
Ex-CEO do São Paulo explica cessão do Canindé ao Tricolor e cita entraves para modernização do estádio
O atual CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, que anteriormente trabalhou na gestão do São Paulo, comentou os motivos que levaram o clube rubro-verde a liberar o Estádio do Canindé para jogos do Tricolor paulista. Além disso, o dirigente também detalhou os principais obstáculos que ainda impedem o início da modernização da arena, um dos projetos mais ambiciosos da nova fase administrativa da Lusa.
A decisão de abrir o estádio para o São Paulo está ligada a uma estratégia financeira e institucional da Portuguesa, enquanto a aguardada reforma do Canindé segue travada por questões burocráticas e jurídicas.
Por que a Portuguesa liberou o Canindé para o São Paulo
Segundo Bourgeois, permitir que o São Paulo utilize o Canindé faz parte de uma política de otimização do estádio e geração de receitas. A ideia da SAF é usar o espaço de forma mais intensa, aproveitando períodos em que a Portuguesa não tem partidas programadas.
A parceria também ajuda a aumentar a visibilidade do estádio e fortalece a relação entre clubes da capital paulista. Para a Portuguesa, receber partidas de um clube grande significa movimentação financeira e maior uso da estrutura, algo considerado positivo enquanto o projeto do novo Canindé não sai do papel.
Além disso, o estádio é uma alternativa importante quando o Morumbi não pode receber partidas, seja por eventos ou manutenção.
“Os times viram que deu certo e preferem mandar jogos aqui do que ter que levar para Campinas.”
Projeto do novo Canindé enfrenta entraves burocráticos
Embora exista um plano ambicioso para transformar o Canindé em uma arena moderna, o início das obras ainda depende de resoluções jurídicas e administrativas. Bourgeois explicou que parte do terreno do estádio envolve pendências documentais e negociações com a prefeitura, o que tem atrasado o processo.
O dirigente destacou que a regularização do terreno é essencial para dar segurança jurídica ao investimento e permitir que as obras sejam iniciadas. Entre os pontos que precisam ser resolvidos estão:
- regularização fundiária da área do estádio
- questões relacionadas a impostos e concessões
- documentação histórica do terreno
- negociações com órgãos públicos
Em alguns casos, segundo o CEO, a dificuldade está até mesmo na falta de registros formais de antigas transações envolvendo o terreno, o que exige um trabalho detalhado de advogados para reconstruir documentos e validar a situação jurídica.
Reforma do estádio pode chegar a R$ 500 milhões
O projeto da SAF prevê uma grande modernização do Canindé, com investimento estimado em cerca de R$ 500 milhões.
A ideia é transformar o tradicional estádio da Portuguesa em uma arena multifuncional, capaz de receber não apenas jogos de futebol, mas também eventos, shows e atividades comerciais.
Entre as principais mudanças previstas no projeto estão:
- aumento da capacidade do estádio
- construção de camarotes e áreas premium
- modernização das arquibancadas
- novos espaços comerciais e gastronômicos
- estrutura para grandes eventos e shows
Em algumas versões do projeto apresentadas pela SAF, a arena poderia chegar a mais de 50 mil lugares em jogos e até cerca de 80 mil pessoas em eventos, dependendo da configuração utilizada.
Arena multifuncional é peça central da estratégia da SAF
Para Bourgeois, o futuro do Canindé precisa ir além do futebol. A proposta é criar um complexo capaz de gerar receitas durante toda a semana, não apenas em dias de jogo.
O modelo se inspira em arenas modernas, onde shows, eventos corporativos e atividades culturais ajudam a sustentar financeiramente o estádio. Segundo o dirigente, clubes com torcidas menores precisam diversificar receitas para manter projetos esportivos competitivos.
A lógica é simples: um estádio que funciona apenas algumas vezes por mês gera pouco retorno financeiro. Ao transformá-lo em um centro de eventos, o clube consegue aumentar sua capacidade de faturamento.
História e importância do Canindé
O Estádio do Canindé, oficialmente chamado de Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, é a casa histórica da Portuguesa e está localizado na Marginal Tietê, em São Paulo.
Inaugurado na década de 1950 e ampliado ao longo dos anos, o estádio sempre foi um dos símbolos do futebol paulistano. Atualmente, sua capacidade gira em torno de pouco mais de 20 mil torcedores.
Apesar da tradição, a estrutura já não atende aos padrões das arenas modernas, o que motivou o projeto de transformação do local em um novo complexo esportivo e de entretenimento.
SAF da Portuguesa busca reconstrução financeira
A modernização do Canindé é considerada uma peça fundamental no processo de recuperação da Portuguesa. Nos últimos anos, o clube enfrentou uma grave crise financeira, com dívidas expressivas e queda de divisão no futebol brasileiro.
A criação da SAF trouxe novos investidores e um plano de longo prazo para reorganizar a instituição. Parte desse plano inclui:
- reestruturação administrativa
- recuperação financeira
- modernização da infraestrutura
- fortalecimento do futebol profissional
Nesse contexto, o novo estádio é visto como um motor de receitas para sustentar o crescimento do clube nos próximos anos.
Enquanto reforma não começa, estádio segue sendo utilizado
Como o início das obras ainda não tem data definida, a Portuguesa continuará utilizando o Canindé normalmente para suas partidas e também poderá ceder o estádio para outros clubes, como o São Paulo.
Essa estratégia permite manter o estádio ativo e gerar recursos enquanto as questões legais e burocráticas não são resolvidas.
Para Bourgeois, o mais importante neste momento é garantir que o projeto avance com segurança jurídica. Somente após a regularização completa do terreno e dos contratos será possível iniciar as obras da nova arena.
✅ Conclusão
A liberação do Canindé para jogos do São Paulo faz parte de uma estratégia de utilização inteligente do estádio enquanto o grande projeto de modernização ainda enfrenta obstáculos legais.
O CEO da Portuguesa, Alex Bourgeois — ex-executivo ligado ao São Paulo — explicou que a prioridade da SAF é resolver pendências documentais e negociações com o poder público para viabilizar a reforma.
Se o projeto sair do papel, o tradicional estádio da Lusa poderá se transformar em uma das arenas mais modernas da cidade, com capacidade ampliada e novas fontes de receita que ajudarão a reconstruir o clube no cenário do futebol brasileiro.
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Que usemos agora. No futuro, será mais um campo disfarçado de grama.
Alguns entraves para a reforma do estádio:
” … regularização fundiária da área do estádio.
questões relacionadas a impostos e concessões
documentação histórica do terreno
negociações com órgãos públicos … “.
Tá fácil …, se o letreiro do MorumBIS demorou uma eternidade, imagine o estádio inteiro sair do papel …, e ainda, quando saiu a proposta, li que ninguém da SAF queria pagar os impostos devidos …, vão propor anistia, isenção ou renuncia fiscal.
Vamos aguardar …, mas acho impossível.
SAF é uma embromação para ninguém pagar dívidas …, tudo fica na “conta do Abreu”.
Da série perguntas necessárias:
Se no SPFC inexiste o cargo de CEO, nunca existiu …, como o sujeito pode ser chamado de ex-CEO do SPFC?
Todo mundo sabe que ess SAF da Portuguesa se transformou numa tremenda furada. Estavam ancorados na REAG, que está metida até o pescoço em falcatruas e foi liquidada pelo BC. O resto é desculpinha.
Pra mim essa SAF deles tem como único interesse o potencial de grana do Canindé pela sua ótima localização e assim transformando ele em casa de shows e infelizmente será mais um estádio com tapete de plástico!!!