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Jogadores do São Paulo se preparando para a partida, com um atleta recebendo atendimento médico ao lado do gol.

Reflexão sobre o DM do São Paulo – Manta da Incompetência

Todo ano o são-paulino tem ao menos uma certeza: teremos inúmeras lesões.

Isso é algo que nos aflige a “meros” 5 anos.

E pior, não há nenhuma perspectiva de que esse cenário mude já que a direção opta por repetir o mesmo mantra: o DM não machuca jogador.

O Muricy falou isso. O Casares falou isso. E, recentemente, Felipe Marques, coordenador do departamento de Saúde e Performance, repetiu a mesma ladainha.

Enquanto isso, 11 jogadores estão atualmente no DM.

Sim, 11 jogadores, um time inteiro.

Isso para um elenco que, segundo o próprio presidente, é enxuto.

Na data Fifa, período utilizado geralmente para recuperar jogadores, perdemos 5 por lesão (Oscar, Cédric, Enzo Dias, Dinenno, Leandro).

Sinceramente, se isso não é sinal de incompetência, nada mais é.

Mas o DM não machuca jogador.

Gostaria de saber como fazer qualquer tipo de planejamento se você não tem a menor idéia de que time terá ao longo do campeonato.

Não se sabe nem quantos, nem quais, nem em que posições terá jogadores.

Você não sabe, nem eu, nem o técnico.

Eu lembro de acompanhar o SP e saber o time base que jogaria o ano, no máximo, com um ou outro desfalque.

Sem 11 jogadores? Jamais.

E olhe que o SP já jogou temporadas com muito mais jogos que atualmente.

Mas o DM não machuca jogador.

Se comparado aos outros times, desde 2021 o SP sempre esteve entre os líderes em lesões.

Mesmo jogadores com baixo histórico de lesão, basta virem ao SP, que passam a ter lesões em profusão.

Muitos argumentam que o problema é o calendário do futebol brasileiro.

Ora, mas isso é um fato já sabido, então o SP poderia, e deveria, adotar medidas para contornar o problema.

Faça-se um revezamento de jogadores. Jogador tem que ter uma minutagem máxima, e a partir de então NÃO PODE ser escalado.

Mas o SP só poupa jogador quando já tem graves dores, ou seja, em estado de iminente lesão, ou por suspensão.

Sinceramente, eu já COMEMOREI terceiro cartão amarelo quando via que o jogador estava a ponto de estourar por excesso de partidas.

Ah, diriam, o SP tem sim um planejamento quanto a excesso de partidas.

É mesmo? Então por que tantas lesões? Se há esse planejamento, está mal feito, porque não está funcionando.

Lembro perfeitamente que o Pablo Maia estava com uma sequência absurda de partidas e eu, um reles torcedor, já pensava comigo: Cara, o Pablo Maia vai estourar, não tem como! Resultado: 10 dias depois de eu pensar isso, em um treino o músculo dele DESCOLOU do osso.

Mas o DM não machuca jogador, claro.

Ou seja, atualmente a estratégia é: põe-se jogadores para jogar e treinar com intensidade absurda e vê no que dá.

Deixemos o acaso decidir o futuro do São Paulo.

Vamos fazer figa, cruzar os dedos, bater na madeira para que ninguém lesione.

Vejam o Oscar. Ficou parado por uma lesão nas vértebras, isso sim um acidente.

Mas ele volta aos treinos, provavelmente excessivos para quem está voltando de lesão, e ele lesiona a panturilha.

O jogador mais caro do SP se lesiona em treino por uma péssima transição.

Ora, se ele custa mais de 2 milhões por mês e ele vai ficar afastado por esse período, quem vai se responsabilizar por esses 2 milhões?

Senhor Felipe Marques, vai sair esse dinheiro do seu bolso?

Em qualquer empresa minimamente séria, era demissão na certa.

Mas nada vai acontecer. Sabe por que?

Porque o DM não machuca jogador.

Veja só: eu e a torcida do SP não queremos saber de frases feitas.

Parem com esse mantra fajuta que não ajuda e só serve para calar quem aponta um problema gritante.

Precisamos de alguém que se RESPONSABILIZE por essa questão, seja quem for.

É o DM? É o departamento de fisiologia? É o preparador físico? São todos juntos?

Precisamos de alguém que tenha culhão para dizer: Nós temos um problema e nós vamos resolver.

Primeiro é reconhecer o problema, coisa que nem isso, após 5 anos, conseguiram fazer.

Enquanto o São Paulo optar por responder a problemas com clichês, nada vai mudar.

Podem apresentar charts, estatísticas, powerpoints, falas de quem quer que for.

Não há um são-paulino vivo que não saiba que temos um problema crônico, recorrente e antigo de lesões.

Nunca contamos com nossos melhores jogadores.

Então, é bem simples: não adianta bom técnico, não adianta contratações, não adianta aproveitar a base, não adianta nada isso, enquanto não tivermos, pelo amor de Deus, jogadores para jogar, ceifados do time por intermináveis lesões.

Com muitos e os melhores jogadores no estaleiro, me parece nítido que nossas eliminações começam não dentro de campo, mas antes de entrar nele.

Romulo A. Pereira


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