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Bom a esta altura, todo mundo já sabe quem é o jornalista e o que aconteceu ontem na coletiva que gerou a ira de Zubeldia. Mas, o episódio teve mais um capítulo, o jornalista escreveu no twitter a respeito, veja: “Sobre a coletiva de ontem: entendo as razões de Zubeldía. A reclamação tem fundamento. Abri as perguntas oferecendo a chance de citar QUAIS eram os lances ESPECÍFICOS que fizeram com que se sentisse prejudicado. -> E o que segue é de cunho pessoal, não da empresa onde trabalho.

A questão servia para que ele comentasse também sobre uma possível falta de Hulk em Luciano antes do lance que deu origem ao primeiro gol do Atlético-MG. Era para que ele desse a própria versão (como acabou acontecendo, mas de uma outra forma). De onde eu estava, ao lado do banco, vi os protestos imediatos dos jogadores e do treinador. Inclusive abri o microfone e informei sobre isso ainda DURANTE a TRANSMISSÃO (como também citei uma reclamação de pênalti de Calleri).

A pergunta dava a Zubeldía a possibilidade de jogar luz nessa jogada, já que muitos ainda imaginavam que a bronca do treinador no final do jogo, ao socar o banner, se dava EXCLUSIVAMENTE pelo lance no segundo gol do Atlético-MG. Agora pormenores técnicos que não caberiam explicação, mas talvez – neste momento – se façam necessários. É preciso que fique claro, como disse no final da pergunta, que não é função do repórter o exercício do comentário. Para isso estão os comentaristas, os meios partidários.

O interesse ali, naquele momento, era dar voz às queixas do treinador do São Paulo e apenas a ele. Outro ponto fundamental: o repórter que participa da transmissão NÃO TEM retorno de vídeo. Nenhum, zero. Vê o lance uma vez, quando acontece, e apenas escuta o áudio do narrador, comentaristas e equipe, reportando aquilo que viu e/ou ouviu à beira do gramado. Assim que a partida termina – se o mesmo repórter é encarregado do VT do jogo para jornais do dia seguinte – começam uma série de atribuições: entrevistas pós, gravação da passagem, zona mista, devolução dos equipamentos de transmissão e, finalmente, a coletiva dos treinadores.

Zubeldía não tem por que saber disso, é claro, mas trata-se de uma sequência de tarefas que consomem, além de tempo, a concentração por envolver escrita criativa e esforço de câmera antes que as luzes do estádio se apaguem, por exemplo. Durante esse conjunto de atividades – atenção ao verbo – não REVI em vídeo ou monitor, como disse a Zubeldía – a jogada. Muito menos por redes sociais. Enquanto treinadores e alguns jogadores já estavam nos vestiários, segui ocupado com meu fluxo natural e corrente do trabalho. Evidentemente, sabia que o lance era polêmica e pelo que havia acompanhado até ali, inconclusivo. Cheguei na coletiva poucos minutos antes que o treinador. Estava munido de tudo feito durante a transmissão e também do veredicto do VAR (que acabou por validar a jogada).

E com o rigor jornalístico dos fatos, tampouco foram quarenta minutos entre o fim da partida e o começo da entrevista como sugerido. Existe um protocolo da CBF para o início das coletivas, sempre com o visitante primeiro. O jogo terminou 23:29. A coletiva começou 23:55. Detalhe importante: celular na mão do repórter nem sempre significa redes sociais. Ainda mais pra quem é de televisão. Parece desnecessário falar sobre, mas durante a coletiva de imprensa o profissional agiliza seu trabalho transcrevendo o entrevistado para optimizar tempo. Só depois de tudo encerrado no estádio é hora de voltar para a redação, analisar todos os lances, escutar todos os personagens e com TUDO REVISTO escrever a matéria do jogo para quem assistir tirar as próprias conclusões.

Aqui, importante: quando Zubeldía questiona se “vi o lance”, ele se refere ao recorte que já circulava pelas redes sociais. Insisto: repórter não opina sobre lance. Nem mesmo se, atenção, tivesse a oportunidade de REVÊ-LO uma dezena de vezes. Aliás, apesar de todas as razões citadas até aqui, com a insistência do treinador, disse que de onde estava no campo (ao lado do banco) e sem ter, atenção mais uma vez, REVISTO o lance pela TV, “não consegui ver o toque na mão”. Isso seria algo possível apenas com auxílio de outras câmeras, outros ângulos, com o auxílio do VAR. E mesmo esta ferramenta parece ter deixado ainda mais dúvidas do que realmente aconteceu na jogada.

O técnico estava severamente inconformado e não adotou aquela conduta por alguma questão pessoal comigo. Estou certo disso. Gosto, acompanho e trabalho o futebol sul-americano há muito tempo. Muito mesmo. Foram anos vivendo e lidando apenas com isso em Buenos Aires. Já conhecia Zubeldía desde que ele era auxiliar de Ramón Cabrera naquele Lanús de 2007 (o time que conquistou o primeiro título nacional do Granate). E considero Zubeldía um treinador sério, dedicado, atualizado, extremamente capacitado e muito, muito intenso. E ele tem dado provas disso todos os dias, desde o primeiro dia. -> Sempre lembrando que tudo escrito aqui reflete apenas o pensamento desta conta pessoal.


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