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Quando subiu no palco do MorumBIS, em São Paulo, neste sábado, The Weeknd fez história. O astro canadense literalmente começou seu show abrindo uma porta no telão, e não haveria forma melhor de simbolizar o que essa apresentação representou. Conforme anunciado anteriormente, The Weeknd fez um show que deu início a uma nova era de sua carreira. Encerrando a trilogia que começou com After Hours em 2020 e seguiu com Dawn FM em 2020, Hurry Up Tomorrow chegará em breve e teve a sua primeira amostra concedida ao público brasileiro neste 7 de Setembro. Com o MorumBIS lotado, The Weeknd mostrou ao mundo que a escolha pelo Brasil, por São Paulo e pelo estádio foi muito certeira.

A realização desse show no mesmo final de semana em que o Brasil recebeu pela primeira vez uma partida de NFL é algo simbólico. Os dois eventos têm muito em comum – a começar pelo público, já que era possível ver muitas pessoas falando em inglês após a performance de Abel Tesfaye. Na prática, o que aconteceu tanto na Neo Química Arena nesta sexta-feira quanto a alguns bairros de distância no sábado é a demonstração de que o Brasil está, sim, preparado para receber os maiores eventos do planeta. Para nós, brasileiros, essa informação não é uma surpresa. Afinal de contas, ano após ano vemos festivais de enorme porte, shows internacionais gigantes e eventos de todos os tipos sendo realizados sem quaisquer problemas.

No entanto, é a primeira vez em muito tempo que um artista do tamanho de The Weeknd se prontifica a importar um “show gringo” ao Brasil. A sensação de quem estava presente no MorumBIS hoje era a de estar vivendo um evento de estrutura impecável – quase como se estivéssemos em um Super Bowl. Mais do que isso, o conceito importado de uma listening party, que acaba definindo melhor a noite deste sábado do que simplesmente o termo show, é algo que ainda não se popularizou tanto por aqui. A escolha de The Weeknd pelo nosso país para exibir seu disco ao mundo é algo que repercute inclusive internacionalmente.

Para além da importância do show, a apresentação foi um verdadeiro espetáculo. Conforme já dissemos acima, a estrutura era equiparável à das maiores produções do planeta, surpreendentemente maior até mesmo em comparação com o já gigantesco show que o canadense trouxe ao país em 2023.

A maior reclamação do público foi com relação à falta de hits, já que clássicos como “Can’t Feel My Face” e “The Hills” ficaram fora. Na verdade, The Weeknd só cantou músicas que foram lançadas a partir do álbum After Hours. Aliás, no repertório, foram 8 músicas novas, segundo o Setlist.fm, que aponta um total de 29 músicas na performance – o show durou quase 1h45. O destaque, na nossa opinião, ficou para “Dancing in the Flames”, um Synthpop dançante de primeiríssima qualidade. De toda forma, hits como “Blinding Lights”, “Heartless” e “Save Your Tears” marcaram presença, para alegria de quem ainda não tinha visto Abel apresentando seus maiores sucessos.

Ainda que tenha causado uma certa decepção ao sair do palco “cedo” e excluir tantos hits, The Weeknd fez história nessa passagem pelo Brasil. A porta aberta pelo artista mostra que o Brasil pode – e deve – ser uma das principais opções de destinos para shows especiais de grandes nomes.

Há anos, lidamos com uma concentração destes eventos em países da Europa e da América do Norte. Mais do que apenas sinalizar seu apoio à comunidade sul-americana com esta performance, The Weeknd mostra que é ainda mais empolgante contar com o público brasileiro para repercutir seus novos lançamentos da melhor forma. A estratégia deu muito certo. Tanto que não é exagero nenhum dizer que quem esteve presente nesta noite viu um dos shows mais importantes da história do Brasil. E, claro, a esperança é de que outros artistas sigam o exemplo e a história vire rotina por aqui. Ficamos na torcida! Por: Tenho Mais Discos Que Amigos – https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/09/08/the-weeknd-sao-paulo-2024-resenha/


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