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São Paulo e Atlético Mineiro mudaram de técnico em 2024. Ambos buscaram estrangeiros, argentinos. Ambos técnicos promissores e desejados no mercado. Ambos estavam em período de descanso. Os dois clubes, iniciaram as temporadas com expectativas e ambições.

Os dois técnicos, em curto período, em curto espaço de tempo, atingiram resultados extremamente positivos e vitórias em sucessão. Muitas vitórias, muita expectativa e um futebol consistente. Após um início avassalador de ambos, os times tiveram seus períodos de oscilações mas avançaram nas competições, seja Copa do Brasil, seja Libertadores.

O São Paulo de Zubeldia, ainda melhor que o Galo, estava nas Copas e no G4 do Brasileiro. Antes do confronto entre os clubes em Agosto pelo jogo da Copa do Brasil nas 4as de final, Milito chegou em situação pior que a do Tricolor, pressionado e afirmando em reportagem no dia 25/08: “Estamos jogando mal. Estamos em crise futebolística. Não estamos jogando bem, estamos numa fase ruim”.

A postura de Victor, Diretor de Futebol do Galo foi respaldar o técnico, dizer que ele é o plano A do clube e não existe chance de mudança, que eles acreditavam no projeto mesmo que tudo desse errado. Victor é o ex goleiro, pegador de penaltis, boleiro e que assumiu a posição após a saída de Rodrigo Caetano para a Seleção. Conhece de vestiário, clima e ambiente interno e externo. Blindou o grupo e o técnico.

Milito pediu reforços pontuais para corrigir deficiências e dar o gás necessário para equilibrar melhor a equipe. Contratou 4 jogadores que viraram titulares: Lyanco, Fausto Vera, Deyverson e Alonso. Acertou a defesa, trouxe um atacante e ajustou um meia/volante.

O time encorpou, se fechou internamente e jogo após jogo foi avançando nas competições, eliminou o São Paulo, eliminou o Fluminense. Eliminou o Vasco, eliminou o River. Está em duas finais, segue não tão bem no Brasileiro.

Dois trabalhos parecidos. Dois cenários similares, uma diferença crucial: a atuação na janela, a blindagem de grupo e técnico. Enquanto vimos entrevistas falando sobre pressão, uso de James, questionamentos diversos do trabalho, falas na mídia gerando caos, tivemos uma redoma sobre um grupo.

No outro, reforços para serem titulares antes da janela abrir, no timing certo para entrosar e estarem prontos. No SPFC, chegaram 4, nenhum jogou direito, todos são considerados reservas e outros terceiros ou quarto reservas. Dois chegaram no limite da janela quando já nem adiantava mais.

Como comparar e exigir que isso dê certo igual? Que lições vamos tomar de nossos erros para o que está por vir? Parece que não aprendemos nada. E estamos caminhando para erros cíclicos novamente.


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