FIDC). Este fundo visa controlar as finanças do clube e reduzir as dívidas existentes, funcionando como uma espécie de barreira para evitar o aumento da dívida.

Em parceria com as empresas de investimento Galapagos Capital e OutField, o fundo permitirá que investidores apliquem em cotas garantidas por receitas futuras, como direitos de transmissão e patrocínios.

Para assegurar o equilíbrio financeiro, foram aprovados no Conselho Deliberativo alguns gatilhos de controle, que incluem um teto de gastos no futebol, a exigência de superávit anual, e a redução de despesas administrativas.

Com mais de 80% de aprovação, a proposta visa implantar uma disciplina financeira rígida, garantindo que o clube não dependa de medidas emergenciais, como a conversão para SAF, para manter sua estabilidade.


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