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Fonte : Itatiaia

O roteiro foi daqueles de uma noite de Libertadores no Morumbis. Havia uma atmosfera diferente, que fazia o estádio, de fato, tremer. Com 60 mil pessoas, no recorde de público desta temporada, o resultado não poderia ser outro. O São Paulo bateu o Nacional-URU por 2 a 0 e avançou às quartas de final da competição.

O ponto chave para a vitória foi o primeiro gol marcado por Bobadilla na etapa inicial. Até então, o Tricolor sofria para criar. Depois de tirar o peso, logo no primeiro chute a gol, o cenário ficou completamente favorável. Mais chances apareceram, enquanto o Nacional era inofensivo no ataque. No segundo tempo, Calleri ainda ampliou de cabeça, e só então o time recuou, passando a levar alguns sustos.

Com a vitória, o São Paulo se coloca como adversário do Botafogo na próxima fase. O primeiro jogo acontece no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e está marcado para a semana do dia 18 de setembro. A volta, com isso, será no Morumbis, na semana do dia 25, quando time e torcida esperam repetir mais uma noite daquelas de Libertadores.

O jogo

Começo ruim

Enquanto o Morumbis literalmente balançava, o São Paulo era travado pela marcação do Nacional. Assim como foi na primeira partida, os jogadores do Tricolor estavam estáticos em campo e trocando passes lentos, o que só ajudava ao rival.

Gol muda cenário

O zagueiro Alan Franco precisou arriscar um lindo passe profundidade para Luciano encontrar Bobadilla, que disparou um chute de canhota indefensável aos 30 minutos. Era apenas o primeiro chute à meta do São Paulo desde o confronto de ida. E foi gol.

Tricolor em cima

A partir do lance do lance decisivo do paraguaio, o cenário ficou totalmente favorável aos comandados de Zubeldía. Era como se tivesse tirado um imenso peso das costas.

O ataque ganhou mobilidade com uma troca constante de posição entre as peças, e o Nacional ainda se viu forçado a sair da defesa.

Assim, o São Paulo ainda teve duas boas chances de ampliar o marcador com Calleri e Lucas. O fim do primeiro tempo chegou com o time em alta.

Segundo tempo

A tendência de um confronto favorável ao São Paulo na etapa final se confirmou de imediato. No primeiro minuto, Wellington Rato cortou para o meio e tocou para Calleri fazer o segundo gol de cabeça.

Confusão nas arquibancadas

No momento do gol do argentino, instalou-se uma confusão na torcida visitante. A polícia militar precisou intervir. No meio da briga, cadeiras do estádio foram arremessadas. Até tudo ser contornado, foram praticamente nove minutos de paralisação.

Sustos do Nacional

Com a bola rolando novamente, o jogo ficou ao gosto do São Paulo. Mas, aos 25, o Bolso ainda conseguiu dar um susto com chutaço de Pereyra que beijou a trave.

Depois desse lance, o Tricolor Paulista teve uma natural queda de volume ofensivo e passou a se defender mais na partida. Assim, o Nacional chegou em ótimas condições de diminuir a desvantagem com Herazo e Nico López, aos 33 e 35.

Jogador passa mal

No melhor momento do Nacional, veio um grande temor. Aos 38 minutos, o zagueiro Izquierdo caiu sozinho no meio campo. Ele perdeu o equilíbrio e pendeu para lado direito. Em seguida, foi ao chão e ficou desacordado.

A ambulância entrou em campo e levou o jogador para ser atendido em um hospital próximo do Morumbis. A partida ficou paralisada por sete minutos.

Na retomada, os uruguaios pouco poderiam fazer. A classificação do São Paulo estava garantida.

São Paulo 2 x 0 Nacional-URU

São Paulo

Rafael; Rafinha, Arboleda, Alan Franco e Welington; Bobadilla, Luiz Gustavo, Wellington Rato (Nestor), Luciano (Marcos Antônio) e Lucas (André Silva); Calleri. Técnico: Luis Zubeldía

Nacional-URU

Mejía; Lozano, Coates (Izquierdo) (Velásquez), Polenta e Báez; Oliva; Sanabria (Rodríguez), Galeano, Castro (Pereyra) e Zabala (Nico López); Bentancourt (Herazo). Técnico: Martín Lasarte

Gols
Bobadilla (30min1ºT), Calleri (1min2ºT), do São Paulo


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