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Presidente do São Paulo, Julio Casares, em coletiva de imprensa, gesticulando enquanto fala ao microfone, ao lado do logo do clube SPFC.

35 operações de saque em 59 meses do São Paulo com depósitos de R$ 1,5 mi para Casares geram investigação da Polícia

Em reportagem do UOL, o site aponta que o COAF analisou que o Presidente do São Paulo recebeu R$ 1,5 milhões em conta em espécie entre Janeiro de 2023 e Maio de 2025, veja:

“Relatórios de análise financeira do Coaf aos quais o UOL teve acesso mostram que o presidente do São Paulo, Julio Casares, recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro na sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

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O valor corresponde, segundo os documentos, a quase metade -47%— da renda de Casares no período. É a maior fonte de renda do cartola durante os meses analisados. O salário recebido por Casares no São Paulo correspondeu a apenas 19,3% de toda a movimentação na mesma conta – foram R$ 617 mil. Os depósitos em dinheiro foram feitos em valores pequenos, de forma fracionada. Isso caracteriza uma prática chamada pelo Coaf de “smurfing”, que é uma tentativa de burlar os mecanismos de controle.

Há registros de 12 depósitos em um único dia, e operações no valor de R$ 49 mil -o limite para que o Coaf seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil. Casares chegou a justificar os recebimentos ao seu banco como “recursos recebidos em espécie do SPFC referente bonificação dos campeonatos (sic)”. Os relatórios embasam a investigação que a Polícia Civil conduz sobre possíveis desvios de dinheiro no São Paulo.

Procurada pela reportagem, a Polícia apenas confirma a existência de uma investigação, mas não fornece nenhuma informação ou comentário sobre o seu conteúdo ou investigados. A própria instituição pediu segredo de Justiça no caso em três ocasiões. A investigação aponta ainda que foram sacados do São Paulo, entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, R$ 11 milhões em espécie, divididos em 35 saques.

Esse dado aparece em outro relatório também do Coaf, mas a investigação não aponta qualquer correlação com os depósitos na conta de Casares. O São Paulo afirma que apresentará a contabilidade integral dos R$ 11 milhões, e que eles não têm qualquer relação com depósitos investigados do presidente.

Os documentos ainda mostram que a conta de Casares era usada, de forma sistemática, para custear despesas de sua ex-mulher, e diretora licenciada do São Paulo, Mara Casares. Foram pagos 104 boletos bancários emitidos no nome de Mara, que é investigada por se beneficiar de um suposto esquema de venda de camarote clandestino no clube.

Segundo o relatório, nos 29 meses analisados Casares teve uma renda de cerca de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 2,6 milhões que excedem o salário do período -destes, a maior parte, R$ 1,5 milhão, composta pelos depósitos fracionados em dinheiro. Procurado pelo UOL, Casares respondeu por meio de seus advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine.

“Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações -com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”, diz o comunicado.

Ao UOL, o São Paulo afirma que monitora as investigações e que agirá de acordo com a lei e com qualquer determinação judicial. O clube ainda afirma que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos conforme necessário”

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