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14 anos fizeram o São Paulo a ser um modelo a não ser seguido, afirma especialista
De tempos em tempos, revejo os relatórios anuais que preparo sobre as finanças dos clubes brasileiros – com início no Itaú BBA, mas nos últimos 3 anos em parceria com a Outfield e patrocinado pela Galapagos Capital, com o nome Relatório Convocados. É uma forma de entender o momento atual a partir da evolução dos dados. Quem me levou a refrescar a memória, na semana que passou, foi o São Paulo FC. Seja porque já vem com destaque em termos de finanças (emissão do FIDC, ideia de terceirização das categorias de base e notícias aqui e acolá), seja porque o desempenho esportivo vem sendo criticado pelo torcedor. Tal cenário pede um entendimento mais detalhado sobre o que trouxe o clube até aqui.
Até o ano da pandemia, encerrava a apresentação dos números de cada clube com uma análise que tinha um título que representasse o que eu via nos números. Vamos aos títulos do São Paulo entre 2013 (números de 2012) e 2021 (números de 2020).

Invariavelmente, o clube que se proclamava diferenciado é objeto de análises desfavoráveis de modo retumbante. Não se trata de algo inventado pela atual gestão, mas um conjunto da obra de um grupo político que domina o clube há anos.Mais: numa associação de carácter político, como são as associações esportivas, todos são responsáveis pelo que acontece. Estando no poder ou não. Se a estrutura é incapaz de criar válvulas de escape contra gestões temerárias, ela é a responsável em última instância. O curioso é como este panorama de longa data espanta parte da torcida e da imprensa, sendo que desde 2013, com o título “O rei está nu”, estou alertando para o que se passa no clube.
Vamos então avaliar essa evolução, inclusive os anos mais recentes, com números.

A diferença entre as receitas totais e recorrentes são as transferências de atletas. Nas recorrentes desconsidero as transferências por serem incertas. Note, portanto, que as receitas recorrentes ficaram praticamente estáveis entre 2010 e 2020, sendo que no último ano a queda está associada à pandemia. E, positivamente, a partir de 2021 as receitas passam a crescer de forma recorrente e importante. Méritos da direção que iniciou em 2021, mas veremos na sequência que isso não trouxe melhorias na estrutura do clube.

O crescimento das receitas nos últimos anos se em parte nas comerciais – patrocínios/licenciamentos – o que inclui o estádio do Morumbi, mas essencialmente na mobilização da torcida – aquela de verdade, que precisa pegar fila para pagar ingressos – que transformou a receita com Matchday na 2ª mais importante do São Paulo FC.
E como foi o desempenho operacional? Vamos avaliar o chamado EBITDA, que pode ser traduzido como a receita operacional do clube.

Entre 2010 e 2012, o clube apresentou resultado positivo nas duas formas de analisar, mas a partir de 2013 os resultados negativos foram se tornando recorrentes. Nos 12 últimos anos, em apenas dois o clube conseguiu operar com EBITDA positivo, indicando que transferir atletas virou realmente uma necessidade, e não uma oportunidade.
De 2021 a 2024 o clube apresentou R$ 130 milhões de resultado operacional negativo na visão recorrente. Na visão total, que inclui as transferências de atletas, o número foi positivo em R$ 468 milhões, o que torna o cenário atual ainda mais surreal. Afinal, esse dinheiro deveria ter sido usado prioritariamente para pagar dívidas e manter a situação equilibrada. Mas não foi isso que vimos.
Aliás, importante destacar que o alerta feito no início da década anterior não serviu para que o clube mudasse a forma de operar. Pelo contrário, pois repetiram o comportamento esperando resultados diferentes. Obviamente, não costuma ser uma boa ideia.
O comportamento das dívidas
Mesmo com resultado operacional positivo, o clube seguiu se endividando, em todas as linhas. Lembro que divido em 3 blocos: Operacionais (Contratações a pagar a outros clubes, Salários e Encargos, Adiantamentos), Onerosas (Bancos e mercado de capitais) e Impostos/Acordos (parcelamentos em geral).

A dívida cresce de forma consistente entre 2010 e 2018, ainda pré-pandemia, e dá um salto em 2019, passando a crescer de maneira alarmante. Naturalmente a pandemia é um agravante nos números de 2020 e parte de 2021. Porén, nos anos seguintes não há um comportamento visando readequação. Mais uma vez, pelo contrário. Eem 2024 o salto é relevante, de forma que o clube deve mais hoje que no ano da pandemia – nominalmente e na relação com as receitas.
De onde vem este crescimento deficitário, se o clube gerou caixa operação na visão total?

As dívidas operacionais crescem com o encarecimento do elenco, mas muito em função dos investimentos em contratações. Impostos e Acordos tiveram um salto pós-pandemia, por conta dos programas de auxílio do governo, e seguem em níveis elevados, crescendo por novas dívidas e pelo custo de correção do saldo (Selic a 15% ao ano). Já as onerosas são aquelas que salvam o caixa. A maior parte delas são lastreadas em recebíveis, de direitos de transmissão a patrocínios, como é o caso do FIDC. E custam estruturalmente caro. Num país volátil como o Brasil, é impossível operar de forma desequilibrada e pagando juros de 20% ao ano, ainda mais numa operação justa como é o futebol.
Como salta aos olhos até dos leigos, o São Paulo FC chega ao cenário atual com dívidas elevadas e caras, a partir de um comportamento deliberadamente de risco: operar sempre na dependência das receitas com transferências de atletas, que são incertas e têm fluxos de recebimento cada vez mais longos. Mais: neste cenário, faz-se investimentos recorrentemente elevados em formação de elenco profissional. Tudo isso para ter o desempenho esportivo entre 2010 e 2024, que o torcedor pode avaliar se foi positivo ou não – provavelmente não.
No final, tudo remete às gestões nesse período. Quando avaliei o projeto da terceirização de Cotia um dos principais alertas foi justamente manter a atual gestão – que é a soma e continuidade das gestões que trouxeram o São Paulo FC até aqui – controlando o clube.
Veja abaixo o comparativo de evolução das receitas com os e clubes de mesmo perfil: Corinthians, Flamengo e Palmeiras.


Lá atrás (cada vez mais lá atrás) o SPFC era o clube de maior receita do país, dividindo a posição com o Corinthians. Enquanto Flamengo e Palmeiras se reestruturaram e descolaram em termos de receitas, o São Paulo FC se manteve parado. Mesmo que o Palmeiras tenha claudicado nos últimos 2 anos em termos de receitas recorrentes, opera com dívidas controladas e compensa com boas transferências. Mesmo o Corinthians se recuperou, com toda a dificuldade interna (ainda maior que a do São Paulo FC).
A recuperação hoje é mais difícil que no passado, pois as distâncias eram menores. O que era necessário virou imperioso quanto a reverter o cenário rapidamente. Não é possível esperar que a continuidade do que o trouxe até aqui seja suficiente para alterar o rumo. Exceto se entenderem que este é destino correto. Daí, paciência. Resta saber se o torcedor será devidamente convidado a escolher entre a realidade e o mundo em que tudo está bem. Para os primeiros, resta lamentar. Para os outros, o apoio incondicional – que também faz parte do pacote que trouxe tudo até aqui.
Por: Cesar Grafietti
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Em 2016 e 2017 começaram até bem, sem gastar, e vendendo o que tinha de vender…
Aí veio 2018 e 2019, Leco com ego ferido querendo sair com titulo.
Estourou as finanças.com Diego Souza, Trellez, Everton Felipe, Jean, Everton Cardoso… Aí depois Volpi, Pablo, Daniel Alves, Juanfran, Vitor Bueno, Tche Tche.
Se esses caras amassem msm o São Paulo, teriam feito como o Bandeira no Fla.
Fez o que tinha que ser feito e nunca mais quis ser presidente.
Ele é mais histórico que o Landin que teve os títulos.
No dia que uma presidente fizer isso aqui…
Ele que será lembrado e não o dos títulos!
Nos primeiros anos do Leco houve um cuidado com as finanças que tiveram sua segunda grande destruição no último ano em que, por vaidade ele quis deixar um legado (isso lembra alguém?). A destruição já havia se iniciado na presidência do Juvenal Juvêncio, que foi um ótimo diretor de futebol mas um péssimo presidente.
Atravessamos outra devassa com o Aidar, mas que felizmente teve um curto mandato para chegarmos ao pior presidente da história tricolor, Casares, que perdeu toda a credibilidade que acelerou a degradação financeira em 2024 com a falta de transparência, com ineficiência e desídia.
Ainda ontem vi um programa antigo da Gazeta em que ele entrou por telefone para fazer um barraco com o Marco Aurélio dizendo que ele não admitia ser chamado de mentiroso. O tempo mostrou a verdade.
Temos que refundar o São Paulo e começar tudo de novo… Ainda não apareceu, nos últimos 17 anos, quem nos represente.
Grande César Grafietti… São Pauliníssimo…
Mais um estudo detalhado, inteligente, sem colocar uma vírgula a mais ou a menos.
Destaco a frase final :
” Resta saber se o torcedor será devidamente convidado a escolher entre a realidade e o mundo em que tudo está bem.
Para os primeiros, resta lamentar. Para os outros, o apoio incondicional – que também faz parte do pacote que trouxe tudo até aqui.”
Sem mais.
Mudou do vinho pra agua.
Já ouviu a frase :
” Avô rico, pai nobre, filho pobre” ?
Então….
Sr Ricardo vi algo parecido de filhos destruindo patrimonio de pais e avós.
Pois é…
O presidente Aidar comendo banana é o símbolo do São Paulo Soberano. Época de soberba, má gestão, impressão de que os adversários jamais nos alcançariam. Investimentos errados, quiçá uns acarajés, falta de planejamento estratégico, falta de Investimentos em fisiologia médica, clube parado no tempo… e olha aonde chegamos!!!
Isso que é dureza pro torcedor, Rodrigo! Se iniciarem esse plano de recuperacao de verdade, daqui 10 anos o SPFC protagonista novamente, Fla e Pal ja devem estar com 6 libertadores cada.
Mudando de assunto :
James Rodríguez no seguirá con León; directiva ha decidido no renovarlo
https://www.am.com.mx/superdeportivo/futbol/2025/10/28/james-rodriguez-no-seguira-con-leon-directiva-ha-decidido-no-revovarlo-756458.html
Que coisa, hein ?
Culpa do Dorival, poha !!
Uma das maiores desilusões recentes da minha vida.
Era um sonho pessoal meu que parecia impossível: ver um 10 do calibre dele vestindo a camisa do SPFC. Chegou junto com o Lucas, na minha visão tínhamos praticamente contratado dois 10 de grife, um pra cada tempo de jogo pra não quebrar os dois e com características diferentes de jogo pra ter variedade e finalmente curar nosso futebol insosso.
Tudo isso pra no final me desiludir com ambos (o Lucas nem tanto porque se pagou com a CB mas já deu pra ele). Entristeci com tanta força que parece que perdi um dos meus gatos.
Foda.
Meu sonho hoje é uma solada na tibia do Gustavo Gomez
Tô junto.
Na dele, no Andreas e Tigrinho….para aleijar.
[3]
E daquelas que encerram a carreira precocemente.
[4]
Renato
Foi ilusão para um monte de torcedor.
Mas, se você retroceder tinha informação fácil a respeito desse chinelinho que James se tornou.
O cara vive enganando aqui e ali.
Pior, tem quem caia.
Sim, mas já tivemos casos de jogadores que não “deram match” em outros lugares mas aqui deram (tipo o Rigoni) então eu me apeguei nisso e caí mesmo.
#troxa
Depois não entendem o porque o torcedor critica tanto a diretoria e o clube,por estes últimos 15 ou 20 anos…
De 1980 até 2006 vanguarda, depois só ladeira abaixo.
É o “dia da marmota” desde 2019 (2018), começou até antes.
Se tivéssemos um scout no mínimo decente daria para montar um bom time competitivo com nossa base e alguns reforços pontuais garimpados e ir pagando nossa dívida.
Mas como só temos cafajestes soberbos e incompetentes que não está nem aí para o dinheiro do clube porque sabem que serão blindados pela estrutura política do clube, estamos cavando o fundo do poço, que parece nunca acabar.