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A Mondelez acerta a aquisição de “naming rights” do Estádio do São Paulo Futebol Clube e investe R$75 milhões num contrato de duração de três anos, além de mais R$ 15 possíveis em metas. Agora a casa da equipe são paulina passa a se chamar “MorumBis”, que carrega a marca com um dos mais famosos produtos.
Para Marcos Bedendo, professor de Branding da ESPM, o negócio chama a atenção pelo curto tempo de contrato. “Geralmente, dentro da lógica do “naming rights”, não é muito comum acordos de curto prazo. Contratos desse tipo são extensos com 10 ou 15 ou 20 e até 30 anos de patrocínio. Para o clube o negócio é extremamente vantajoso e propicia uma entrada de receita muito maior que estava sendo negociada”.
O especialista lembra que patrocínios em times de futebol faz a marca ganhar notoriedade rapidamente e cita a Parmalat com o Palmeiras, a Neoquímica e Banco Excel com o Corinthians, Lubrax com o Flamengo, a Coca-Cola com as equipes do Clube dos Treze, entre outros. “Dentro de tantas marcas e produtos, um exemplo é a Neoquímica que ganhou evidência com seus produtos e lembrança da marca que dificilmente ganharia se tivesse ficando apenas com seus medicamentos colocados nas gôndolas das Farmácias. Já a Mondelez, proprietária da marca e do produto Bis, já tem notoriedade e marca forte no mercado e esse tipo de negócio não se aplica”, explica Bedendo.
Esses contratos carregam não apenas o nome em evidência, mas uma série de outros benefícios que a empresa possa movimentar a imagem e marca. Segundo Ivan Martinho, professor de Marketing Esportivo da ESPM, ressalta que além do direito ao nome, acordos como esse costumam envolver direitos de hospitalidade. “Camarotes, uso do espaço para eventos, tickets, loja para vendas de produtos etc. Rebatizar equipamentos é sempre mais desafiador do que nomeá-los desde o nascimento, exemplo do Parque Antárctica que levou mais de 3 anos para se tornar totalmente conhecido por Allianz Parque em comparação com a Arena MRV que já nasceu com o nome atrelado ao patrocinador”.
Bedendo lembra ainda que muitos patrocínios hoje estampam nas camisas dos clubes produtos relacionados ao “jogo”, como a febre das Bets, campeonatos com marcas consagradas de cerveja, que tem uma relação forte entre o momento de assistir futebol e o consumo. Porém, para ele não faz sentido a marca consolidada de um chocolate carregar um grande valor de investimento para três anos. “A marca Bis já tem o seu espaço cativo na cabeça das pessoas. Construir uma nova imagem para o produto e que possa refletir no consumo no local de jogo ou na frente da televisão… Vamos aguardar os próximos passos para entendermos a estratégia da Mondelez”, conclui.
Fontes: Marcos Bedendo, professor de Branding da ESPM, e Ivan Martinho, professor de Marketing Esportivo da ESPM
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Out of topic:
https://ge.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/2023/12/29/santos-vasculha-mercado-e-busca-interessados-em-seus-jogadores-mais-caros-entenda.ghtml
Tem jogadores interessantes nesta lista do Santos. Creio que conseguiria empréstimos sem custos (pagando apenas salarios) com facilidade.
Talvez o Dodô por um ano, para ser reserva do Wellington, enquanto o Patryck amadurece mais.
Nossa esse cara da ESPM falou pouco, mas falou besteira, eu mesmo desde então comprei mais BIS desde o anúncio pra cá do que comprei minha vida inteira, sem brincadeira, até para parentes eu comprei pra dar de “presente” (no dia a dia), coisa que nunca fiz… Essa parceria vai ser um BAITA SUCESSO, NA VERDADE JÁ É!
Acho que você não entendeu o que ele quis dizer.
Como profissional da área, posso clarificar um pouco mais (pode ter sido pouco claro mesmo na matéria):
O patrocínio de marcas em clubes de futebol (seja camisa, estádio ou o que for) tende a ser feito com um objetivo de ganhar awareness (traduzindo: as pessoas passam a conhecer sua marca mais, você ganha notoriedade).
Foi o que a LG fez aqui na década passada quando quis entrar no mercado.
É o que a Neo Química está fazendo em Itaquera.
Etc.
Ao contrário dessas marcas (pouco conhecidas no momento do patrocínio) a Bis já é hiper conhecida, inclusive líder de mercado.
O que ele quis dizer na matéria é que o objetivo deles provavelmente é outro (que não construção de marca), e que além do naming rights eles devem combinar outras ações que sejam mais efetivas nos objetivos naturais a eles (que não é construir marca, e sim vender).
Abrs!
Sim é verdade, mas no meu humildade entendimento, creio eu que mesmo essa simples ação (desconsiderando o que provavelmente está por vir), já se mostra UM GRANDE SUCESSO. Então entendo realmente entendi esse ponto, mas ainda acho levemente contraditório o professor dizer que a marca não precisava disso e bem, pode até ser verdade num ponto de vista meramente técnico, mas duvido que não tenha alavancado as vendas deles de maneira gigante; e a exposição? Nem se fala, quantos influencers de futebol falando disso, expondo a marca e até outros produtos vinculados?
No meu parco entendimento, mesmo que fique só nisso (o que conto que não, pois espero que venha uma estratégia ainda melhor para rechear os cofres do clube), foi um baita, BAITA negócio, para todos.
Mas obrigado pela paciência de sua explicação. Que 2024 seja um ano mágico para nós, abraços!
@andrehernan
Thiago Couto foi vendido por 1,9 mi de reais por 50% !
@andrehernan
Thiago Couto foi Doado por 1,9 mi de reais por 50% !
A manchete ficaria melhor assim!
Provavelmente esse dinheiro do couto seja a vista, e dar prosseguimento no ferreira.
Acho que o SPFC tem que investir em financiamento de uns R$ 350 milhões, e usar o próprio naming rights pra pagar essa conta! Modernizar o seu estádio e em 2030 no seu centenário ter um Morumbis referência em consumação e conforto do seu torcedor. O hotel em anexo, talvez outra parceria com parte do lucro, com uma rede especializada. Temos que aproveitar o momento, e criar e manter novas receitas.
Quem sabe um naming rights do ct de cotia e algo especial para socio torcedor.
Com certeza é muito melhor investir no estádio que tem história no esporte do que em um influenciador que muita gente tem desprezo.
Thiago Couto é fraco. Qualquer mixaria estaria de bom tamanho.
SPFC também vacilou em não ter vendido ainda o Nathan. Outro jogador limitado
Concordo. Acho um bom negócio tendo em vista que seria um jogador que sairia de graça em algum momento.
Concordo
Por isto que professores da USP, que atuam no mesmo segmento desses aí da ESPM, são muito melhores, pois sabem analisar e fornecerem respostas objetivas, já que os cursos da USP são muito acima da ESPM…
um pessoal que não sabe cuidar e manter um teatro com o nome do renomado e saudoso professor Otto Scherb, abrindo as portas para a cultura, como faz a ESPM, não pode querer dar palpite naquilo que não entende…