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O movimento tricolor para contratar Carpini é louvável pois o momento dos técnicos brasileiros preocupa. Falta renovação de gerarão e por consequência de conhecimento. Os clubes precisam encarar o papel não apenas de formar jogadores mas também treinadores. Como faz bem o Barcelona.

Acontece que o São Paulo ainda está distante de ter um ambiente receptivel para a formação de um técnico capaz de comandar um tricampeão mundial. Alex é a prova da falta de um modelo claro para isso. Veio para ser preparado mas só ficou na base e desapareceu no mercado depois de uma tentativa frustrada como treinador principal. Antes dele, Jardine, que hoje brilha no México e foi medalhista olímpico também foi ceifado.

Aqui aponto falhas do Carpini que podem abreviar a oportunidade de mais essa promessa que chega ao time do Morumbis. Antes de começar, penso que o clube não pode ser responsabilizado por esses erros neste primeiro momento mas se decidiu continuar com o treinador – e concordo ser a melhor coisa a fazer – precisa corrigi-los ou verá mais um ano de crise e desespero.

A falta de voz e atitude. O primeiro indício é a insistência em pontos já resolvidos em outras épocas. É impossível jogar com o Luciano como meia. Com ele em campo o coletivo é sacrificado e por isso não era titular com Dorival. É certo que faz muitos gols mas é certo também que perde muitos outros tantos como no último jogo. Além de desequilibrar todo o sistema de defesa e criação. Mante-lo é perder velocidade e profundidade. Dois pilares do futebol contemporâneo.

Outro ponto de discórdia é o parceiro de Arboleda. O técnico são paulino altera o quarto zagueiro constantemente. Trazendo assim insegurança. E nada é pior para um time, que um sistema defensivo sem confiança. O nome mais singular dentre os testados é Alan Franco. É quem tem a melhor saída e cobertura. Não é razoável a falta de sequência. Ferraresi vem de um longo tratamento e Diego Costa apesar da raça, não consegue compor bem pelo lado esquerdo.

O meio campo tambem não escapa a fragilidade sistêmica de Carpini. Com Dorival jogavam Pablo, Alisson, Nestor e Rato. Com Lucas e Calleri à frente. Carpini insiste em colocar Lucas centralizado, Luciano na direito, Ferreira aberto na esquerda e no último jogo André Silva. Não vai funcionar. O time é vazado quase que a cada jogo. Levou dois gols do Ituano, pior time do Paulista e que só tinha marcado 4 gols até então. O ataque, nem se fala. Vive de momentos individuais. Quando a critica diz que Dorival faz bem o feijão com arroz não o diminui. Pelo contrário. É um baita elogio. Fazer o simples é mais difícil. O esquema implantado no São Paulo pelo atual técnico da seleção é o melhor até agora, para esse elenco. Querer alterá-lo sem mudar as características do grupo é sim “burrice”. A arquibancada acerta. E isso é raro lembrando nosso histórico em que a mesma vaiou Telê, Raí, Kaka e Ceni. Mesmo os times super campeões do Tele e Muricy oscilavam mas tinham padrão e era titular quem jogava melhor “para o time”. Dorival repetiu essa premissa e foi vencedor.

A última falha e talvez a maior é que o jovem técnico Carpini por incrível que pareça não usa a base. Esse é um ponto nevrálgico e que mexe com uma característica do tricolor paulista que é inegociável para a torcida.

Portanto, o SPFC tem a obrigação de discutir e resolver esses pontos sem mexer na autonomia do técnico. Pra isso tem a importante figura de Muricy.

Rodrigo C. Vargas (rodrigovargasss) é jornalista, psicólogo e são paulino assim como todos na família, desde o avô.


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